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“Portanto, quer comais quer bebais, o façais outra qualquer coisa,
fazer tudo para a glória de Deus.” - I Cor. 10:3
Introdução
Não estamos no tempo da bíblia, quando, desde cedo, o
futuro parceiro era geralmente conhecido. A escolha dos pais era
fundamental e a independência do casal era limitada.
Também não estamos no tempo do século passado no Brasil.
Neste época realizaram longos encontros familiares que eram primordiais
antes que qualquer seriedade poderia ser contemplada entre o casal. O
acompanhamento dos pais nas decisões do namoro era comum.
Estamos agora no terceiro milênio, e também estamos no
Brasil. Hoje temos a televisão com a influência dos filmes e das novelas
que promovem libertinagem e liberalidade. Temos a migração dos jovens
para grandes centros, uma prática que veio a facilitar uma independência
maior de ambos os sexos. Temos agora carros e vários meios de
transporte público que promovem a mobilidade. Também estamos num país
niilisto que não ajuda ninguém a definir parâmetros para relacionamento
qualquer. A modernidade e o avanço tecnológico têm contribuídos muito
para liberalizar e confundir a sociedade ao ponto de não saber mais
quais são os papéis fundamentais do namoro.
Mas, o Criador que criou o céus e a terra, junto com o
homem e a mulher, também trouxe a mulher ao homem e instituiu o
casamento (Gên. 1:26; 2:18-24). Se o Senhor Deus olha até às aves do
céu, Ele tem interesse no relacionamento íntimo dos que Ele criou na Sua
imagem. O namoro, e tudo que sai deste relacionamento, pode ter as
bênçãos do Senhor. Este Criador sábio, compreensivo e compassivo
estabeleceu limitações pelas quais o relacionamento e entre o homem a
mulher pode desfrutar o alvo e ter as bênçãos pelo qual Ele o
instituiu. Pelo fato de necessitar um período de desenvolvimento e
amadurecimento nos participantes do casamento, existe o que chamamos “o
namoro”.
O criador da nova natureza por Cristo fez que ela zela por
princípios que produzem as boas obras que alegram o Senhor em tudo
(Romanos 8:14,15). Os participantes que estão se preparando para o
casamento instituído pelo Criador querem se preparar saudavelmente para
a glória de Deus. O que eles desejam é um namoro Cristão.
Deus não tem ficado ocioso ou negligente para cumprir o
desejo da nova natureza que Ele mesmo criou por Cristo. Ele tem dado o
manual que inclui os parâmetros de vida que O agrada. Esse manual é a
bíblia. A bíblia, que é proveitosa para toda a boa obra, é o único meio
pelo qual Deus instrua o seu povo (II Tim 3:16,17; João 15:3, “Vós e já
estais limpos, pela palavra que vos tenho falado”). As instruções que
ela possa dar sobre o assunto de namoro crista chamaremos: princípios
bíblicos.
Através de um estudo bíblico podemos achar princípios
bíblicos para dirigir o namoro Cristão. Pela Palavra de Deus podemos ter
todas as ferramentas que dirigem nossas ações, sejam sozinhas ou na
companhia de um outro, seja por pouco tempo ou nos compromissos
permanentes.
Os princípios bíblicos para namoro Cristão que queremos estudar são:
1.
A
Primazia - O Senhor em primeiro lugar
2.
A
Instrução dos Pais - A Honra aos Experientes
3.
O Jugo
Igual - Um Olhar ao Futuro
4.
O
Procurar - O Papel de Cada Um
5.
A
Amizade - O Primeiro Relacionamento
6.
A
Pureza - As Paixões do Coração
7.
O
Contato - A Natureza Explosiva do Físico
8.
A
Submissão - O Elemento Chave no Relacionamento
Com estes oito princípios bíblicos, o namoro Cristão pode
ser dirigido para cumprir o desejo dAquele que instituiu o matrimônio e
amor (I João 4:8). Se pelo menos estes oito princípios são implantados
no relacionamento do namoro pelos cristãos, cada um saberá “possuir o
seu vaso em santificação e honra” (I Tess 4:4).
Estabelecendo princípios bíblicos podemos dispensar uma
lista comprida do que se pode ou não se pode fazer. As nossas ações
devem ser dirigidas por verdades bíblicas e não por regras que o homem
ou uma igreja possa delinear.
A Primazia - O Senhor
em Primeiro Lugar
O relacionamento que queremos desenvolver, mesmo sendo
diante e entre os homens, é primeiramente diante de Deus. Devemos
enfatizar em primeiro lugar que tudo foi criado para a glória de Deus
(Romanos 11:36; Apoc 4:11). O casamento, e os relacionamentos que
precedem deste compromisso, foram criados por Deus, não pelos homens.
Sendo criados por Deus, os relacionamentos que precedem o casamento, são
para redundar para a Sua glória (Gên. 2:7, 18-25; I Cor. 10:31, “fazer
tudo para a glória de Deus”). É o desejo de Deus que tudo aquilo que
simboliza o Seu relacionamento com os salvos seja “em nome do Senhor
Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (Col. 3:17, 23, “e tudo quanto
fizerdes, fazer ou de todo o coração, como o ao Senhor, e não aos
homens”). Deus tem o direito de ser honrado pela sua criação em todos
os seus relacionamentos.
A Glória de Deus é o Alvo
O Namoro é a Semente
O Casamento é a Planta
O Lar é o Fruto
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Se o homem foi feito por Deus e se a mulher foi feita para
o homem (Gên. 2:18, “Far-lhe-ei uma ajudara idônea para ele”), e, se
Deus instituiu o casamento, as emoções de uma homem para uma mulher são
criadas por Deus também. O desejo para ter um parceiro idôneo com qual
alguém pode realizar o desejo de companheirismo, é de Deus também e pode
desfrutar para a Sua glória. Deus não só criou a instituição de
casamento como também desenvolveu no homem o desejo de desfrutar
alegremente de tal instituição. Deus tem direito de ser honrado pelas
emoções que ele criou no homem e na mulher.
O pecado no homem é o que desequilibra o nosso desempenho
em agradar o Senhor em tudo. Em vez de glorificar o Senhor em tudo, o
pecado em nós procura nos influenciar a vivermos contra os desejos de
Deus (Romanos 8:7, “a inclinação da carne é a e inimizade contra Deus,
pois não é sujeita a lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser”). O
problema primordial não é o nosso ambiente, o nosso poder aquisitivo, a
nossa personalidade, a nossa linhagem familiar ou a nossa ignorância. O
problema principal nosso é no nosso coração (Mat. 15:19, “Porque do
coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição,
furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”; Jer. 17:9; Romanos 8:8, “os
que estão na carne não podem agradar a Deus”). O coração do homem
natural não quer dar a Deus os seus direitos.
Pela graça de Deus, a salvação por Cristo é implantada no
coração do homem pecador. Essa salvação evidencia-se pelo arrependimento
dos pecados e a fé em Cristo Jesus como o único e suficiente Salvador.
Por Cristo, a nova natureza é conhecida (I Cor. 5:17, “eis que tudo se
fez novo”). Por Cristo, os desejos de agradar a Deus em qualquer tipo de
relacionamento podem ser realizados (Fil. 4:13, “Posso todas as coisas
em Cristo que me fortalece”). Pela nova natureza os direitos de Deus
são desejados pelo homem novo.
A luta cristã é árdua e constante podendo ser vencida
somente por uma morte constante à carne e pela obediência crescente da
Palavra de Deus (Col. 3:1-14; II Pedro 3:18, “crescei na graça e
conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”).
O que vamos ser casados,
somos no namoro.
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O namoro Cristão é possível, mas, somente pelos cristãos.
Somente os cristãos tenham a nova natureza que não pode pecar (I João
5:18, “todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus
regenerado conserva se a si mesmo, e o maligno não lhe toca”). Somente
os cristãos tem o homem interior que tem “prazer na lei de Deus”
(Romanos 7:22). Mesmo que os princípios bíblicos para namoro Cristão
pode ser benéficos para os que não são cristãos, os únicos que podem
cumpri-los com prazer, são os cristãos.
O fato que o Senhor é o nosso Criador deve nos instruir que
devemos a primazia a Ele em tudo. O namoro que procura por Deus em Seu
devido lugar vigiará da conversa quando estão juntos. Nem torpezas, nem
parvoíces, nem chocarrices, que não convêm, farão parte dos seus
diálogos. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons
costumes”, (I Cor. 15:33). Para estimular um bom namoro com conversa
sadia seria sábio, no seu tempo oportuno, conversar sobre a vida passada
de cada participante para criar um conhecimento maior de um com o
outro. Sabendo que a vida casada é uma vida dividida com um outro,
convém que seja conversada a família e as experiências que Deus usou
para formar a personalidade de cada um. As esperanças de cada um
poderia formar o assunto de conversa também. Sabendo que o casamento é
a união de dois, convém saber se os dois têm sonhos e esperanças que
podem ser compartilhadas. As opiniões políticas, crenças doutrinárias,
métodos de criar filhos, o papel no lar de cada participante - essas são
algumas sugestões de assuntos a serem conversados durante o namoro para
os que querem colocar o Senhor em primeiro lugar.
