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1. INTRODUÇÃO
"Quem crê no Filho de
Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem não crê em Deus, o faz
mentiroso, porque não crê no Testemunho que Deus deu a respeito de seu
Filho. E o Testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna e esta vida
está em seu Filho. Quem possui o Filho, possui a vida; quem não tem o
Filho de Deus, não tem a vida."(1Jo 5:10-12)
O objetivo deste
estudo "POR QUE ESPIRITISMO?" é resgatar, é procurar trazer de volta
para os caminhos de Cristo, todos aqueles nossos irmãos que,
desconhecendo totalmente o Evangelho de Jesus Cristo e o poder de Deus,
foram e são enganados pelos conceitos das doutrinações espíritas; e
hoje, mergulhados na escuridão das trevas e ausência de Deus, acreditam,
inocentemente, que seguem o mesmo caminho de Jesus, quando, na
realidade, cultuam os espíritos das trevas, aqueles que, por sua soberba
e liderados por Lúcifer, Príncipe das Trevas, foram todos derrotados por
Deus e assim afastados definitivamente da sua glória e da sua presença.
Quando alguém é
picado por uma serpente, é medicado com o antídoto extraído da própria
serpente. Assim também foi concebido este estudo: utilizamos citações
dos próprios livros doutrinários do espiritismo e, fundamentados nas
revelações da própria Palavra de Deus, a Bíblia, apresentamos as falsas
interpretações espíritas.
"... quem não crê em
Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a
respeito de seu Filho... "
Disso temos certeza:
pelos conceitos doutrinários contidos nos livros consultados, nem Allan
Kardec, nem Carlos Embassahy, nem Luís de Matos e os demais autores
espíritas, acreditaram no testemunho que Deus deu a respeito do seu
Filho Jesus. Por isso, com relação aos ensinamentos bíblicos, esses
homens não merecem crédito nem seguidores, pois afrontaram diretamente a
Deus.
Neste momento,
rogamos de coração ao nosso Deus e Pai, que pela ação do Espírito Santo,
conceda discernimento aos doutrinadores que ainda vivem, para que eles
confessem de público a Jesus, como único caminho que nos conduz ao Pai,
e peçam também perdão a Deus pelo estrago espiritual que já provocaram
em milhares de almas, pois só assim participarão um dia do Reino de Deus
e da Sua Eterna Glória. Amém.
2. A ORIGEM DO
ESPIRITISMO
O pensamento
religioso budista da Índia, dissensão do hinduísmo e do Bramanismo,
baseia-se no SAMSARA, isto é, o ciclo infinito de nascimentos, mortes e
reencarnações dos seres vivos no mundo transitório. A retribuição das
ações cometidas, boas ou más, ou seja, o KARMA, é que determina o lugar
de cada reencarnação, numa escala hierárquica onde inclui seres humanos,
deuses e demônios infernais, fantasmas, animais, plantas e minerais.
Segundo o Budismo, a vida é, ao mesmo tempo, a continuação de vidas
anteriores e a preparação de vidas futuras, onde o reencarnado pode
passar por diversos estágios onde receberá, passivamente, o fruto de
seus atos.A única salvação deste ciclo infinito é chegar a um estado
chamado NIRVANA (evasão da dor). Mas somente a minoria sábia pode saltar
do Samsara para a salvação, enquanto a maioria dos seres continuará no
seu ciclo.
A influência da
filosofia oriental, principalmente o pensamento ateísta-agnóstico do
Budismo, foi o caminho espiritual que inspirou muitas formas religiosas
no oriente e no ocidente, onde o homem é apresentado como um ser iludido
pelas paixões e interesses mundanos, podendo entretanto alcançar níveis
de perfeição que o libertem da seqüência de reencarnações que o prendem
à vida.
Assim sendo, em
meados do século XIX, a corrente espírita iniciada nos Estados Unidos e
consolidada na França, através da formulação de Allan Kardec, coincide
não só com as concepções do mundo de inspiração hindu, como também com
as seitas concebidas na antigüidade, uma vez que a preocupação em manter
contatos com os espíritos dos mortos fazia parte das práticas religiosas
dos egípcios, caldeus, gregos e romanos.
Já naquela época
praticava-se a "magia branca" e a "magia negra". Quando alguém procurava
entrar em contato com os espíritos dos mortos na intenção de ser
beneficiado ou influenciado por eles, tinha-se a "magia branca" e, em
caso contrário, tinha-se a "magia negra".
O Egito, país que deu
ao mundo como herança macabra o "Livro dos Mortos", também base dos
conceitos espíritas atuais, possui em toda a sua arte, literatura,
ciência e religião, profundas influências nas crenças espíritas.
3. O QUE É
ESPIRITISMO
A crença de que os
espíritos dos mortos "se comunicam" com os seres humanos, constitui a
base da doutrina espírita. 0 que hoje se chama Espiritismo, na
antigüidade e na Bíblia é conhecido como Necromancia. 0 que hoje é
médium, na antigüidade e na Bíblia é conhecido como necromante,
feiticeiro (a), pitonisa. 0 que hoje conhecemos por centro espírita, na
Bíblia e também na antigüidade era conhecido por tenda ou caverna.
