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O Autor Isaías
Autor: Isaias
Data: Entre 700 - 690 a.C
O Livro de Isaías é um
livro profético do Antigo Testamento. É uma peça central da literatura
profética do VT, na Bíblia. Sua importância é refletida também no Novo
Testamento, considerando-se que há mais de 400 referências diretas ao
livro, feitas pelos evangelistas e apóstolos.
O forte caráter e
ênfase messiânicos percebidos em toda a extensão do documento, muito
provavelmente colaboraram para conceder ao livro tamanha proporção
referencial entre os autores do Novo Testamento. Por causa disto também,
Isaías recebeu o epíteto de "o quarto evangelista".
Em seus dias, Isaías
viveu e narrou a tensão política e militar que o território de Israel
experimentava, com eventos decorrentes principalmente de um panorama
marcado por intensas e contínuas atividades bélicas e expansionistas que
estavam sendo realizadas pela monarquia egípcia, ao sul, e pelos
caldeus, ao Leste.
O início do ministério
profético de Isaías situa-se em 754 A.C., coincidindo com 2 datas
históricas precisas: a morte do rei Uzias de Judá, e a fundação de Roma.
Autor
O primeiro versículo deste livro coloca Isaías, o filho de
Amoz, como o seu autor. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”.
A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías; seu nome
é mencionado mais doze vezes no livro. Seu nome também aparece doze
vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr.
O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes
sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías. Argumentos diversos
favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão
igualmente distribuídas através de todo o livro; 2) referências à
paisagem e as cores locais são uniformes. A beleza de estilo superior na
poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela
mudança de assunto, de julgamento e súplica para consolo e segurança.
Data
O profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de
“Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1). Alguns aceitam que
o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei
Uzias morreu, que foi em cerca de 740 a.C (6.1,8). Entretanto, é
provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de
Uzias. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria, Senaqueribe, que
morreu em cerca de 680 a.C (37.37,38), ele deve ter sobrevivido a
Ezequias por alguns anos. A tradição diz que Isaías foi martirizado
durante o reinado de Manassés, filho de Ezequias. Muitos acreditam que a
forma “serrados” em Hb 11.37 é uma referência à morte de Isaías. A
primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de
Isaías, e os capítulos posteriores, após a sua retirada da vida pública.
Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 a.C, o seu
ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em
Israel, bem como o de Miquéias em Judá.
Contexto Histórico
Isaias profetizou no período mais crucial da história de
Judá e Israel. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado
cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes. Israel,
governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância, tinha
sucumbido ao culto pagão; Judá, sob Uzias, Jotão e Ezequias, manteve uma
conformidade exterior à ortodoxia, mas, gradualmente, caiu num sério
declínio moral e espiritual (3.8-26). Lugares secretos de culto pagãos
eram tolerados; o rico oprimia o pobre; as mulheres negligenciavam suas
famílias na busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e profetas
tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5.7-12,18-23;
22.12-14). Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o
rei Josias (640-609 aC), estava claro para Isaías que a aliança
registrada por Moisés em Dt 30.11-20 havia sido tão inteiramente
violada, que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá,
assim como o era para Israel.
Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da
fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. As forças
européias ainda não estavam preparadas para grandes conquistas, mas
diversas potências asiáticas estavam olhando para além de suas
fronteiras. A Assíria, particularmente, estava inclinada a conquistas ao
sul e ao oeste. O profeta, que era um estudioso dos assuntos mundiais,
podia ver que o conflito era iminente. A Assíria conquistou Samaria em
721 aC.
Cristo Revelado
Depois de sua ressurreição, Jesus caminhava com dois de
seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas as
Escrituras” (Lc 24.27). Para fazer isso, ele deve ter extraído muita
coisa do Livro de Is, porque dezessete capítulos contêm referências
proféticas a Cristo.
Cristo é citado como o “Senhor, Renovo do Senhor, Emanuel,
Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz,
Raiz de Jessé, Pedra Angular, Rei, Pastor, Servo do SENHOR, Eleito,
Cordeiro de Deus, Líder e Comandante, Redentor e Ungido”
O Cap. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra
expiatória do Messias. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um
modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. Ele é
citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52.15 (Rm
15.21); 53.1 (Jo 12.38; Rm 10.16); 53.4 (Mt 8.17); 53.5 (Rm 4.25; 1Pe
2.24); 53.7-8 (At 8.32-33); 53.9 (1Pe 2.22); 53.10 (1Co 15.3-4); 53.12
(Lc 22.37). Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap. 53 em
adição às citações diretas.
O Espírito Santo em
Ação
O Espírito Santo é mencionado especificamente quinze vezes,
sem contar as referências ao poder, efeito ou influência do Espírito que
não citam seu nome. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES
pode ser descrita:
A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalecê-lo, para
seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11.1-12); como o Servo
sofredor do Senhor, que irá fazer cura, libertação, iluminação e justiça
às nações (42.1-9); como o Ungido (Messias) em seus dois adventos
(61.1-3; Lc 4.17-21).
O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar
triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44.1-5; 63.1-5),
para protegê-los de seus inimigos (59.19) e para preservar Israel em
relacionamento de concerto com o SENHOR (59.21). Entretanto, Israel deve
ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63.10; Ef 4.30).
A operação do ES na criação e na preservação da natureza
(40.30; ver também 48.16)
O Senhor Jesus, que teve seu ministério terreno realizado
no poder e unção do ES, como Isaías havia profetizado, prometeu derramar
seu Espírito sobre a Igreja, pra fortalecê-la para o ministério no
cumprimento da Grande Comissão.
Esboço de Isaías
I. Profecia de
denúncia e convite ( parte I) 1.1-35.10
Mensagem de Julgamento e promessas 1.1-6.13
Mensagem concernente ao Emanuel 7.1-12.6
Mensagem de Julgamento sobre as nações 13.1-24.23
Mensagem de Julgamento, louvor, promessa 25.1-27.13
Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel
28.1– 33.24
Resumo 34.1-35.10
II. O procedimento de
Deus com Ezequias 36.1-39.8
Deus liberta Judá 36.1-37.38
Deus cura Ezequias 38.1-22
Deus censura Ezequias 39.1-8
III. Profecia de
consolo e paz (parte II) 40.1-66.24
A garantia de consolo e paz 40.1-48.22
O Servo do Senhor, o Autor do consolo e da paz
49.1-57.21
A realização do consolo e da paz 58.1-66.24
Isaías foi filho de
Amos (não Amoz, o profeta vaqueiro) e viveu na corte dos reis de Judá.
Há indicações de que talvez fosse primo de Uzias. Escriba e relator dos
anais históricos da casa davídica, tinha preeminência e liberdade
suficiente para transitar próximo ao poder político e tomar
conhecimento, em primeira mão, das políticas e estratégias do Estado
monarca judeu.
Letrado, culto e
politicamente privilegiado, pode ter feito parte da casta sacerdotal de
Jerusalém.
Martírio
Profetizou durante os
reinados de Uzias, Jotão, Ezequias, e provavelmente durante seus últimos
oito anos de vida, sob a opressão maligna do reinado de Manassés,
responsável por seu martírio, segundo a tradição rabínica, quando com 92
anos de idade.
Isaías permaneceu até o
final de seus dias denunciando o rei por seus crimes e comportamento
hediondo. Enfurecido, Manassés o teria colocado dentro de um tronco e,
barbaramente, o serrado vivo ao meio.
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Testamento
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/
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Bíblia de Estudos Plenitude
Pr.
Adelcio Ferreira
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