O namoro que procura por Deus em Seu devido lugar vigiará os
lugares freqüentados durante o namoro. É sabedoria resistir os
ambientes que não são propícios para criar um relacionamento que
glorifica o Senhor. O corpo do Cristão “é o templo do Espírito Santo”
(I Cor. 6:19). Lugares onde a carne é exaltada não são lugares
propícios para um relacionamento ser nutrido que quer glorificar o
Senhor. Lugares com ambientes favoráveis para uma conversa saudável são
bons para aquele relacionamento ser amadurecido que quer glorificar o
Senhor em primeiro lugar. Pode ser dito: tanto mais público o lugar
menos oportunidade há para a carne tentar o Senhor. Lugares benéficos
para conversa sadia seria o próprio lar, parques, restaurantes, a
igreja ou a casa de amigos maduros. Não devemos ser ignorantes ou
ingênuos dos ardís de Satanás para que não sejamos vencidos por ele (II
Cor. 2:10, 11; I Pedro 5:8,9).
O namoro que procura dar a primazia escolherá bem os amigos
que o acompanharam. Os melhores amigos para um relacionamento salutar
ser desenvolvido são os que operem com os mesmos princípios do namoro
Cristão. A figueira não pode produzir azeitonas, nem a videira figos e
nem uma fonte dar água salgada e doce (Tiago 3:12; Mat. 5:18, “Não pode
a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons”). Os
maus amigos não nos ajudam viver para a glória de Deus, mas, os que
querem servir o Senhor são muito úteis em desenvolver um relacionamento
salutar (Amós 3:3, “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de
acordo?”). Não seria desrespeitoso a admitir aos alguns amigos nossos
que não convém para nós termos muita amizade com eles pois queremos dar
ao Senhor a primazia.
O namoro que procura por Deus em Seu devido lugar vigiará
dos pensamentos particulares. O que é concebido em nosso coração e
alimentado em nossa mente logo dará à luz à ação (Tiago 1:13-16). Se
podemos guardar o nosso coração, a nossa vida será preservada. O
coração é fonte de todos os procedimentos da vida (Prov. 4:23).
Do namoro Cristão que coloca o Senhor em primeiro lugar
em tudo, nascerá um casamento Cristão que, por sua vez,
criará um lar Cristão.
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Entendendo que o Senhor criou no Cristão uma nova natureza
por Cristo estes devem a Ele a superioridade em tudo. O namoro que
prioriza o Senhor dará importância à Sua obra. A leitura bíblica fará
parte deste namoro. A oração particular e conjunta será participação
constante do casal que quer usar o namoro para a glória do Senhor. A
freqüência fiel nos cultos da igreja será uma atividade séria dos que
querem um namoro Cristão. A participação na obra do Senhor pelas
visitas evangélicas, as ofertas, as orações, os cultos especiais e uma
santidade particular será o anseio dos que querem ter um saudável namoro
Cristão. Enfim, tudo que pode ser útil em conformar-nos a imagem de
Cristo é válido.
A Instrução dos Pais
- A Honra aos Experientes
Talvez muitos têm a idéia que o namoro é assunto de somente
dois. A sociedade pode dar o entender que a independência completa é o
alvo da vida de dois. Pode aparecer sábio que um relacionamento
limitado aos conselhos, aos desejos, as experiências e as sugestões de
somente dois é desejável. Porém, a bíblia não nos dá margem a aceitarmos
essas idéias imaturas e nocivas ao namoro Cristão.
O princípio que a bíblia nos ensina é: “O filho sábio
atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a repreensão” (Prov.
13:1). O conselho da lei é: “O que ferir a seu pai, ou a sua mãe,
certamente será morto. E quem amaldiçoará a seu pai ou a sua mãe,
certamente será morto” (Êx. 21:15,17). O princípio eterno de Deus
escrito na lei de Deus para o seu povo é que o filho honre a teu pai e a
tua mãe (Êx. 20:12; Deut 5:16).
A obediência a esse princípio divino entregue ao seu povo
no Velho testamento e repetido aos cristãos no Novo testamento (Efés.
6:1-3; Col. 3:20, “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque
isto é agradável ao Senhor.”) é acompanhada com gloriosas bênçãos (“para
que se prolonguem os teus dias, e para que te vá bem na terra que te dá
o SENHOR teu Deus”, Deut 5:16; “Para que te vá bem, e vivas muito tempo
sobre a terra”, Efés. 6:3; Prov. 3:1,2). Um filho que ouve bem à
instrução do pai e está atento para conhecer a prudência da doutrina que
ele lhe ensina, é o filho que tem na sua cabeça um diadema de graça e ao
redor da sua vida uma coroa de glória (Prov. 4:1-9). O filho que não se
esqueça da lei do seu pai é o filho que acha graça e bom entendimento
aos olhos de Deus e do homem (Prov. 3:1-4). Pelas bênçãos gloriosas que
acompanham o namoro que dá ouvidos aos pais, somos instruídos que o
namoro Cristão não é melhor apenas ‘a dois’, mas tanto mais conselho dos
pais melhor.
A desobediência a esse princípio divino entregue ao povo de
Deus no Velho testamento e repetido os cristãos no Novo testamento é
acompanhada com sérias maldições. Pela Lei de Moisés, o filho contumaz
(que tem grande teimosia - Dicionário Aurélio Eletrônico) e rebelde,
depois de ser castigado pelos pais mas ainda não quer obedecer a voz de
seu pai e a voz de sua mãe, deve ser levado aos anciãos da cidade e
apedrejado por todos os homens da cidade (Deut 21:18-21). O filho que
desprezar a seu pai ou a sua mãe é maldito (Deut 27:16). Pela citação
dos exemplos da Lei de Moisés deve ser entendido que não estamos
procurando uma volta à observação da lei de Moisés em nossas vidas
hoje. Simplesmente queremos entender os princípios e desejos eternos
dAquele que não muda. A cerimônia da lei não é procurada, mas, os
princípios de Deus que foram estipulados na lei. Estes podem ser de
grande valia ao Seu povo ainda nos dias de hoje. A sabedoria de Agur
estipula o fim inglorioso do filho que zomba do pai ou despreza a
obediência à mãe (Prov. 30:17). Um sinal dos últimos dias que são
trabalhosos, ou dias difíceis, é que os homens serão soberbos, blasfemos
e desobedientes a pais e mães (II Tim 3:1-5). Pela sérias maldições que
acompanham o namoro Cristão que não atende aos conselho dos pais somos
instruídos que o namoro Cristão não melhora ‘a dois’ pois, menor
quantidade de conselho dos pais, pior.
Entendendo o fim inglorioso daquele que despreza a
instrução do pai, e, reconhecendo as bênçãos gloriosas que acompanham os
que a honram seus pais podemos concluir que honrar os pais é muito
proveitoso. Talvez existem os que querem dizer que a honra devido dos
filhos aos pais é somente enquanto os filhos são pequenos e não durante
o tempo do namoro. Mesmo que essas instruções divinas sejam mais vezes
aplicadas às criancinhas no lar, podem ser também aplicadas a honra dos
filhos crescidos aos pais.
A honra dos filhos aos pais é relacionada à obediência
deles. O amor e a obediência estão interrelacionados com a honra devida
(Mal 1:6-11). Jesus ensinou aos seus discípulos: “Se me amais, guardai
os meus mandamentos”, (João 14:15). Se o filho realmente ama seus pais
ao ponto de honrá-los, ele vai levar o conselho dos pais ao ponto de não
só considerá-lo, mas, atendê-lo. Entendendo que o amor dos filhos aos
pais deve durar enquanto os pais vivem, concluímos que os palpites,
sugestões, conselhos e instruções que os pais dão são sabedoria e
entendimento para o filho.
Enquanto o filho está no lar há uma obrigação para o filho
obedecer aos pais, até nas questões de namoro. Quando o filho não está
mais no lar não há mais obrigação do pai sobre o filho em corrigi-lo,
mas há uma obrigação honrosa na parte do filho atender à instrução do
pai. A responsabilidade da decisão está na mão do filho que está fora
do lar, porém, a honra de atender à instrução dos pais pelos filhos fora
do lar continua até depois da morte dos pais (Prov. 22:28, “Não
removas os antigos limites que teus pais fizeram”).