A comunicação com os
mortos na busca incessante de "evolução" espiritual no além, onde os
espíritos 'tomam emprestado" o corpo das pessoas, e a prática da
caridade e orientação nos ensinamentos espíritas, enquanto os próprios
"espíritos" aguardam o momento da sua reencarnação, para, através do
sofrimento, pagar os erros cometidos em outras encarnações ou se
aperfeiçoarem através da prática da caridade, constituem a base dos
ensinamentos apresentados ao mundo pelo ex-professor francês León
Hippolyte Denizart Rivail, maçon do grau 33 junto à Grã-Loja Escocesa
Maçônica de Paris (segundo lê-se em "As Grandes Religiões" - Ed. 1 9737
50 vol., pá<Y,. 916), que jurou ter sido um guerreiro druida em outra
encarnação, de nome Allan Kardec. Talvez venha daí a profunda influência
dos princípios maçônicos sobre a doutrina do kardecismo. León Hippolyte
adotou o nome de Allan Kardec, que, em 1857, ao lançar o "Livro dos
Espíritos", deu início A doutrina espírita, pois essa obra passou a ser
considerada como uma espécie de "bíblia" do espiritismo.
Pouco tempo após seu
lançamento, milhares de pessoas começaram a se interessar pela
existência dos espíritos e a tentar "entrar em contato" com eles.
Kardec escreveu mais
seis livros, todos considerados também fundamentais para a doutrinação
espírita: 'O que é Espiritismo", o "Livro dos Médiuns", 'Céu e Interno",
o "Evangelho Segundo o Espiritismo", "A Gênese" e "Obras Póstumas".
4. EVOLUÇÃO DO
ESPIRITISMO NO BRASIL
Foram responsáveis
pelo aparecimento das crenças espíritas no Brasil, além dos
colonizadores portugueses, que apesar de católicos, trouxeram a crença
na bruxaria européia, os indígenas que aqui já moravam, com suas
crendices e superstições, e os negros africanos vindos para o Brasil,
como escravos.
Vários são os fatores
apontados por estudiosos como causa da aceitação da evolução e
propagação das práticas espíritas no Brasil. Entre esses fatores,
destacam-se:
a) A crendice e
superstição reinantes em milhares de brasileiros que encontram nos
amuletos, talismãs, patuás, rezas fortes, etc., quase sempre pendurados
no pescoço ou em algum lugar de destaque em suas casas, verdadeiros
protetores de todo e qualquer mal.
b) A herança recebida
da crendice e superstição dos colonizadores portugueses, responsáveis
pelo sincretismo religioso, fruto da união das crenças dos escravos
africanos com seus ídolos e vodus, e da adoração excessiva e paganizante
das imagens e crendices aqui trazidas.
c) Lastimável quadro
de pobres e indigentes que vivem á margem da sociedade e que, em troca
dos recebimentos e favores vindos de atividades filantrópicas, tais como
a distribuição de alimentos em vias públicas, visitas e assistência a
creches, abrigos para idosos, etc., aceitam as doutrinações espíritas,
enquanto seus anseios estão sendo saciados.
Por outro lado,
aqueles que realizam essas atividades, não as considerara como
conseqüência expontânea de amor ao próximo e de um ato de justiça, como
assim nos ensinou Jesus Cristo, mas na intenção de se "aperfeiçoarem"
através dessa prática e assim reduzirem seus sofrimentos nas
"encarnações" futuras. Daí a grande diferença entre caridade e
filantropia.
Porém, entre os
fatores também estudados, dois merecem destaque como sendo os
responsáveis no poder de persuasão para atrair novos seguidores. São
eles:
a) "Você é médium:
preciso desenvolver sua mediunidade."
É o que repetem
milhares de espíritas a pessoas curiosas, oprimidas, doentes ou
possessas, que procuram terreiros e centros espíritas em busca de
"ajuda".
Este é o grande laço
do passarinheiro, segundo a Palavra de Deus no Livro dos Salmos
91.3:,Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste
perniciosa.
b) "A saudade dos
parentes falecidos."
Muita gente fica
curiosa ao ouvir dizer que um parente seu "baixou" durante uma sessão
espírita e, 'incorporado" em um médium, confessou que desejaria
conversar com alguns parentes vivos. Há inclusive casos de famílias
inteiras, movidas pela curiosidade e desconhecimento total do Evangelho
de Cristo que tornaram-se praticantes do espiritismo após haverem
recebido um desses "recados do além".
Os mortos não voltam.
É o que nos revela a Bíblia. Se os mortos voltassem Deus não teria
permitido que na Bíblia fossem registradas as palavras de Davi em IISm
12:22-23:
"Vivendo ainda a
criança, jejuei e chorei, porque dizia: quem sabe o Senhor se
compadecerá de mime continuará viva a criança? Porém agora que é morta,
porquê jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela
não voltará para mim."
Se constasse entre os
desígnios de Deus a liberdade dos mortos comunicarem-se com os vivos e
vice-versa ou a possibilidade de reencarnação, não estaria também
registrado na Bíblia:
"Aos mortos está
ordenado morrerem uma só vez e, depois, o juízo." (Hb 9:2 7)
A Bíblia, através do
ISm 28, nos relata um caso de necromancia envolvendo o rei Saul e a
pitonisa de Endor, onde Saul é morto como castigo de Deus por ter
consultado uma necromante, que predisse sua morte e a de seus filhos
para o dia seguinte, onde seriam mortos pelos filisteus.
