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HISTÓRICO ENTRE AS EPÍSTOLAS AOS CORÍNTIOS.
Ao escrever a primeira epístola, Paulo se encontrava em
Éfeso. Ali ocorreu grande tumulto porque os comerciantes de imagens
estavam perdendo seus lucros após as pregações de Paulo. Diante da
perseguição, o apóstolo vai para Trôade. Por esse tempo, ele se sentia
angustiado pela expectativa em relação à igreja de Corinto. Eram
"combates por fora e temores por dentro". Paulo aguardava a chegada de
Tito. De Trôade, Paulo vai à Macedônia. Pouco depois, Tito chega com
notícias de Corinto. (At.19.30 a 20.1 II Cor.2.12-13; 7.5-10,13).
De acordo com as informações de Tito, a epístola enviada
recentemente, havia provocado tristeza e arrependimento em alguns e
rebeldia em outros. O pecador de I Cor. 5 estava arrependido e acerca
dele Paulo dá instruções em II Cor.2 para que a igreja o receba e o
perdoe.
Havia falsos apóstolos agindo entre os coríntios (II
Cor.11.3,13; 12.11), os quais procuravam desmoralizar a pessoa e a
mensagem de Paulo (I Cor.1.17; 10.9-10; 11.1,6,16).
A HIPÓTESE DA CARTA DESAPARECIDA
Normalmente, se considera que as reações relatadas por
Tito se refiram à epístola que conhecemos como I Coríntios. Entretanto,
existe a hipótese de que, após o envio da primeira epístola, Paulo tenha
visitado Corinto. Nessa oportunidade, ele teria sido gravemente ofendido
por alguém (II Cor.2.5-11; 7.12). Logo depois, teria enviado uma
epístola muito emocionada, a qual não teria chegado ao nosso
conhecimento ou então seria correspondente aos capítulos 10 a 13 de II
Coríntios. De acordo com essa hipótese, as reações mencionadas em II
Cor.7.8-12 seriam referentes a essa suposta epístola e o homem de II
Cor.2.5 seria aquele que ofendeu pessoalmente o apóstolo. Contudo, essa
suposição não foi comprovada.
INFORMAÇÕES GERAIS
Autor: Paulo (e Timóteo)
Data: 57 d.C.
Local: Macedônia
Classificação: eclesiologia
Tema: Defesa do apostolado de Paulo
Texto chave: 3.1; 5.12; 6.3; 7.2; 10.2-3; 11.5-6; 12.11;
13.3.
CARACTERÍSTICAS DA EPÍSTOLA
Bastante pessoal e emocionada. Mistura amor, censura e
indignação. Fala a dois grupos na igreja: os obedientes e os rebeldes.
OS OBEDIENTES E OS REBELDES.
No estudo da primeira epístola, vimos que a igreja de
Corinto estava dividida em partidos, de acordo com as preferências
individuais. Na segunda epístola vemos a igreja dividida em dois grupos:
os obedientes e os rebeldes. Afinal, esta é diferença que importa. É sob
esse ponto de vista que Deus nos observa. Seja qual for a nossa
preferência política ou pessoal, precisamos examinar a nós mesmos afim
de sabermos a qual grupo pertencemos no que diz respeito à obediência.
OS ATAQUES AO MINISTÉRIO DE PAULO
Como acontecia em vários lugares, muitos judeus
convertidos ao cristianismo queriam impor a lei mosaica aos cristãos
gentios. Tais judeus são, normalmente, chamados de "judaizantes" devido
ao seu esforço por judaizar o cristianismo. Estes, fizeram diversos
ataques ao ministério de Paulo. Os ataques aos ministros de Deus sempre
ocorrem. O ataque é normal. As perseguições fazem parte da vida cristã.
Contudo, é preciso ver se as acusações contra nós são justas ou não.
Como disse Pedro, nenhum de nós deve padecer como transgressor, mas como
cristão (I Pd.4.15-16).
Como não havia nenhum motivo concreto com que pudessem
acusar Paulo, os judaizantes apelavam para quaisquer argumentos
possíveis. Até mesmo uma mudança dos planos de viagens de Paulo foi
usada por eles para o acusarem de leviandade, ou imprudência (II
Cor.1.17).
Outro ponto muito explorado foi a expectativa grega em
relação aos líderes. Ao que tudo indica, Paulo não correspondia ao
padrão grego . As credenciais gregas de um grande líder seriam, entre
outras, uma ótima aparência e admirável eloqüência. Apolo estaria mais
próximo desse paradigma (At.18.24). Talvez isso tenha contribuído para
que muitos coríntios tenham se unido em torno do seu nome, formando um
partido na igreja (I Cor.1.12). Enquanto isso, Paulo era alvejado pelas
infâmias dos falsos apóstolos que pesavam o seu ministério com base em
valores humanos e filosóficos. Tais argumentos não eram associados ao
judaísmo mas bem poderiam servir como excelentes armas circunstanciais
para os ataques dos judaizantes contra o ministério de Paulo. Além de
derrubar do pedestal as credenciais da aparência e da eloqüência, Paulo
atinge frontalmente o legalismo dos judaizantes ao se referir à lei como
"ministério da morte" (3.7) e "ministério da condenação" (3.9). Desse
modo, Paulo não ridiculariza a lei, mas coloca-a no seu devido lugar em
relação à obra de Cristo.