Alguém pode
perguntar: porquê é útil os conselhos dos pais? Podemos responder essa
pergunta em várias maneiras.
Primeiramente, a lógica revela o proveito de dar ouvidos
aos conselhos dos pais. Os pais têm um cuidado objetivo e muito mais
intenso pelo filho do que o próprio filho pode ter por si mesmo. Esse
cuidado está sentido na declaração da mãe de Lemuel, no assunto do
relacionamento romântico que o filho procurava, quando ela declara:
“Como, filho meu? e como, filho do meu ventre? e como, filho dos meus
votos?”, (Prov. 31:2). Os pais são muito mais experimentados na vida do
que os próprios filhos e por isso é o útil para os filhos dar ouvidos
aos conselhos dos seus pais. Eles percebem a influência positiva ou
negativa que um relacionamento pode impor no seu filho. Eles têm
observado o filho antes que o próprio filho tinha consciência de si e
conhecem-no melhor. Jamais os pais buscariam algo nocivo para o seu lar
ou para os lares dos seus filhos. É lógico que é útil os filhos
atenderem os conselhos dos pais, até nos assuntos de relacionamentos
amorosos, porque Deus estipulou que é sabedoria para os filhos atenderem
os conselhos dos pais (Prov. 13:1).
Em segundo lugar, o proveito em dar ouvidos aos conselhos
dos pais é revelado biblicamente. Pureza sexual é um proveito que
granjeará o filho que aceita as palavras dos seus pais (Prov. 2:1, 12,
16; 5:11). Paz, vida longa e dias abençoados são as bênçãos bíblicas
que o filho terá quando não esqueça das palavras da lei dos seus pais
(Prov. 3:1,2; 7:1-5). O filho que guarda o mandamento do teu pai e não
deixa a lei da tua mãe terá um guia quando caminha, um guarda quando
deita, e um companheiro constante quando acorda (Prov. 6:20-24). Esses
conselhos bíblicos foram dados pela inspiração divina para o Cristão em
geral mas são relatados a nós como conselhos de um pai para os seus
filhos. Seria estupidez tremenda para um filho pensar, por já estar na
idade de namoro, que ele é isento de uma responsabilidade séria de ouvir
os conselhos dos seus pais. Seria ignorância aberta para qualquer filho
de qualquer idade pensar que não há mais proveito em atender à instrução
dos pais.
A bíblia nos dá uns exemplos positivos que mostram filhos
atendendo aos conselhos dos seus pais no assunto de namoro. Um exemplo
para um filho ouvir a instrução dos seus pais é Jacó. A Rebeca moveu a
Isaque, seu marido, a enviar Jacó, seu filho, à família dos seus
parentes com instruções sérias sobre o namoro (Gên. 27:41-28:4). Pelo
que a bíblia indica, Jacó atendeu aos conselhos dos seus pais e tomou a
Rachel, filha de Labão, irmão da Rebeca, como esposa (Gên. 29:10-18). A
sua situação foi abençoada. Um exemplo para uma filha ouvir a instrução
de quem tinha autoridade sobre ela é Rute. Mesmo sendo adulta e uma
viúva, Rute submeteu-se à autoridade do lar da sua sogra Noemi (Rute
1:17,18). Mesmo sendo experimentada na vida, a Rute procurou a
permissão de Noemi antes de sair de casa (Rute 2:2). As notícias do seu
dia foram relatadas fielmente a sua sogra (Rute 2:19). Os conselhos de
Noemi para achar um namorado bom para Rute foram seguidos cuidadosamente
em amor (Rute 3:3-5). Pelo que a bíblia indica, Rute foi grandiosamente
abençoada. Se queremos o fim abençoado que esses tinham, podemos seguir
os exemplos, conselhos, sugestões e instruções que os nossos pais nos
dão sobre toda parte da nossa vida, inclusive o namoro.
A bíblia nos dá um exemplo negativo que mostra o fim de um
filho que não atendeu aos conselhos dos seus pais no assunto de namoro.
Este exemplo é Sansão. O Sansão quis seguir o conselho do seu próprio
coração que era movido pela sua paixão carnal. Apesar dos conselhos dos
pais, ele insistiu no seu próprio desejo (Juízes 14:1-3). É verdade que
a rebeldia de Sansão foi usada para a glória de Deus, mas, o próprio
Sansão não foi abençoado. Examinando a vida de Sansão entendemos que
fisicamente ele foi muito forte, mas moralmente foi fraquíssimo. Seria
melhor para ele se tivesse atendido cuidadosamente os conselhos dos seus
pais. Se não queremos o fim inglorioso de Sansão devemos atender aos
conselhos daqueles que nos amam mais do que qualquer outra pessoa no
mundo.
Os namorados que atendem à instrução dos seus pais relativo
ao namoro Cristão precisarão de deixar de lado a idéia da independência
completa. Pensando melhor, se a independência completa é a liberdade de
fazer o que bem quer, a bíblia não ensina tal independência para ninguém
a não ser Deus. Devemos todos sermos sujeitos uns aos outros de uma
forma ou outra (I Pedro 5:5). A liberdade verdadeira não é aquela
sensação de não ter nenhum limite. A liberdade verdadeira é o poder de
tomar voluntariosamente o jugo de Deus ou melhor, por vontade própria,
se submeter à Sua vontade.
O Jugo Igual - Um
Olhar ao Futuro
A lei da ceifa é muito importante lembrar até no namoro. A
lei da ceifa diz que ceifaremos o que plantamos, “Tudo o que o homem
semear, isso também ceifará” (Gal. 6:7,8; Romanos 2:6-10). A lei da
ceifa diz que ceifamos depois que plantamos, “o que semeia na sua carne,
da carne ceifará” (Gal. 6:8; Romanos 2:6-10). A lei da ceifa diz que
ceifaremos muito mais abundante além do que plantamos, “o que semeia na
sua carne, da carne ceifará a corrupção” (Gal. 6:8); “E outra caiu em
boa terra, e deu fruto: com a sem, o outra sessenta e outra a trinta”
(Mat. 13:8; Prov. 1:31). Sem dúvida alguma, existem sérias
conseqüências futuras das decisões e ações feitas hoje.
É sabedoria
olhar antes ao que é necessário para completar os nossos alvos. Não
queremos que ninguém olha ao nosso casamento e família e, com desdém,
dizer: “este homem começou e não pude acabar. Este pôs os alicerces mas
não pude terminar.” (Luc. 14:29,30). Espero que todos que estudem o que
a Bíblia ensina sobre namoro nunca chegarão a não terminar com êxito o
que começou para a glória de Deus.
Para não
ceifar frutos amargosos, e, para não fazer o papel de um tolo, convém
que olhamos ao futuro dos nossos relacionamentos atuais. O nosso olhar
deveria incluir a pessoa com quem pretendemos nos casar. Devemos olhar
bem além da paixão do momento e considerar as conseqüências futuras das
nossas decisões e ações de hoje. Se olharmos bem, e, se consideramos
seriamente, podemos comer do trabalho das nossas mãos com uma mulher
abençoada ao nosso lado, com filhos tementes a Deus à roda da nossa mesa
e a expectativa abençoada de ver os filhos dos nossos filhos (Sal.
118:1-6).
Devemos
considerar qual é a vontade de Deus para as nossas associações, quer
sejam sociais, religiosas, familiares políticas ou amorosos. Devemos
lembrar que o Senhor Deus deseja ser glorificado em todas as coisas
(Romanos 11:36; I Cor. 1:31). Então, devemos considerar Seus princípios
para estas interações sociais que têm pretensões românticos.
O namoro
Cristão que respeita o princípio de velar para um jugo igual, preocupará
na fé da pessoa com quem quer namorar. Mesmo que a fé é algo
pessoal e individual, o namoro Cristão quer o amadurecimento da sua fé
pelo relacionamento que leva para o casamento.
•
Nunca
deve ser contemplado por um Cristão a namorar alguém que não é Cristão
fiel. O desejo e mandamento de Deus para a separação é claro. Por isso
Ele pergunta, através do seu profeta Amós, ao seu povo de Israel:
“Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós
3:3). Por isso Paulo, pela inspiração do Espírito Santo, pergunta aos
irmãos em Corinto: “que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que
comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e
Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o
templo de Deus com os ídolos?” (II Cor. 6:14-16). Por isso Paulo, em
amor pela verdade, instruiu a igreja em Roma: “noteis os que promovem
dissensões de escândalos contra a doutrina que arrependestes;
desviai-vos deles” (Romanos 16:17). Para o Cristão fiel ser ao seu
Senhor, ele vai odiar as trevas em vez de namora-las.