Quando analisamos os
capítulos seguintes do Livro de Samuel, observamos que as predições da
pitonisa ou médium foram uma farsa:
a) Em 1Sm 31:14,
narra o suicídio de Saul. Logo, ele não foi morto pelos filisteus.
b) 0 1Sm 31.8 desfaz
a predição da pitonisa, pois assim narra este texto: "Sucedeu pois que,
vindo os filisteus no outro dia a despojar os mortos, acharam Saul e
seus três filhos caídos no monte Gilboa.
c) Em I Sm 31:2,
narra que os filisteus mataram Jônatas, Abinadab e Melquisua, Filhos de
Saul.
Não foram todos os
filhos de Saul que morreram, conforme predisse o "espírito" á pitonisa.
d) Pois assim está
escrito em IISm 2:8-9:
1. "Entretanto Abner,
Filho de Ner, chefe do exército de Saul, tomou Isboset, filho de SauI, e
levou-o a Maanaim, onde o declarou rei sobre Benjamim, Efraim.....e todo
o Israel."
Só a Deus cabe o dom
da revelação através do Espírito Santo, a todo aquele que Ele quiser
revelar, segundo a Sua vontade, para honra e glória do Seu nome.
Tem muita gente
enganada acerca do espiritismo. Os doutrinadores espíritas, para
atraírem pessoas que não conhecem o poder de Deus pela leitura da
Bíblia, falam em Nome de Jesus e afirmam que Espiritismo e Cristianismo
são a mesma coisa. Dizem, inclusive, que jamais se afastam dos
ensinamentos de Jesus.
Isto se constitui
numa afronta a Deus, pois Ele mesmo nos revelou em ITm 4.1: "Mas o
Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns apostarão da
fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios."
A verdade é que Allan
Kardec codificou todo um sistema de doutrinas contrárias ao ensinamento
bíblico e ao próprio Jesus Cristo. 'Todas as doutrinas espíritas, sem
exceção negam a verdade contida na Bíblia.
Milhares de
brasileiros que ainda não alcançaram a mensagem do Evangelho de Cristo e
que permanecem angustiados e decepcionados por não verem seus desejos e
necessidades saciados, segundo seus anseios particulares, e ainda
mergulhados na superficialidade dos seus velhos conceitos sobre Deus,
deixam-se envolver com correntes ou tendências espíritas existentes
neste país e ainda continuam, infelizmente, alimentando-se, como na
Parábola do Filho Pródigo, das bolotas que os porcos comiam (ver Lc
15:16) e deixam de lado o imenso e glorioso banquete celestial que Deus
nos oferece.
Porém, muitos deles,
no fundo de seus corações, mesmo que a isso queiram ignorar, seus
espíritos estão famintos e desejosos do verdadeiro Pão da Vida descido
do Céu - Jesus Cristo.
O inimigo de nossas
almas, cuja existência é negada pelos espíritas, aquele que, segundo a
Palavra de Deus pelo profeta Isaías, foi derrubado ele e seus anjos do
alto de sua soberba (Is 14:12-15), vem mantendo milhares de seres
humanos mergulhados na confusão e escuridão das práticas espíritas, pois
ele também quer ser cultuado como Deus.
5. DIVISÃO DO
ESPIRITISMO NO BRASIL
O Espiritismo, tanto
o de origem européia, codificado por Allan Kardec, como o de origem
africana ou indígena, ou seja, candomblé, umbanda, xangô, pajelança e
outros, são conjuntos de ensinamentos contrários à Bíblia.
Os que se entregam a
essa prática, procuram, por diversos meios , entrar em contato com os
espíritos de pessoas falecidas, movidas pela curiosidade e pelo desejo
de "conversar" com elas e obter informações sobre acontecimentos
"futuros".
No seio do
cristianismo, os cristãos, segundo suas convicções e expressão de fé
estão distribuídos por várias denominações, ou seja, católica romana,
episcopal, pentecostal, luterana, batista, etc.
No seio do
Espiritismo isso também é válido. Os espíritas também se distribuem, não
por denominações, mas por correntes ou doutrinações.
Pois, no Brasil, o
Espiritismo é dividido em cinco grupos principais:
UMBANDISTA:
Conhecido também como baixo espiritismo. Este grupo compreende:
Umbanda:
É o nome da atual macumba. originou-se de escravos bantos, vindos da
África.
Quimbanda:
É a famosa magia negra, trazida ao Brasil pelos colonizadores
portugueses. É também conhecido como espiritismo do livro de São
Cipriano da capa preta.
Xangô:
É outra forma de espiritismo afro-brasileiro.
Babaçuê:
Espiritismo de origem africana, influenciado pela pajelança .
Pajelança:
Ritual indígena realizado pelo pajé da tribo. A semelhança das sessões
espíritas, nela também ocorre o transe, as incorporações de espíritos e
mensagens.
Catimbó:
Feitiçaria de origem européia, influenciada pelos indígenas e africanos.
KARDECISTA:
Conhecido também
como alto espiritismo. Este grupo compreende:
Kardecista Puro:
Segue as doutrinas de Allan Kardec.