A DEFESA DO MINISTÉRIO DE PAULO
Assumindo o papel de seu próprio advogado, Paulo se
lança em seu discurso de defesa pessoal. No embasamento de suas
colocações, ele trata da expectativa e da perspectiva da
igreja em relação aos ministros de Deus. A expectativa se refere àquele
padrão que temos em mente em relação aos requisitos que um "homem de
Deus" deve preencher. Será que tais requisitos correspondem aos padrões
divinos?
A perspectiva é a visão que temos acerca dos líderes que
conhecemos. Esta visão pode até não corresponder à realidade, mas estar
alterada por conceitos que formamos em nossa mente a respeito da pessoa.
A perspectiva pode estar errada. Isso acontece quando temos uma idéia a
respeito do líder que difere de sua própria realidade ou do padrão
bíblico. Esta abordagem se encontra também na primeira epístola. Os
cristãos formavam partidos em torno dos líderes. Então, Paulo lhes
escreve dizendo que os líderes deviam ser vistos de maneira mais
simples, embora importantes quanto à sua missão. Então, em I Coríntios,
o apóstolo questiona: "Quem é Paulo? Quem é Apolo?" (I Cor.3.11). Na
seqüência, utilizando figuras de linguagem, ele apresenta os líderes
como:
- Agricultores – aqueles que semeiam,
plantam, cuidam e colhem – 3.6-8.
- Colaboradores – aqueles que ajudam - 3.10.
- Edificadores – aqueles que constroem -
3.10.
- Despenseiros – aqueles que alimentam no
tempo certo - 4.1.
- Ministros (= servos) – aqueles que servem
- 4.1.
- Sofredores! – 4.9-13 – (Paulo se refere aos
ministros como: últimos, condenados, espetáculo, loucos, fracos,
desprezíveis. Esta seria a visão do mundo a respeito deles).
- Exemplo para a igreja – 4.16.
Tipos de perspectiva em relação aos ministros de
Deus.
Vasos de ouro ou de barro?
A perspectiva é a visão que se tem de alguma coisa. Isso
varia de acordo com a posição em que o observador se encontra em relação
ao objeto observado. Essa posição pode ser inferior, superior, distante,
longínqua, etc. Essas variações vão alterar, não o objeto, mas a visão
que se tem dele. Assim também, a perspectiva a respeito dos ministros
varia e, algumas vezes, torna-se distorcida por posições extremadas.
Erro 1 – Valorização exagerada
Alguns vêem os ministros como vasos de ouro.
Assim, o valor não estaria no conteúdo mas no recipiente. Já não
interessa mais o que está dentro do vaso, nem se existe ali algum
conteúdo. O valor está no vaso em si. Vistos como vasos de ouro, os
ministros são considerados inquebráveis, infalíveis. Isso
pode conduzir ao enriquecimento material do líder e a
idolatria da sua pessoa. Parece que esta era a visão dos coríntios
ao formarem partidos em torno dos nomes dos apóstolos. A história
mostrou o agravamento desse problema, ao ponto de hoje haver quem se
refira aos apóstolos como santos, como ídolos, no sentido mais grave do
termo. O próprio apóstolo Paulo recebeu o título de "São Paulo" e
inúmeras são as homenagens póstumas à sua pessoa.
Erro 2 – Desvalorização e desprezo
O outro extremo é a consideração do ministro como um
vaso de material desprezível, vazio e inútil. Essa perspectiva traz como
conseqüência a falta de submissão, falta de reconhecimento e até a falta
de sustento material para o ministro.
A perspectiva correta – ponto de equilíbrio
"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que
a excelência do poder seja de Deus, e não de nós." (II Cor.4.7). Os
ministros devem ser vistos como vasos de barro contendo um tesouro
precioso, que é Cristo. O servo de Deus não deve ser idolatrado, nem
desprezado, mas amado. Sendo de barro, o vaso é quebrável. O servo de
Deus não é infalível. O vaso é quebrável mas não pode estar quebrado.
Embora sejamos sujeitos ao erro, não podemos nos dar ao direito de
cometer determinados erros. Evidentemente, precisamos combater todo tipo
de erro, mas alguns são mais destrutivos do que outros, principalmente
para a reputação o líder. O vaso quebrado não tem utilidade. O vaso de
barro é frágil e precisa ser tratado com cuidado. O vaso não pode cair.
Como disse Paulo, "aquele que pensa estar de pé, cuide para que não
caia." ( I Cor.10.12). Embora seja de barro, esse vaso contém um grande
tesouro. O maior valor está no conteúdo e não no vaso. Contudo, o vaso
se reveste de grande importância em função do seu conteúdo e da sua
utilidade.