•
Um bom
testemunho de Cristo pede separação do mundo. Por isso Isaías escreve:
“Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do
meio dela, purificai-vos, os que levais os vasos do SENHOR” (Isaías
52:11). Paulo escreva a mesma coisa a igreja em Éfeso: “não sejais seus
companheiros” “E não comuniques com as obras infrutuosos das trevas, mas
antes condenai-as” (Efés. 5:9,11).
Naturalmente
não queremos chamar algo que desejamos e admiramos de ímpio. Dizem que
o amor é cego mas a verdade é: o nosso coração é enganoso, mais do que
todas as coisas. É mais do que isso. O coração nosso também é
perverso. É ainda pior. Não conseguimos nem conhecer o limite da
perversidade do nosso próprio coração (Jer. 17:9; Mat. 15:19). Por isso
a Bíblia nos diz que o homem que confia no seu próprio coração é
insensato (Prov. 28:26). O homem sábio é aquele que teme ao Senhor e
anda na sabedoria da Palavra de Deus. Mesmo que o nosso coração quer
aceitar o mal pelo bem, a Palavra de Deus nos diz: “Não vos enganeis: as
más conversações corrompem os bons costumes” (I Cor. 15:33). Com a
bíblia na nossa mão e o seus princípios escritos em nosso coração não
podemos andar ignorantes ao respeito qual é a vontade de Deus neste
assunto.
A lógica
porque um jugo igual, ou melhor, uma fé igual é tão importante no namoro
Cristão. Se consideramos algumas coisas básicas creio que não vai ser
difícil entender porque Deus quer que o teu povo se relaciona no namoro
com uma só fé.
•
Não
devemos entrar em um laço desigual pois isso nos impedirá de amar o
Senhor como Ele quer que nós o amemos. Deus não se alegra com um
coração dividido. Ele pede que O amemos de todo nosso coração, e de
toda a nossa alma, e de todo o nosso entendimento, e de todas as nossas
forças (Mar 12:30). Deus sabe que se nós tivéssemos amizades do mundo,
chegaremos a odiar Ele quem deve receber todo o nosso amor (Mat. 6:24,
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o
outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a
Deus e a Mamom.”). Talvez achamo-nos vacinados à essa realidade, mas o
tempo mostrará que os princípios de Deus são tão imutáveis quanto Ele
(Mal 3:6; Tiago 1:17).
•
Não
devemos entrar em um laço desigual pois isso impedirá a nós termos a paz
verdadeira. A paz verdadeira é fruto do Espírito Santo (Gal. 5:22) e
não fruto de intenções sinceras, manipulações emocionais e nem de
filosofias bem articuladas. O que é da carne se corromperá (Mat. 7:18;
Gal. 6:7). A paz verdadeira vem por exercícios espirituais (Fil. 6:6-9).
Um jogo desigual impediria a prática desses exercícios espirituais e,
portanto, impedirá a realização da paz verdadeira.
•
Não
devemos entrar em um laço desigual pois isso impedirá o casal de ser
completamente um. Num casamento tudo o que uma pessoa é, influenciará o
seu relacionamento com o outro. A conversação, a comunhão, as
atividades, a vestimenta, os costumes, a alimentação desejada, as
férias, a adoração ... Tudo isso é influenciado pelo que somos (Gên.
2:24). A união desigual fará que a conversação terá rumos não iguais,
costumes irregulares, objetivos inconstantes, etc. A união que um casal
tem é refletida pelas palavras do apóstolo Paulo à igreja em Corinto:
sociedade, união, concórdia, parte, consenso (II Cor. 6:14-16). Aquela
união desigual será impedida de ter concórdia, consenso, união e parte
nos assuntos de maior importe, ou seja, aquilo que é eterno. Uma união
de um jugo desigual pode ser comparado a prostituição espiritual pois
aquilo que pertence a Deus está sendo usado numa união não espiritual (I
Cor. 6:15-20). Um segredo para ter paz e harmonia no lar é fazer tudo
juntos. Porém, se não existe união no assunto da fé, como pode atingir
a harmonia desejada nos assuntos que transcendem o presente?
•
Não
devemos entrar em um laço desigual pois isso nos impedirá de obedecer a
bíblia. A bíblia pede que os pais instruem os filhos na doutrina e
admoestação do Senhor (Efés. 6:4; Deut 6:5-9). Uma união desigual fará
que os nossos alvos de treinar os filhos no que diz a bíblia sejam
bloqueados e desanimados. Deus, em misericórdia, pode trazer bem do
mal, mas não devemos tentar a Deus em desobedece-lo e pedir as Suas
bênçãos sobre a nossa desobediência.
•
Não
devemos entrar em um laço desigual pois isso afetará as futuras gerações
nossas. No casamento o casal ajunta-se com as famílias dos seus
cônjuges para o resto das suas vidas. As tradições não cristãs da
família do não convertido serão assimiladas na família do Cristão.
Essas tradições afetam todas as áreas da vida do casal (férias,
aniversários, programas de televisão, revistas de leitura, maneiras de
disciplinar os filhos, o uso do dinheiro no lar, a importância de
adoração correta, etc.) Para entender o efeito que uma esposa ou esposo
não Cristão possa ter no casal dar uma lida na passagem que explica o
porquê Salomão foi levado à idolatria (I Reis 11:1-7).
Os exemplos
bíblicos para ter um jugo igual na fé é tocado, não só pelos referências
já vistas acima que incluíram a separação cristã, mas também pelos
conselhos dados as viúvas que quiseram se casar novamente. Se falecer
o marido de uma mulher cristã ela fica livre para casar com quem quiser,
“contanto que seja no Senhor” (I Cor. 7:39). A lei, que revela os
princípios eternos de Deus, instrui o povo de Israel de não dar as suas
filhas aos filhos dos que não eram judeus e nem deveriam tomar as filhos
dos outros para casarem com os teus filhos. A razão de não ter esses
filhos o filhas de quem não eram cristãos era declaradamente: “pois
fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deusas; e
a ira do SENHOR se acenderia contra a vós, e depressa vos consumiria”
(Deut 7:1-4). Não somos judeus e, sendo cristãos, não somos mais
debaixo a Lei de Moisés, porém, se queremos nos separar a Deus e
servi-lO como um povo peculiar e especial dEle, vigiaremos com cuidado e
temor tudo o que pode agradar a Ele melhor. Que este temor nos levará a
não ter um jugo desigual na fé.
O namoro
Cristão respeitando o princípio de velar para um jugo igual poderia
preocupará na raça da pessoa com quem quer namorar. Por causa de
casamento ser um desafio no melhor dos casos, tudo o que fará o
casamento melhor e mais fácil convém a pensar. A bíblia conta exemplos
de raças mistas no casamento que eram abençoados e também amaldiçoados.
Portanto não podemos estabelecer uma lei nessa área de pensamentos como
podemos enfatizar na área da fé. Mas quando falamos de um jugo desigual
pode entrar na questão da raça também.
Abraão fez
questão que a esposa do Isaque fosse da sua terra e da sua parentela
(Gên. 24:1-4). Em tempo, Isaque chamou seu filho Jacó e mandou que ele
voltasse a terra do pai da tua mãe e tomar de lá uma mulher das filhas
dos seus parentes (Gên. 28:1-2). As primeiras esposas de Esaú eram
filhas de heteus (Gên. 26:34). Por serem de raça e fé diferentes, isso
foi uma amargura de espírito aos seus pais (Gên. 26:35). Depois Esaú
pegou filhas do seus avós para consertar o mal feito (Gên. 28:8,9). De
certa a razão de ter um casamento da mesma parentela e do mesmo povo era
por causa que estes eram da mesma fé.
Mas a bíblia
não mostra somente casamentos abençoados entre a mesma raça. José, do
Velho Testamento, foi dado uma filha do sacerdote em Egito . É evidente
que este foi um casamento político, mas foi um casamento de raça
desigual da mesma forma (Gên. 41:45). A Rute e Boaz eram da mesma fé
mas não da mesma raça (Rute 1:4; 4:9,10). Timóteo tinha uma mãe judia e
um pai grego (Atos 16:1) e isso não impedia que ele fosse usado no
serviço do Senhor.
Entendemos
que não existe um mandamento geral na bíblia para nós nos casar com a
nossa própria raça. Mas é sabedoria considerar a cultura e outros
aspectos da raça de quem casamos para ver se haja possibilidades viáveis
a ajuntar os dois em uma vida idônea ao Senhor.
Podemos concluir enfaticamente que uma fé igual no namoro
Cristão é mandada e exemplificada. Podemos resumir dizendo que as
conseqüências de longo tempo precisam ser consideradas antes de fazer
uma decisão ou ação no tempo presente. A mesma fé e a mesma raça
poderiam significar os mesmos alvos, objetivos, os costumes, e, assim,
resultará em paz no relacionamento prolongado.
