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A
perseguição religiosa e a resistência cristã
INTERNACIONAL
A perseguição religiosa representa um risco para todos os que
confessam Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Ao olhar para
o passado, podemos observar que a perseguição nunca se afastou
da Igreja de Cristo, apenas se alternou com períodos de
tolerância ao longo dos séculos. Apesar de hoje a Igreja cristã
no Ocidente gozar de liberdade, nada nos garante que durará para
sempre. E mesmo onde há um aparente relaxamento, a perseguição
assume formas sutis. Nosso desafio é fortalecer a igreja ao
redor do mundo e estarmos prontos para lidar com uma realidade:
a restrição desta liberdade religiosa nos próximos anos. O
dogmatismo religioso é um dos fatores que contribuem para com a
perseguição. As três maiores religiões do mundo, à exceção do
cristianismo – o islamismo, o hinduísmo e o budismo – exercem
forte pressão sobre as minorias cristãs em seus países de
predominância. O ressurgimento dessas religiões, ao longo do
século 20, acentuou conflitos decorrentes desse nacionalismo, já
que a religião identifica os diferentes grupos de pessoas. As
religiões populares, o ocultismo, as igrejas oficiais e a
polarização religiosa, bem como a opressão militar, também
provocam intolerância.
Governos totalitários
Mas, a religiosidade não é o único fator deflagrador da
perseguição. Os governos totalitários – sejam os comunistas,
como visto na China, Cuba, Vietnã e Coréia do Norte, sejam os
praticados nas ditaduras africanas, ou os movimentos
guerrilheiros subversivos na América Latina – exercem controle e
pressão sobre as ações que julgam colocar em risco seu poder.
Nessas conjunturas, o cristianismo é uma ameaça por pregar a
justiça e o respeito ao próximo. Em alguns países, a ausência de
um governo centralizado deixa as localidades entregues a
variáveis como guerra civil, tráfico de drogas e a própria
intolerância religiosa que, em muitos casos, acontece pela
omissão das autoridades locais. A impossibilidade de diálogo com
grupos locais autônomos dificulta a ação dos que defendem os
cristãos. Além disso, a dificuldade em distinguir uma real
perseguição religiosa geralmente limita estas ações.
Países em guerra
Nos países em que o terrorismo alimenta guerras infindáveis
entre tropas do governo, guerrilheiros, grupos paramilitares e
traficantes, os cristãos vivem sob fogo cruzado. A Igreja que se
recusa a tomar partido, torna-se inimiga de todos. Nem sempre a
perseguição religiosa se dá de forma tão perceptível. Toda a
Igreja está sujeita a desafios diários. Atualmente, cristãos
lutam contra barreiras criadas pela corrupção e pelo crime.
Freqüentemente são colocados diante de opções ilícitas para
realizar, até mesmo, a obra de Deus. E é preciso reafirmar a
ética e a moral cristã diante de tais circunstâncias.
Visão pluralista do mundo que nega a singularidade de Cristo
As ambições consumistas do capitalismo também podem representar
uma grande ameaça aos cristãos do mundo livre. A avalanche de
propaganda de produtos vende, também, valores morais distantes
do cristianismo. Os jovens cristãos são bombardeados por
conceitos que relativizam a Palavra de Deus. A visão pluralista
mundial de que todas as religiões são iguais, nega, claramente,
a singularidade de Cristo. E a expectativa é de que, no futuro
próximo, a liberdade da Igreja seja cada vez mais limitada. O
direito à liberdade religiosa foi dado por Deus, mas sabemos que
a maior parte do mundo não adota os princípios divinos como
parâmetro.
Renata Éboli
Gerente de Marca e Relacionamento da Portas Abertas
Fonte:
Missão
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