Ruteirista e
Ubaldista:
Seguem as doutrinas de João Batista Roustang e de Pietro Ubaldi,
respectivamente.
Emmanuelista:
É influenciado pelos 'ensinamentos' de Emmanuel, o espírito guia' de
Chico Xavier.
Ramanista e
Paganizante:
“Seguem os
ensinamentos do ‘espírito guia” Ramatis e a tendência espírita liderada
por Carlos Embassahy, respectivamente.
OUTRAS TENDÊNCIAS:
Conforme o "líder" ou "espírito guia", como Yokanam, tia Neiva, etc.
GRUPO RACIONALISTA:
Corrente fundada em 1910 por Luiz de Matos, inimigo do Kardecismo.
GRUPO ESOTERISTA:
Divide-se nas seguintes organizações:
" Rosacruz, Teosofia,
Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento,,
" Organizações
diversas tais como:
Ordem dos Iluminados,
Legião da Boa Vontade, Ordem Esotérica do Mentalismo,Gnosticismo,
Logosofia e Cultura Racional Superior.
GRUPO CIENTÍFICO:
- Espiritismo voltado para o estudo da paranormalidade.
Os Kardecistas não
admitem ser confundidos com os umbandistas. Mas a verdade é que Umbanda
e Espiritismo são a mesma coisa.
A própria Federação
Espírita Brasileira reconheceu essa igualdade. Eis o que foi escrito em
seu órgão oficial de informação "O Reformador", em sua edição de julho
de 1953, pág. 149:
"Baseados em Kardec,
é-nos lícito dizer: todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos
é espírita- ora, o umbandista nelas crê. Logo umbandista é espírita, mas
nem todo espírita é umbandista, porque nem todo espírita aceita práticas
de umbanda."
Eis os pontos comuns
entre o Espiritismo e a Umbanda:
a) comunicado com os
espíritos dos mortos, os "desencarnados";
b) a reencarnação;
c) sofrimento, como
base para a evolução no progresso espiritual;
d) a prática da
"caridade", que acelera esse progresso.
As pessoas que se
esforçam para praticar boas obras, desenvolver-se na mediunidade, crendo
que morrerão e reencarnarão diversas vezes e depois passarão a viver em
outros mundos como "guias de luz", ficarão bastante surpresos com o que
o próprio Deus nos revela em Ef 2:8-9:
"Porque pela Graça
sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não
vem de obras para que ninguém se glorie."
Esses falsos "santos"
ou entidades que baixam em centros espíritas, além de encher o espírito
do ser humano de confusão e engano, fazem pesadas exigências a quem os
procuram em busca de "favores", que sempre terminam levando as pessoas à
escravidão espiritual e, o que é muito pior, jamais verão a face de
Deus, pois não terão a vida eterna, segundo a própria promessa divina.
Assim Deus nos revela
em Deuteronômio 18:10-13:
"Não se achará diante
de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha, nem
adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem
encantador de serpentes, nem necromantes, nem mágico, nem quem consulte
os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa, é abominação ao Senhor; e
por estas abominações o Senhor teu Deus, os lança diante de ti. Perfeito
serás como o Senhor teu Deus."
E Deus ainda nos
revela em Levítico 20:6:
"Assim disse o
Senhor: se alguém se dirigir aos espíritas ou aos advinhos para se
relacionar com eles, voltarei o meu rosto contra ele e o eliminarei do
meio do meu povo"
6. O PENSAMENTO
ESPÍRITA SOBRE A BÍBLIA
Em suas
argumentações, os doutrinadores espíritas, usando geralmente uma
linguagem reverente, citam textos bíblicos na ânsia de provar que suas
doutrinas encontram apoio nos textos bíblicos e assim também se
constituem parte do cristianismo.
Porém são capazes de
negar imediatamente que a Bíblia é um livro inspirado por Deus e de
rotulá-la como velha e ultrapassada, quando alguém cita um ou alguns dos
muitos textos bíblicos que condenam as práticas e doutrinas espíritas.
Jamais haverá
igualdade ou paralelismo entre conceitos brâmanes, hindus, budistas,
espíritas e demais correntes, frutos da criação da limitada mente
humana, com as reveIações contidas nas palavras do próprio Deus, único e
Verdadeiro, através da Bíblia.
Sabemos porém, que
existem espíritas sinceros que, entregues inocentemente a essas
práticas, supõem estar obedecendo à vontade de Deus o observando seus
mandamentos, quando na realidade estão negando o próprio Deus e
desprezando seu amor e sua misericórdia.
Infelizmente são
pessoas totalmente enganadas, pois supõem ter Kardec respeitado, durante
todo o seu trabalho como codificador do espiritismo, a autoridade da
Bíblia como a expressão da Palavra de Deus.
A realidade, porém, é
completamente outra. Eis o que escreveram e pregaram as expressões
máximas do espiritismo:
a) Na página 87 do
livro "A Gênese", diz Kardec:
"A Bíblia,
evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não
poderia hoje aceitar e outros que parecem estranhos e derivam de
costumes que já não são nossos."
b) Na página 308 do
livro "Obras Póstumas", Kardec ainda ratifica:
"O espiritismo é a
única tradição verdadeiramente cristã e a única verdadeiramente divina e
humana."
Que afronta a Deus!