O Procurar - O Papel
de Cada Um
No namoro o homem e a mulher estão embarcando num
relacionamento que antes não conheciam. Pode ser que os dois precisam
uma instrução em saber qual é o papel de cada um no namoro Cristão. A
pretendente pode iniciar o relacionamento? O namorado precisa abrir as
portas do carro pela namorada? As posições do namorado e da namorada
são iguais?
A oração dos cristãos judeus para os seus filhos era: “Para
que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade; para que
as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas à moda de
palácio;” (Sal. 144:12). Este pedido representa que os moços sejam
diferente do que as moças e que cada com tem uma posição determinada
para serem abençoados. As “plantas crescidas” mostram força, robustez,
utilidade e beleza. As “pedras de esquina lavradas” representam as
características de beleza e o utilidade que é resultado de uma
preparação prévia. As posições no namoro são iguais em que existe uma
séria responsabilidade para os dois praticarem respeito um para com
outro em particular e diante da sociedade em geral.
Mesmo que os dois têm a mesma responsabilidade de viver
vidas santas para com o Senhor e vidas úteis para com a sociedade, os
dois têm posições diferentes que prepara-os para posições importantes no
futuro. Falo da posição no lar de esposo e de esposa. Os princípios das
responsabilidades de cada um no namoro são iguais às posições que o
casal terá no lar.
O papel do homem no lar é para ser o cabeça do
relacionamento. É estipulado claramente que “o homem é a cabeça da
mulher” (I Cor. 11:3; Efés. 5:23). Pelo homem ser o cabeça da mulher,
sobre os seus ombros cai a necessidade de ele ser o primeiro
responsável, o líder e o exemplo para o namoro. O namoro já é um
relacionamento sério em qual o namorado deve exercitar a posição que
terá permanentemente no lar. No lar ele será o provedor principal, o
protetor e aquele que inicia os projetos do lar. O namoro, em toda a
pureza, é uma boa oportunidade para o homem mostrar-se capaz nessas
posições.
I Tim 4:12, “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o
exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no Espírito, na fé, na
pureza.”
O papel da mulher no lar é ser uma ajudadora idônea ao
marido (Gên. 2:18). A mulher tem o papel importante de ajudar o homem
realizar-se para a glória de Deus. Essa ajuda pode ser dada em várias
maneiras quais como: companheirismo, conselhos e sugestões, amparo etc.
A posição de ser uma ajudadora implica uma posição secundária ao cabeça
no lar. A sua posição se resume na palavra “submissão”. Essa é uma
posição de honra. A mulher é identificada na posição que a igreja tem
para com Cristo (Efés. 5:22,23). Quando a mulher no lar é submissa, o
relacionamento, que o Senhor designou para o lar, é atingido. Quando
não existe a submissão existe uma competição não saudável e uma
frustração de planos e de sonhos. Essa submissão no namoro somente deve
ser ao ponto que o respeito e a submissão aos pais não sejam
comprometidos. Nessa posição de ajudadora do homem a namorada
expressa-se nas ações de uma virtuosa e prudente serva.
I Pedro 3:3-6, “O enfeite delas não seja o exterior ...
Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito
manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam
também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam
sujeitas aos seus próprios maridos; como Sara obedecia Abraão,
chamando-lhe Senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não
temendo nenhum espanto.”
Um exemplo bíblico das posições existentes no namoro se vê
no namoro de Jacó e Raquel (Gên. 29:1-30). Quando Jacó quis entrar no
relacionamento de namoro com Raquel ele preencheu as mesmas posições no
namoro que ele tinha depois no lar. Jacó exercitou liderança no
relacionamento (Gên. 29:10, “revolveu a pedra de sobre a boca do poço e
deu de beber as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe”, v. 11, “E Jacó
beijou a Raquel”). Foi o Jacó que fez o trabalho manual necessário para
poder ter a sua namorada como esposa, exercitando também as qualidades
de paciência e a temperança no relacionamento, pois, esperou 14 anos
para poder ter a sua amada (Gên. 29:18,30). O Rachel na sua parte no
relacionamento esperou com paciência enquanto seu namorado fez o
necessário para ganhar ela. Deste relacionamento entendemos o papel de
cada um no relacionamento do namoro Cristão.
Um outro exemplo bíblico que temos das posições existentes
no namoro está no exemplo de Boaz e a Rute. O Boaz tomou a iniciativa
para com a Rute (Rute 2:1-16), decidiu sobre o andamento do
relacionamento (Rute 3:9-13) de foi diante dos autoridades para cuidar
dos detalhes do casamento (Rute 4:1-12). A Rute seguiu os conselhos da
sua sogra Noemi (Rute 3:1-7) e esperou pacientemente para o seu namorado
cumprir a sua parte no relacionamento. Mesmo que os costumes do povo
judeu na época da Rute são diferente do povo brasileiro temos princípios
saudáveis para o papel de cada um no relacionamento de namoro Cristão de
hoje.
Um outro exemplo bíblico que temos das posições existentes
no namoro está no exemplo de José e a Maria. O José, como o primeiro
responsável pelo relacionamento tomou a iniciativa de proteger o caráter
da sua namorada. Isso, ele fez quando soube que Maria estava grávida,
algo, neste caso excepcionalmente, for permitido para cumprir as
Escrituras para com o nascimento de Cristo (Mat. 1:19). Entendemos que
José sustentou e protegeu a sua namorada, junto com a qualidade de
submissão a Deus, no relacionamento de namoro, uma qualidade que ele
continuou exercitando no próprio casamento (Mat. 1:25; 2:13,14).
Atividades que podem ser praticadas durante o período do
namoro, para reforçar as posições que cada um tem, seria propício. Por
exemplo, um período de leitura bíblica e oração é muito proveitoso.
Quando o homem toma essa iniciativa, quando o casal estiver junto, tal
atividade reforça a sua posição de líder no relacionamento de namoro.
Se esse hábito saudável começa durante o namoro é muito provável que
seguirá no casamento. A adoração pública na igreja dará uma
oportunidade de crescer nos papéis que cada participante no namoro tem
também. Adicionalmente, as horas que os namorados estão se visitando
podem ser bem aproveitadas jogando jogos de mesa. A namorada pode também
preparar uma refeição para o namorado e a sua família ou a dela. Com
certeza isso ajudaria ela a se preparar para a posição que ela terá no
lar. Se a situação permite os namorados poderiam também convidar os
seus amigos e/ou membros da família para participar de uma refeição
especial. Estas atividades podem ser feitas para que o casal cresça nas
posições que cada um tem.
Resumindo este ponto lembramo-nos:
as virtudes das posições do relacionamento permanente do casamento
devem ser evidentes anteriormente no relacionamento social de namoro
A Amizade - O
Primeiro Relacionamento, e, A Pureza - As Paixões do Coração
Temos estudado os pontos que são sabedoria para estabelecer
ANTES de começar um relacionamento. Agora queremos pensar nos pontos
que podem nos ajudar a começar o próprio namoro Cristão.
Quando consideramos o primeiro namoro é importante avaliar
a piedade e personalidade da pessoa pretendida de uma distancia antes de
fazer uma séria aproximação. Gastando um tempo em pensar bem deste
‘pretendido’ pode ser um tempo bem utilizado. Considere este pontos: se
você está querendo colocar o Senhor em primeiro lugar é natural que
desejará um companheiro que faça o mesmo; se você está dando honra à
experiência dos seus pais, será importante que o companheiro o faça
também; se você acha bíblico os papéis distintos no relacionamento, será
justo que o companheiro concorda distes também; se você quer alguém da
mesma fé e cultura exigirá que o companheiro seja assim como quer.
Todas essas considerações podem ser vistas já pela
observação no âmbito de amizade. Não precisa de um namoro sério para
observar a personalidade e caracter de alguém. Jesus disse que pelos
frutos conhecerá a árvore (Mat. 7:17,18). Devemos ser honestos e
concordar com a Palavra de Deus nessas observações que fazemos. Devemos
entender que uma pessoa insensata não é uma escolha sábia. Devemos
entender que uma pessoa insensata vai ser um companheiro insensato.
Devemos já ser convictos que os únicos namorados bons são aqueles que
vivem corretamente para com Deus e a Palavra de Deus. Porventura deita
alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? (Tiago
3:11,12).
E vale a observação:
Se não fizermos amizades ou sociedades de confiança com o mundo,
não começaremos a gostar um indivíduo do mundo.
Devemos ser preceptivos da vida, da conversa, da roupa, dos
hábitos pessoais e públicos, das maneiras, dos amigos, da ética e da
espiritualidade daqueles que fazem parte da nossa vida familiar,
escolar, profissional e eclesiástica. Se uma criança se dará conhecer
pela suas ações, se a sua obra for pura e reta tanto mais saberemos dos
jovens e dos adultos pela suas ações (Prov. 20:11)!
Na procura de um companheiro tenha o cuidado de não forçar
o assunto. Continua buscando o Senhor em primeiro lugar (Mat. 6:33).
Deus tinha uma maneira especial para trazer a Eva para o Adão (Gên.
2:21,22), a Rachel para o Jacó (Gên. 29:9), e a Rute para o Boaz (o
Livro de Rute). Certamente Ele cuidará das necessidades dos fiéis em
respeito ao matrimônio hoje também. Toma Prov. 3:5,6 e Prov. 16:3 como
guias para o preenchimento das suas necessidades.
•
Provérbios 3:5,6, “Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te
estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus
caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.”
•
Provérbios 16:3, “Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamento
serão estabelecidos.”
No tempo em que espera para Deus providenciar o seu
namorado, procure de ser puro de coração. É necessário cuidar dos nossos
corações. Todas as nossas ações são determinadas pelo nosso coração
(Mat. 15:19, “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes,
adultérios, prostituição e, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.”;
Tiago 1:14, “Mas cada um é tentado o, quando atraído e engodado pela sua
própria concupiscência.”). Tempo gasto no exame de nós mesmos com a
palavra de Deus é tempo gasto proveitosamente e ;pode nos determinar
melhor nosso futuro companheiro permanente. Devemos entender que as
intenções do coração influenciam tudo o que fazemos. Por isso devemos
pensar “nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Col.
3:1,2).
No cuidar do nosso coração, seria importante determinar
primeiramente o porquê que queremos namorar. Pode ser que você estranha
deste indagação mas existem muitas razões para namorar entre o povo.
Será que o seu egoísmo leva você a querer namorar uma determinada
pessoa? Será que você sente pressão da sua família ou dos seus amigos
para sair e namorar? Será que alguém está querendo ser independente e
precisa namorar para mostrar isso a todo mundo? Alguns talvez querem
namorar para mostrar a sua virilidade. Será que você está querendo
namorar para agradar ao Senhor? Por que você quer namorar? Essa razão é
valida comparando-a com a Palavra de Deus?
Se cuidaremos dos pensamentos, cuidaremos
automaticamente das ações do corpo.
|
Para colocar o coração no lugar correto, falo como aos
cristãos, teme ao Senhor Deus (Ecl. 12:13) que é de odiar todo caminho
falso (Jó 28:28; Sal. 77:10; 119:104). Se estamos meditando na palavra
de Deus o nosso caminho será próspero e com virtude (Sal. 1:2-3; Fil.
4:6-8). Com toda essa consideração dos nossos corações e do nosso
‘pretendido’, não devemos nos esquecer que ceifaremos o que semeamos
(Gal. 6:9).
Para ajudar o namoro ser mesmo cristão, e a nossa amizade
ser melhor, abstenha-se de pensamentos e ações não puras; gasta tempo
conversando de coisas de boa fama; adore a Deus juntos em público e não
procurem ser sozinhos por tempo prolongado.
Existem na bíblia exemplos de pureza e a falta de pureza de
coração nos relacionamentos íntimos. José no Egito recusou a
insistência da impura mulher do seu senhor. Ele até deixou-se ser
maltratado pelo bem, mas a sua insistência de fazer o que estava
correto trouxe-lhe honra e as bênçãos de uma boa testemunha (Gên.
39:7-21). Quando apareceu as paixões imundas no coração do Davi, ele
não reprimiu-as, mas se entregou a elas. Este pequeno momento de
descuido trouxe-lhe morte, maldição e perda de muitas bênçãos na sua
vida e na vida dos seus filhos (II Sam 11-12). A Rute esperou no Senhor
para Ele cuidar das suas necessidades íntimas. Ela manteve-se em
companhia mista em pública e não deu oportunidade de escândalo nenhum.
Deus a abençoou ricamente (O livro de Rute).
Cuide tão bem das
suas amizades quanto os seus pensamentos e verá que um companheiro digno
aparecerá em tempo oportuno
O Contato - A
Natureza Explosiva do Físico
Na carne habita o pecado (Romanos 7:17-23) e o pecado é
iniqüidade (I João 3:4; 5:17). Iniqüidade é tudo aquilo que é contra a
lei de Deus.
O homem e a mulher que viverão para a glória de Deus nos
seus relacionamentos procurarão a separar-se do pecado. O pecado é
cometido quando, pela tentação, a nossa concupiscência é excitada. Uma
vez que a concupiscência é ativada, logo vem o próprio pecado. E com o
próprio pecado, o fim do pecado vem. O fim do pecado é a morte (Tiago
1:14,15). A morte é mais do que o fim da vida pois pode ser a morte de
uma boa consciência, de boas maneiras, de bons relacionamentos, do
casamento e da própria presença eterna com Deus.
Pela obra de Deus, pelo Espírito Santo testificar de Cristo
pelas Escrituras, o homem pecador vem ao arrependimento e a fé. Assim o
pecador convertido é feito santo diante de Deus. Sendo feito uma nova
criatura, tudo se fez novo e agora, salvo, tem prazer na lei de Deus
(Romanos 7:23; II Cor. 5:17).
Mesmo que o cristão tem a nova natureza espiritual, que não
peca (I João 5:18), ele continua com uma velha natureza integrada na sua
carne (Romanos 7:23). Essa natureza pecaminosa é influenciada por tudo o
que o homem vê, toca, escuta, cheira, saboreia e imagina.
Por causa da natureza pecaminosa em nós, e pelo namoro
apresentar pessoas do sexo oposto em situações de proximidade intima,
convém considerar o poder da carne em nosso vestir e em nosso tocar.
Porque usamos roupas?
Pode aparecer infantil propor tal pergunta, mas convém
racionar um pouco do propósito de roupa. As pessoas que crêem que seres
humanos são primatas complexas dirão que usamos roupas apenas para
proteger-nos dos elementos, o sol, frio, chuva etc. Outras pessoas
podem pensar que usamos roupas mais para mostrar a individualidade da
pessoa do que qualquer outra razão.
Mesmo que as roupas protegem-nos dos elementos adversos e
também verdadeiramente declaram a nossa individualidade, a primeira
razão do uso de roupas é tratada no jardim de Éden. A Adão e Eva eram
sem roupa nenhuma antes do pecado mesmo que eram pessoas individuais
(Gên. 2:25). Depois do pecado, ainda sem uma clima adversa, sentiram o
uso de roupas convenientes. Tudo isso nos diz uma coisa: usavam roupas
por causa da presença do pecado e a consciência da santidade de Deus.
A natureza do pecado é contra a santidade de Deus. Eles
estando sem roupa como pecadores, tinham medo e vergonha que os aventais
ajudaram aliviar (Gên. 3:7). Mesmo sem outras pessoas presentes, a
consciência ofendida ditava que Deus em santidade era presente e a
roupa, por isso era necessária. A presença do pecado neles e a
consciência da santidade de Deus pediram o uso de roupa.
Menos a admissão da iniqüidade do pecado, e menos a
consciência da santidade de Deus
menor entendimento da necessidade da roupa
e menor a apreciação da modéstia.
Mais reconhecimento da iniqüidade do pecado
e mais a consciência da santidade de Deus
maior o entendimento da necessidade da roupa
e maior o valor da modéstia
(Jó 28:28;Prov. 1:7)
|
Deus, agindo com a sua graça misericórdia para como Adão e
Eva, não dispensou o uso de roupas. Ele até fez as roupas serem mais
modestas e úteis pois Ele fez túnicas de pele por eles e os vestiu (Gên.
3:21). O uso de roupas continua enquanto continua a presença do pecado e
a consciência da santidade de Deus.
Por Deus vestir o homem pecador com túnicas, ele mostrou o
seu desejo que o homem estivesse coberto em público. A carne, porém,
quer se exibir (I João 2:16; Êx. 32:6,25; Atos 19:16). A carne cobiça
contra o Espírito e o espírito contra a carne (Gal. 5:17). A carne
sempre, por natureza normal, age oposto do Espírito (Romanos 7:19-23).
Por causa da natureza pecaminosa existir no Cristão, é
necessário ele cuidar do seu olhar em roupa provocadora tanto quanto o
seu próprio uso consciente de roupa decente. O homem no jardim do Éden,
seguido seu raciocínio e era satisfeito usando somente aventais. Porém
Deus pensou diferente e vestiu-os com túnicas, um vestimenta mais
completa e sábia.
Não pode ser descartada a verdade que a roupa declara uma
mensagem definida. Por isso os policiais usem uniformes e por isso o
cristão deve andar com modéstia.