Como isso pode ser verdade, se o espiritismo nega inspiração das
Sagradas Escrituras, a Santíssima Trindade, a divindade de Jesus, como
Filho único de Deus, a possibilidade de perdão dos pecados, a existência
de Céu e Inferno, o juízo Final, a Ressurreição e outras verdades
bíblicas?
Para as pessoas
incrédulas, que não conhecem as Escrituras, é "mais fácil" se tornarem
espíritas, pois o espiritismo torna as coisas mais fáceis e cômodas
porque, ensinando que Deus não criou o homem à sua imagem e sim uma
multidão de espíritos atrasados, imperfeitos e necessitados de
"evolução" - negando assim o texto bíblico do livro de Gêneses 1:27 -
mostra, através da "reencarnação", uma estrada repleta de chances para
todos se aperfeiçoarem e "apagarem" as más ações cometidas em
existências anteriores".
Sobre esta heresia,
nos diz a Bíblia:
"O deus deste século
cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a
Luz do Evangelho da Glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus." 2Co
4:4)
c) Em seu livro "O
Evangelho Segundo o Espiritismo", Kardec, depois de declarar que os dez
mandamentos são de caráter divino' por pertencerem a todos os tempos e
países - e só por este motivo seriam divinos! - nega a inspiração divina
do Pentateuco, afirmando sobre o restante dos escritos mosaicos: "Todas
as outras leis que Moisés decretou, obrigado que seria a conter, pelo
temor, um povo, em seu natural, turbulento e indisciplinado só a idéia
de um Deus terrível para impressionar criaturas ignorantes...
(FEB, edição de 1979,
págs. 56 e 57)
Será que realmente as
opiniões blasfemas e irreverentes de Allan Kardec sobre a Bíblia nos
ajudam a crer que ele realmente acreditava em Deus?
d) Ainda no livro "A
Gênese", página 386, Kardec ataca também os evangelistas, afirmando que
eles "ter-se-ão possivelmente enganado, quanto ao sentido das palavras
de Jesus, ou dado interpretação falsa aos seus pensamentos... "
e) No livro "À Margem
do Espiritismo" (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos
Imbassahy, fundador da corrente Paganizante, do Kardecismo, lemos:
"Nem a Bíblia prova
coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um
ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não aceita os seus
princípios na Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no
terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos
e protestantes baseiam seus ensinamentos nas escrituras. Mas a nossa
base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo."
Este é realmente um
espírita autêntico, pois tem consciência do seu paganismo, do seu
ateísmo, e assim assume essa sua postura, que é a verdadeira do
espírita: contrária a todo e qualquer ensinamento bíblico, pois ignora o
poder de Deus e sua infinita misericórdia.
Na França, León
Denis, sucessor de Kardec na continuação e divulgação de suas idéias,
escreveu vários livros, dentre eles, o "Cristianismo e Espiritismo"
muito lido e apreciado pelos espíritas brasileiros. Vale ainda salientar
que este doutrinador espírita francês, por suas publicações, recebeu o
título de "o filósofo inconfundível do espiritismo". Eis o que ele
escreveu em "Cristianismo e Espiritismo" em sua 5ª edição, pág. 130:
"A Bíblia não pode
ser considerada produto da inspiração divina." Ela é "de origem
puramente humana, semeada de ficções e alegorias, sob as quais o
pensamento filosófico se dissimula e desaparece ao mais das vezes."
f) finalmente , eis
que foi publicado pela FEB - Federação Espírita Brasileira - através do
seu órgão oficial "O Reformador" no fascículo de janeiro de 1953, na
página 13, sobre a Bíblia:
"Do Velho Testamento,
já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a
moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem
valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia."
É esta a religião que
muitos doutrinadores brasileiros diz ser cristã, que é "simplesmente a
volta ao cristianismo primitivo , sob as mais precisas formas", conforme
afirmaram Kardec e vários de seus continuadores?
Os espíritas devem se
conscientizar de que a Bíblia não é um simples livro repleto de
curiosidades e fatos históricos e sim a Palavra de Deus. A verdade nela
contida permanecerá como o firmamento do céu, como bem se expressou o
salmista no Sl 119:151-152:
"Tu estás perto, ó
Senhor, e todos os teus mandamentos são a verdade. Para sempre, ó
Senhor, está firmada a tua palavra no céu."
Os espíritas devem
também saber que "toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o
ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça."
(2Tm 3:16). São injustas, enganosas e inspiradas pelo demônio as
afirmações que põem em dúvida a inspiração divina da Palavra de Deus:
"porque nunca jamais
qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram
da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo." (2Pd 1:21)
CONCEPÇÕES ESPÍRITAS
1 - A SANTÍSSIMA
TRINDADE VISTA PFLO ESPIRITISMO
Segundo o
espiritismo, Deus não passa de um ser incapaz de julgar suas criaturas
com justiça, pois Ele tolera sempre o pecado e procura dar um
"jeitinho", através da "reencarnação", de "passar a mão" sobre a cabeça
de todos, perdoando-lhes. Este é o tipo de Deus em que o diabo quer que
a humanidade creia. É assim que o espiritismo considera Deus, pois é
assim que se constata no livro de León Denis, "Depois da Morte", na pág.