O que devemos dizer sobre aquela roupa que destaca o
formato do corpo? Devemos dizer que ela não incita a sensualidade da
carne? Se observamos a mídia veremos a importância da roupa para
estimular certos fins. As novelas que fatalmente falam do triângulo
amoroso, tem uma ou outra que está procurando atrair a atenção de um
homem, e essa usa aquela roupa que revela o seu corpo. Nada melhor para
estimular a libertinagem ou a rebelião. Nos comerciais de cerveja os
atores usem a roupa que estima a sensualidade para declarar liberdade e
independência e alegria carnal. Contrariamente, os políticos que estão
procurando a vender uma posição de ética e responsabilidade, usem uma
roupa modesta. Como então deve ser a roupa do povo que quer declarar
retidão, seriedade com a Palavra de Deus e ser uma luz nas trevas? A
roupa, por não ser neutra, deve ser empregada para glorificar Deus
juntamente com a boca e as ações.
Resumimos: O namoro que quer ser cristão zelará pela roupa
decente, modesta e moderada para cuidar dos intenções do seu coração e
portanto as ações no namoro.
Tudo o que estimula a concupiscência da carne dos olhos
e a soberba da vida não é de Deus mas do mundo
(I João 2:16).
|
Quem tem o direito a
tocar? E intimidade é para quem?
Se obedecemos a influência da sociedade que é exercitada
sobre nós pela televisão nos seus programas e comerciais, a pressão dos
nossos amigos e a inclinação dos nossos desejos naturais responderemos
que o direito de trocar sensualmente é simplesmente com aquele que nós
nos amamos. Porém, o nosso assunto é namoro cristão e não o namoro
moderno. Se vamos glorificar a Deus com tudo que fazemos, o nosso
namoro tem que dobrar-se aos princípios bíblicos. A bíblia não é muda ao
respeito a quem temos direito a tocar. A bíblia não é silenciosa a
mostrar detalhadamente quem é livre para praticar a intimidade.
Hebreus 13:4 diz: “Venerado seja entre todos o
matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à
prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.”
Este versículo nos ensina que aquele tocar, abraçar,
acariciar, beijar, apertar, sim, tudo o que é incluído com a intimidade,
deve ser praticado somente no relacionamento do matrimônio. Envolver-se
com intimidade, fora das limites do matrimônio, é considerado
prostituição ou adultério. É aberto o debate aquele ponto em qual o
tocar, a abraçar, o acariciar, o beijar e o apertar tornem-se ações de
intimidade, mas, deve ser estipulado quando aquele ponto é superado,
existe naquele momento a intimidade reservada somente para o
matrimônio.A carne inflama-se até por uma palavra (Tiago 3:5, “Assim
também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede
quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo;
como mundo de iniqüidade, a língua está posto entre os nossos membros, e
contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada
pelo inferno.”). São “os lábios da mulher estranha” que “destilam favos
de mel” quais os homens sábios devem-se guardar para não cair no seu
poder (Prov. 5:3; 6:24). Se a carne inflama-se até por uma palavra,
quanto mais inflamar-se-á por um contato com desejos apaixonados? A
nossa carne é tentada quando a concupiscência é atraída pelo tocar
sensual. Uma vez que a concupiscência é concebida, o pecado nasce, e
logo vem a morte de tudo que é e agradável a Deus (Tiago 1:13-16). Do
coração procedem os maus pensamentos e a prostituição (Mat. 15:19).
Portanto os que guardam os seus corações, guardam-se dos maus
pensamentos e da prostituição. Portanto o conselho é: Não erreis, meus
amados irmãos. Reserva o seu tocar sensual para o casamento.Por causa
da forte possibilidade da prostituição, o cristão não casado, é
aconselhado, quando tenha desejos de paixão, ou a distanciar-se desses
desejos (Prov. 4:14,15, Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e
passa de largo”; II Tim 2:22, “Foge também das paixões da mocidade”;
veja o exemplo de José - Gên. 39:11,12), ou, a casar-se. Biblicamente,
é no âmbito do casamento que o abraçar, o beijar, o acariciar e o
apertar se acham expressão e não no âmbito do namoro (I Cor. 7:1,2,9,
“se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que
abraçar-se”). Se a sua virgindade é tratada com indignamente, ou se for
necessário, procure o casamento. Eis a solução bíblica da paixão (I
Cor. 7:36). Não use o namoro para isso.Pode o namorado dizer: “Mas, eu
sou o namorado dela”. Pode o noivo dizer: “Mas, eu sou o noivo dela”.
Porém, a bíblia nos estipula o poder sobre o corpo do outro não é do
namorado ou do noivo, mas do marido (I Cor. 7:4, “A mulher não tem poder
sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma
maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a
mulher”). Não devemos nos iludir em supor que o namoro ou o noivado nos
dá os mesmos direitos do casamento. O direito de tocar, apertar,
beijar, ou acariciar sensualmente pertence somente com aquele com qual
somos já casados (Gên. 20:6).A piedade pessoal no namoro é um escudo
forte contra as paixões da concupiscência (I Tess 4:1-7). Convém que
apresentamos os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a
Deus (Romanos 12:1). O corpo não é para a prostituição, senão para o
Senhor, e o Senhor para o corpo (I Cor. 6:13). O relacionamento com
piedade no trato, em lugares saudáveis, com os amigos e/ou parentes
responsáveis, vestindo-se de roupa adequada, fará um namoro da qual
ninguém se arrependa. O tempo para restringir o tocar íntimo é curto em
comparação ao tempo longo esperado que rogamos que Deus nos dê no
casamento. Convém nos guardar o relacionamento em santificação.
A Submissão - O
Elemento Chave no Relacionamento
Mat. 26:39, “Meu Pai, se é
possível,
passa de
me este cálice;
todavia,
não seja
como eu
quero,
mas como
tu queres.”
Definida
Para falar de um assunto, devemos entender o que significa a palavra
usada para descrever tal assunto. Por isso queremos entender o que
significa a palavra submissão tanto na Palavra de Deus quanto em nosso
dicionário de linguagem portuguesa. Uma palavra grega usada umas 38
vezes no Novo Testamento e traduzida sujeitar-se, submeter e subordinar
no Novo Testamento significa: subordinar em obediência (#5293, Strong’s).
No Dicionário Aurélio Eletrônico, submeter significa: V. t. d. 1.
Reduzir à obediência, à dependência; sujeitar, subjugar. 2. Dominar,
vencer. V. p. 6. Sujeitar-se, entregar-se, render-se. 7. Obedecer às
ordens e vontade de outrem. Sinônimos seriam
os verbos: deferir-se,
consentir-se,
resignar, não
resistir, e
os adjetivos:
brando, gentileza,
humildade.Mas como mostra o
nosso versículo
chave, a
submissão não
quer implicar
que a pessoa submissa
não tem
opinião própria, ou se
tenha, não pode expressai-la. Se
não existisse
uma opinião
própria, em
verdade não
teria nada
a submeter.
Por isso, a
atitude suprema
de submissão
é espelhada
na vida
de Cristo. I Pedro
2:21-25 revela a
submissão puro.
Cristo tinha
uma opinião
sobre o
sofrimento dele, e
expressou-a: “Meu Pai, se é possível, passa de me este cálice”.
Todavia, ele
submeteu a
sua opinião à
vontade do
seu pai, “não seja
como eu quero, mas como tu queres.” (Mat. 26:39).
Nisso podemos saber
que a
submissão tem
opinião, e
pode expressa-la,
mas, é pronto
a render-se à a
atitude do
outro em
completa obediência.
A Sua Importância
É fácil perceber
a importância
de submissão.
No contexto
da igreja é
importante que
tenha a
união entre
os membros. A igreja,
como a família, é uma união
que necessita
submissão entre os
membros. Nem todo
mundo é
o olho,
ou o
ouvido, o olfato,
o pé, etc. porém Deus
colocou os membros
diferentes no
corpo para
ter ordem.
Para ter
essa ordem
os membros
diferentes sujeitem-se
um ao
outro (I Cor. 12:14-19, “se
todos fossem
um só
membro,
onde estaria
o corpo?”; Hebreus
13:17, “Obedecei a vossos
pastores, e
sujeitai-vos
a eles”; I Pedro 5:5,
“sede
todos sujeitos
uns aos
outros”)
Alguém comparou a
importância da
submissão comparando-a
em várias
maneiras. A
submissão é tão
importante quanto o fermento que faz crescer a massa, o tempero que dá
sabor a toda a comida, o prego que fixa a construção, o óleo que
lubrifica e preserva a máquina, o talento que harmoniza a peça musical e
a cola que faz as peças variadas aderem um ao outro para completar o
projeto. Quer dizer, sem a submissão, nada funciona bem, inclusive o
namoro.