114:
"Deus é infinito e
não pode ser individualizado, isto é, separado do mundo, nem substituir
à parte." Isto é uma afronta e uma tentativa de anular a pessoa de Deus.
Quanto à existência
da Santíssima Trindade, os espíritas negam ou simplesmente ignoram, como
faz Allan Kardec. Assim foi publicado no Jornal Espírita, na edição de
Março/1953-Rj:
"Há mais do que uma
pessoa em Deus?" Obtendo como resposta: "Não, a razão nos diz que Deus é
um ser único, indivisível; que o Pai celeste é um só para todos os
filhos do Universo."
Aí está a negação da
Santíssima Trindade. 0 espírita Rangel Veloso, em seu livro "Pseudos
Sábios ou Falsos Profetas", Ed. 1947, pág. 34, assim se expressa ao
declarar ter ouvido em centro espírita a concepção panteísta de Deus:
"Deus é uma folha de
papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões.
Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel
representa um homem e um ser existente, e todos reunidos, formando o
todo, é Deus."
Este não e o deus que
nós cristãos, conhecemos ao longo de toda a história da humanidade. Não
é o mesmo Deus que nos revelou através de Moisés e que disse: "Eu sou o
que sou". (Ex 3:14)
2. A CRIAÇÃO DO HOMEM
E O PECADO ORIGINAL
Em Gn 1:26 aprendemos
que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança.
No "Livro dos
Espíritos", de Allan Kardec, à página 112, lê-se que o ser humano não
foi criado segundo o que afirma a Bíblia, mas afirma que "Deus criou
todos os espíritos simples e ignorantes, ou seja, sem conhecimento."
Infelizmente os
seguidores de Kardec assimilam esta afronta a Deus, inspirada pelo
demônio, e, mergulhados na escuridão, seguem os passos do seu
doutrinador.
Curiosamente, o
próprio Kardec em seu livro "A Gênese", Ed. 1985, à pág. 60, assim
define os atributos de Deus:
"Deus é, pois, a
inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, onipotente,
soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode
ser diverso disso."
Como poderá o cristão
conceber essa sua definição enganosa, se ele mesmo declarou que Deus
criou-nos como espíritos atrasados, sujeitos a tantos vexames e aspectos
ridículos no caminho da perfeição?
3. O QUE O
ESPIRITISMO DIZ SOBRE OS ANJOS
Para o espiritismo
não existem anjos nem demônios, como nos ensinam as Sagradas Escrituras.
Segundo o "Livro dos
Espíritos" questões 128 a 131, os anjos seriam espíritos evoluídos
puros, ou seja: Deus os criou inicialmente ignorantes e rudes, e no
difícil caminho do aperfeiçoamento, passaram pelos reinos mineral,
vegetal e animal, entraram no corpo de macacos, evoluíram até chegarem
ao estado de seres humanos, e depois de reencarnarem inúmeras vezes,
tornaram-se espíritos de luz.
Isto significa dizer
que Nabucodonosor, Nero, Herodes, Hitler e outros terríveis homens
sanguinários um dia serão anjos ...
E até os demônios
teriam também outra oportunidade de novamente estar diante do trono de
Deus, se o exposto neste livro de Kardec expressasse a verdade.
4. O DIABO SEGUNDO O
ESPIRITISMO
Quanto à existência
de Satanás e seus anjos, Kardec explica que eles seriam tão somente
espíritos atrasados, impuros, mas que um dia chegarão à perfeição,
tornando-se "anjos de luz".
No "Livro dos
Espíritos", questão 131, assim diz Kardec com referência a satanás:
"evidente que se
trata da personificação do mal sob a forma "alegórica",
ou seja: o Príncipe
das Trevas, como a ele se refere a Bíblia, não passaria, segundo Kardec,
de uma invencionice, de uma fantasia.
Isso também significa
dizer, segundo Kardec, que todas as expulsões de demônios feitas por
Jesus, segundo os Evangelhos, são simples alegorias.
É precisamente isto
que o demônio gosta de ouvir. Afinal, com sua malícia e forma ardilosa
de agir, ele também quer ser adorado como Deus.
5. PARA O
ESPIRITISMO, NÃO EXISTE CÉU NEM INFERNO
Kardec em seu "Livro
dos Espíritos", questões 1016 e 1017, diz que o céu seria: "os planetas
habitados pelos espíritos evoluídos."
Sua preocupação em
negar a existência do céu e do inferno chegou a tal ponto que escreveu o
livro "O Céu e o Inferno", onde com argumentações infundadas e fantasias
diabólicas, nega a todo custo suas existências. Assim Kardec concluiu
seu pensamento:
"Assim podemos dizer
que trazemos em nós mesmos o nosso inferno e o nosso paraíso, e que
encontramos o nosso purgatório em nossa encarnação, em nossas vidas
corpóreas ou físicas."
Não é assim que Deus
nos ensinou. Após a sua ressurreição, Jesus foi para o Reino de Deus.
Voltou para o lugar onde sempre esteve desde a criação do mundo. Está na
casa do Pai, para onde nós também iremos um dia, segundo a Sua Promessa.
Nisso cremos, porque Deus é fiel e cumprirá tudo o que nos prometeu seu
Filho Jesus.
Apesar dos espíritas
crerem que a lei do karma determina as vidas sucessivas e que ninguém
prestará contas, de uma vez por todas, a Deus, pelas faltas cometidas,
eles só concebem a existência do castigo após a morte de duas maneiras:
ou reencarnando, para sofrer em uma nova existência, ou sofrendo como
espírito errante, no espaço.
Esses são espíritas
que "precisarão de luz", e de praticar "caridade" através do corpo dos
médiuns, que enganosamente se entregam à possessão demoníaca.
Kardecistas,
umbandistas e demais componentes do espiritismo defendem essas idéias.
Porém Deus não pensa
assim. Só no Novo Testamento, Jesus faz 15 referências ao lugar do
tormento eterno. Eis algumas delas:"... temei antes aquele que pode
fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo" (Mt 10:28)"... como
escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23:33)
6. JESUS VISTO PELO
ESPIRITISMO
Aparentemente, o
espiritismo diz acreditar em Jesus e apoiar-se em suas doutrinas. Se
isso é verdade, porque então León Denis, em seu livro "Cristianismo e
Espiritismo", na pág. 88, prega que cada um é responsável pela sua
própria salvação? - Pois assim ele se expressa:
"Cada qual deve
resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada
exterior a nós poderia fazê-lo."
0 espiritismo não
reconhece a Jesus como o único caminho que nos conduz ao Pai, nem
reconhece que Ele morreu na cruz em remissão dos nossos pecados.
Eis o sentido, nas
palavras do próprio Allan Kardec, em que o espiritismo admite ser Jesus
o Filho de Deus:
"Digamos que Jesus é
Filho de Deus, como todas as criaturas, que ele chama a Deus Pai, como
nós aprendemos a tratá-lo de nosso Pai. É o filho bem amado de Deus,
porque, tendo alcançado a perfeição, que aproxima de Deus a criatura,
possui toda a confiança e toda a perfeição de Deus. Ele se diz Filho
Único, não porque seja o único predestinado a desempenhar aquela missão
na terra."
Assim, agindo com
inspiração maligna, Kardec nega a divindade de Jesus, considerando-o
apenas um homem que evoluiu, reencarnando-se muitas vezes.
Ainda sobre Kardec, é
assim que ele ainda define Jesus em seu livro "A Gênese", Ed. 1949, à
página 294:"... Ele era um médium de Deus."
Ou seja, Kardec,
falando em nome do Espiritismo que ele próprio codificou, considera Deus
também um espírito em evolução e à busca de perfeição, e por isso
necessitando de um médium aqui na terra. Quanta heresia!
Não é assim que Deus
nos ensinou. Eis aqui uma das revelações bíblicas sobre Jesus, em Atos
4.12:
"E não há salvação em
nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado
entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos."
A REENCARNAÇÃO
Segundo vários
historiadores, a mais antiga fonte histórica onde se encontram
referências à reencarnação estão nos Vedas - escritos filosóficos e
religiosos dos hindus. Esta doutrina de reencarnação é bem mais recente
do que a doutrina de consulta aos mortos: ela foi inventada pelos
sacerdotes que oficiavam os rituais prescritos nos Vedas e introduzida
entre o povo pela classe dos brâmanes.
Esses sacerdotes
inventaram toda essa história de vidas sucessivas com o propósito de
inspirarem respeito das outras classes sociais da índia, para que assim
fossem mantidos como superiores e protegerem seus privilégios.
Falando sobre suas
próprias encarnações anteriores, os brâmanes faziam com que sua
autoridade fosse antiqüíssima aos olhos do povo.
Eles passaram a
pregar que, de reencarnação em reencarnação, haviam chegado à posição em
que se encontravam. E o povo acreditava e mantinha profundo respeito por
eles.
Sidarta Gautama, o
Buda (iluminado), tomou emprestado essa idéia do bramanismo,
acrescentando-lhe outro detalhe: só os sábios é que escapam do círculo
de nascimentos e mortes, deixando de reencarnar e atingem o Nirvana, ou
seja, a quietude, a serenidade perpétua.
Segundo essa doutrina
da reencarnação concebida pelo budismo, onde o espiritismo é um dos seus
segmentos, conclui-se que Deus não passa de Ser de ilimitada tolerância,
pois não existe pecado. Portanto, roubar, matar adulterar,
prostituir-se, mentir e blasfemar não passam de experiências mal
sucedidas nesse longo caminho e aprendizado.
Como no budismo, no
espiritismo considera-se que essas ações não devem ser cometidas, mas,
caso alguém venha a cometê-las, na próxima encarnação deverá expiá-las.
Então Herodes, Nero, Hitler e outras monstruosidades que já existiram na
história, um dia serão "anjos de luz".
Não é assim que Deus
nos ensina. Eis o que nos afirma a Bïblia em Romanos 14:14: "Assim cada
um de nós dará contas de si mesmo a Deus."
Negar a reencarnação
é anular o espiritismo.
Carlos Embassahy, em
seu livro "O Mundo Espírita", Ed. 1953, na pág. 01 assim se expressa:
"A importância da
reencarnação é capital. Sem essa doutrina, o espiritismo perderia toda
sua base filosófica... sem a reencarnação, estaríamos diante de um
completo vazio."
Por sua vez, Allan
Kardec assim se expressa sobre a reencarnação em seu livro "A Gênese",
Ed. 1985, pág. 30:
"A reencarnação é uma
das mais importantes leis reveladas pelo espiritismo."