A atitude e a prática de submissão no namoro, e depois no
lar, é o que afasta qualquer competição não saudável entre as posições.
A submissão coloca, no lugar da competitividade, um ambiente de amor e
bem estar.
A
submissão traz
a imagem
de Cristo
no relacionamento
do namoro.
Cristo, “sendo
em forma
de Deus,
não teve
por usurpação
ser igual
a Deus,
mas se
esvaziou-se
a si
mesmo,
tomando a
forma de
servo,
fazendo-se semelhante
aos homens;”
(Fil. 2:6-8) e por
essa obra de
obediência, podemos
conhecer a
salvação eterna
das nossas
almas. O
relacionamento que
procura ter a
qualidade de
submissão é
o relacionamento
que prega
a Cristo, assim
ocupando-se em grandes obras.
A
importância da submissão
é entendida
também quando
se estuda
o assunto
de adoração.
Adoração envolvem
as ações
de servir,
prostrar-se, e
temor com
reverência. Essa
ação de
servir e
prostrar-se é
observada na atitude
da esposa
piedosa diante
do seu
marido. Também
é observada
na ação
de amor
do homem
piedoso para
com a
sua esposa (I Pedro
3:5-7).
Alguém
perguntou se
pode se submeter em
exagero. Quando
a submissão
traz um
compromisso de
princípios piedosos
e padrões
morais, ou
cria uma
consideração excessiva à uma pessoa,
uma submissão
mal colocada
é criada.
A nossos
submissão não
nos deve levar à
em escravidão
do imoral. Isso séria
de substituir a
nossa prioridade
a submeter
nos somente a Deus
em uma submissão
a um homem,
uma idéia, uma emoção ou a uma ação. Seria
igual a servir
outros deusas.
Um relacionamento
saudável e
constante com a
Palavra de Deus fará que
a nosso
submissão fique
equilibrada e
pura
Quem Deve Praticar A
Submissão?
A idéia de submissão é entendida quando comparada a quem
deve executá-la. Veja os seguintes casos:
·
Crianças aos pais: Luc. 2:51, Cristo, “era-lhes sujeito.”; Efés. 6:1,
“filhos, sede obedientes a ... pais”
·
Jovens
aos anciãos: I Ped. 5:5, “vós jovens, sede sujeitos aos anciãos”
·
Servos
aos Chefes: I Ped. 2:18; Tito 2:9, “Exorta os servos a que se sujeitem a
seus senhores”
·
Cidadãos aos principados: Tito 3:1, “Admoesta-os a que se sujeitem aos
principados e potestades”
·
Cidadãos às leis humanas: I Ped. 2:18, “Sujeitai-vos, pois a toda a
ordenação humana”
·
Crentes
a Deus: Tiago 4:7, “Sujeitai-vos, pois, a Deus”
·
Todos
uns aos outros: Efés. 5:21; I Ped. 5:5, “e sede todos sujeitos uns aos
outros”
·
A
criação ao homem: Heb. 2:8, “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos
pés.”
·
A
igreja a Cristo: Efés. 5:24, “como a igreja está sujeita a Cristo”
·
A
mulher na igreja: I Cor 14:34; I Tim 2:11, “A mulher aprenda em
silêncio, com toda a sujeição.”
·
Todas
as coisas a Cristo: I Cor 15:27,28, “Porque todas as coisas sujeitou
debaixo de seus pés”
·
Cristo
a Deus Pai: I Cor 15:28, “o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as
coisas lhe sujeitou
Podemos resumir
então que a
submissão é
um elemento
importante a
ser exercitado
por todos
em todos
as classes
da sociedade, e por
isso, não deve ser esquecida no relacionamento do namoro. Porém,
deve ser
lembrado que
no namoro,
antes do
casamento, a
mulher é
submissa primeiramente
não ao namorado, mas
a seu
pai. De
pouco em
pouco, aquela
submissão que
ela tenha
para seu
pai é
transferida ao
seu marido
depois
do casamento.
No namoro,
a namorada
sujeita-se ao
namorado ao
ponto que
ela não
fere os
princípios do
seu pai
ou os de Deus.
Os Efeitos da
Insubordinaçã
Como obediência é
um sinônimo
de submissão,
rebeldia é
um sinônimo
da falta
de submissão. O apóstolo
Paulo resistia
a responsabilidade de
obedecer à
chamada exterior
pela natureza
(Romanos 1:19) e a chamada
interior pela
lei
no seu
coração (Romanos 2:14,15). Essa
falta de
subordinação é
descrita como recalcitrar
contra aguilhões
(Romanos 9:5). Tal ação
não trouxe
as bênçãos
de Deus mas
era uma
ação dura
na vida
de Paulo, “duro é para
ti recalcitrar contra os aguilhões”. Um efeito da rebeldia é sempre a
falta de paz. Quando Moisés
feriu a
rocha em
vez de
falar a
ela, ele
não praticou a submissão.
Deus categorizou o
problema como
incredulidade e
a falta
de santificar
o nome
do Senhor
publicamente (Núm. 20:11,12).
A sua
ação trouxe
um duro
castigo, “por
isso não
introduzireis
esta congregação
na terra
que lhes
tenho dado.”
O efeito negativo da insubordinação pode ser de longa duração
A falta de
submissão trouxe
destruição e vergonha
para Sansão (Juízes 14:1-3; 16:30);
problemas, repreensão e estresse
para Jonas (Jonas
1:1-17); arrependimento para os que não
quiseram ouvir conselhos divinos (Prov. 5:12) junto com a
destruição de
vida (Prov. 1:24-33), e
a destruição
do lar para
a mulher
tola (Prov. 14:1).
A obediência, sem
um espírito
de submissão,
também não é
aconselhável. Zípora, a
esposa de
Moisés, não
quis submeter
à ordenança
da circuncisão
para com
seu filho.
Uma esposa
pode impedir
as bênçãos
de Deus no seu lar.
Deus quase matou
Moisés pela
falta da
obediência da
sua esposa neste
assunto (Êx. 4:18-26). No
fim, Zípora obedeceu a
palavra do
Senhor, mas
não como
uma espírito
de submissão,
e disso
é o
que nós
lembramos dela
Uns Exemplos de
Submissão
Sara mostrou submissão
em seu
relacionamento com
Abraão (I Pedro 3:6, “Como Sara obedecia
a Abraão,
chamando-lhe senhor”; Essa senhoria de Abraão é
entendida em que Sara fazia o que ele pediu dela, Gên. 12:12,13; 18:6).
Rute, em submissão
à Noemi, sua
sogra, trouxe
alívio financeiro
para sua
casa e
uma bênção
para sua
progenitura (Rute 2:2;3:1-5; 4:13-17). Ester,
em submissão ao seu
tio Mardoqueu, depois de se
casar com
o rei Assurero,
pleiteou em favor
dos judeus (Ester
5:1-3). Essa submissão
mostrava o
respeito que
ela tinha
pela sua
família e
foi usada
para ser
um instrumento
poderoso na
mão do
judeus sobre
seus inimigos (Ester
8:7-11). Essa bênção
que veio
através da
submissão é relembrada
ainda hoje
entre judeus
pela festa de Purim
(Ester 9:21,28). Poderemos
ainda pensar
de Rebeca e Maria, mãe de Jesus,
cada uma
mostrando submissão
a Deus, seus
pais, e
seus maridos.
Podemos aprender
que as
bênçãos vieram
sobre as vidas dessas
mulheres, e as
vidas de
todos que foram
relacionados com elas,
na medida
que elas
exercitaram-se em
submissão verdadeira.
Talvez entendemos melhor agora como a oração de Cristo é um ótimo
exemplo de submissão. Mat. 26:39, “Meu Pai, se é possível, passa de me
este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.”
Conclusão
Resumindo, podemos dizer
que a
submissão é
um elemento
chave no
relacionamento do
namoro.
O namorado
e a
namorada que praticam
primeiramente a
sua submissão
a Deus pela
obediência à Palavra de Deus
na fase
das suas
vidas chamado
namoro, terão
as bênçãos
de Deus sobre
o seu
relacionamento no
que se
faz no casamento. O
casamento então
trará um
ambiente para
continuar crescendo
neste virtude.
Bibliografia
Bíblia Sagrada,
Sociedade Bíblica Trinitariana da Bíblia, São Paulo, 1994.
Hidden Wisdom
Magazine, Vol. 40, March-April 2001, Laurel, Abigail Paul, Editress
Dicionário Aurélio
Eletrônico, Junho 1996
CATE, Rodney M.,
Sally A. Courtship, citado no artigo The Dating Delemma - A Brief
History of Dating, Internet.
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