A doutrina espírita
da reencarnação ensina que nossa vida atual neste mundo é repetição de
outras existências vividas em outros corpos, ou seja, o estabelecimento
de soluções em parcelas, de pendências comportamentais.
No "Evangelho Segundo
o Espiritismo", pág. 67, Kardec afirma que a "reencarnação é a volta da
alma à vida corpórea, mas em um outro corpo especialmente formado para
ela e que nada tem de comum com o antigo."
De acordo com a
exposição ora feita, observamos que a reencarnação foi concebida como
doutrina ou lei do espiritismo, segundo as expressões utilizadas por
dois de seus mais respeitados doutrinadores espíritas.
No Cristianismo,
aprendemos que a Ressurreição não é lei nem doutrina. É uma realidade
que nos foi revelada e vivida pelo próprio Filho de Deus, Jesus Cristo.
O seu próprio túmulo está vazio, porque Deus não morre.
O texto bíblico mais
antigo a que os espíritas se apegam para "provar" sua teoria
reencarnacionalista está em Jó 1:20-21, que assim nos revela:
"Então se levantou
Jó, rasgou o seu manto e rapou a cabeça. Depois, caindo prostrado por
terra, disse: Nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei; o Senhor deu,
o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor."
Os doutrinadores
espíritas, após esta leitura superficial da Bíblia, se apegam à
expressão de Jó: "... e nu voltarei" para tentar provar que o próprio Jó
acreditava na reencarnação: após a morte voltaria nu ao ventre de sua
mãe, como nascera.
Ora, esse argumento
se auto-anula, quando nos reportamos á pág. 67 do "Evangelho Segundo o
Espiritismo", já citado acima, e à própria questão 201 do "Livro dos
Espíritos", de Kardec, que assim se expressa:
"O espírito que
animou o corpo de um homem poderá animar o de uma mulher numa nova
existência, e vice-versa? - Sim, pois são os mesmos espíritos que animam
os homens e as mulheres."
Entre os vários
textos bíblicos a que os espíritas recorrem para tentar provar suas
doutrinas sobre a reencarnação, está o diálogo havido entre Jesus e
Nicodemus, registrado em João 3:1-21, que é freqüentemente usado entre
eles, como prova de que Jesus, ao dizer a Nicodemus que lhe era
necessário nascer de novo, estava pregando a reencarnação.
Os espíritas porém
ignoram, que no texto original deste Evangelho de João, é utilizada a
palavra grega anothen, traduzida como nascer de novo, mas que seu
significado literal é nascer do alto, nascer de cima, nascer de Deus.
Portanto, não se refere a um nascimento após um processo biológico, e
sim através da operação do Espírito Santo de Deus no interior do homem.
E isto nada tem a ver com a reencarnação.
Finalizando, se a
doutrina da reencarnação fizesse parte dos ensinamentos de Jesus Cristo,
certamente à pergunta de Nicodemus - "Como pode um homem nascer, sendo
velho? Pode, porventura voltar ao ventre materno e nascer uma segunda
vez?" - Jesus teria respondido: "Isto é possível Nicodemus. Basta você
reencarnar."
Mas a resposta de
Jesus foi: "Na verdade, na verdade te digo, quem não nascer da água e do
Espírito, não pode entrar no Reino de Deus."
Os doutrinadores
espíritas com seus ensinamentos, tentam, a todo custo, demonstrar que
pertencem ao Cristianismo como uma de suas denominações.
Daí a ânsia constante
desses seguidores do budismo, onde o espiritismo é um dos seus
segmentos, em recorrer à Palavra de Deus, que eles ignoram em suas
doutrinas, para tentar um paralelo ou harmonia entre seus conceitos, o
que nos deixam transparecer, claramente, suas grandes dúvidas ou
hesitações naquilo que tanto pregam.
Caros irmãos em
Cristo Jesus:
Ao abordar um
espírita, o cristão deverá, com bastante amor e à luz da Palavra de
Deus, resgatá-lo das trevas onde se encontra e apresentando-o Jesus, não
como um "médium", segundo Kardec, mas como o filho único e Deus e também
o único e somente único caminho que nos conduz ao Pai, pois esta é a
verdade suprema.
Se porém o cristão
for abordado por um espírita e sentir nele o espírito de afronta e de
galhofa, deverá, com amor e sabedoria, calar e não fazer o jogo da
afronta, como também Jesus calou-se diante de Pilatos ao ser por ele
indagado sobre o que era a Verdade, que Ele tanto nos revelou nos
Evangelhos.
Pois assim também
Jesus nos ensinou:
"Não deis aos cães as
coisas santas, nem atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não
aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos
despedacem." (Mt 7:6)
Louvado seja o santo
nome de Deus e do seu Filho Jesus, o que nos concedeu o Espírito Santo,
presença constante em nossas vidas.
Amém!
Aguinaldo José Duarte
Todas as citações
bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC
idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995)
são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas
herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida
somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente
impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).
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Copiado de
http://www.ibji.com.br/estudos/estudos.html (retorne a
http://solascriptura-tt.org/ Seitas/
Fonte autorizada.
Adaptação:Pr Adelcio Ferreira
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