O mais importante é a mensagem, a notícia, e não o
mensageiro. Porém, o mensageiro deve ter credibilidade para que a
mensagem não seja rejeitada ou desacreditada.
Ao falar da fragilidade do vaso, Paulo menciona a
mortalidade humana. O corpo humano é um vaso de barro. É corruptível (II
Cor.4.16). É mortal (5.4). Vai se desfazer (5.1). Sua abordagem se
concentra então sobre a questão da morte física. Isso precisava ser
enfatizado para combater a supervalorização grega em relação à
aparência. (II Cor.4.16 a 5.12; 10.7). Seu enfoque sobre a fragilidade
do vaso inclui também aspectos circunstanciais em confronto com a
condição interna do servo de Deus (II Cor.4.8-11):
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Por fora |
Por dentro |
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Atribulados |
não angustiados |
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Perplexos |
não desanimados |
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Perseguidos |
não desamparados |
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Abatidos |
não destruídos |
|
Morte |
vida |
Paulo não deixa o assunto terminar numa atmosfera
negativa. Ele diz que a vida de Cristo vai se manifestar em nossa carne
mortal (II Cor.4.11). A manifestação do poder de Deus supera os nossos
limites e isso alcançará seu maior significado na ressurreição dos
justos, quando "o mortal será absorvido pela vida" (II Cor.5.4).
Através de suas colocações, Paulo apresentou a
fragilidade das credenciais aparentes que os coríntios esperavam ver nos
líderes cristãos (5.16).
CARACTERÍSTICAS DO MINISTÉRIO DE PAULO
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Sem lucro pessoal. II Cor.11.9.
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Exercido com grande esforço e sacrifício (6.3-10;
11.23-29).
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Consolador – 1.4-7.
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Sofredor – 1.5-9; 4.8-12; 5.4; 6.4-10; 7.5;
11.24-28.
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Santo, simples, sincero, verdadeiro – 1.12; 2.17;
4.2; 7.2.
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Constante – 1.17-19; 4.1,16.
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Interessado pelo bem da igreja, zeloso – 2.3-4;
7.7-8; 11.2-3,7; 12.20-21.
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Triunfante – 2.14; 4.8-9; 12.10.
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Abnegado (desprendido) – 4.5,11; 5.13; 11.7,9.
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Motivado pelo amor de Cristo – 4.5,11; 5.14.
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Espiritual – 4.18; 5.16; 10.4.
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Persuasivo – 5.11,20; 6.1; 10.1-2.
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Reconciliador – 5.19-21.
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Produtivo – 12.12.
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Com autoridade – 2.9; 13.2; 10.1-11.
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Capacitado por Deus – 3.5.
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CREDENCIAIS DO MINISTÉRIO DE PAULO
Para combater os esforços daqueles que procuravam
desmoralizar o ministério de Paulo, ele apresentava suas credenciais.
Credencial é "aquilo que atribui crédito". O que podemos apresentar às
pessoas para que creiam na legitimidade do nosso ministério? Um diploma?
Terno e gravata? Um documento de identidade?
As credenciais esperadas pelos coríntios eram apenas boa
aparência e eloqüência. Tais fatores não são negativos em si mesmos. São
até desejáveis. Porém, podem constituir meios facilitadores do engano.
Portanto, a beleza e a boa comunicação não servem como parâmetros para
se julgar um servo de Deus. Jesus disse: "Acautelai-vos, porém, dos
falsos profetas, que vêm até vós disfarçados em ovelhas, mas
interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os
conhecereis..." (Mt.7.15-16). Alguns queriam também que Paulo mostrasse
cartas de apresentação (II Cor.3.1), talvez emitidas pelos apóstolos de
Jerusalém.
Paulo não tinha tais cartas, nem beleza, nem eloqüência.
Então, quais seriam suas credenciais?
As credenciais do servo de Deus são, primeiramente,
espirituais. É o selo do Espírito Santo, a vocação e aprovação
divina, os dons para o ministério, etc. Contudo, isso só serve como
testemunho no mundo espiritual. Diante dos homens, precisamos apresentar
credenciais visíveis. Nessa hora, a fé não é suficiente. É
necessário que se apresentem obras. Pedro disse ao aleijado: "Olha para
nós!" (At.3.4). As pessoas estão nos olhando e precisam ver alguma coisa
para que creiam. Precisam ver o nosso testemunho.
Isso nos leva a um cuidado para com a nossa vida, afim
de que o nosso ministério não seja censurado (II Cor.6.3). Isso pode
levar até à renúncia de coisas legítimas pelo bem da obra de Deus (II
Cor.11.9). Por incrível que pareça, o ministério do servo de Deus
precisa de aprovação humana (Rm.14.18). Isso não significa que todos vão
aprová-lo. Contudo, se todos o reprovarem, ele será inútil, pois não
alcançará ninguém. A relação do ministro com o poder, o dinheiro e o
sexo são pontos em destaque dentro do testemunho e das credenciais do
ministério.
Credenciais do apostolado de Paulo
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Autenticado pelo Senhor – II Cor.1.1,21,22; 3.5,6;
4.6.
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Pelas obras – II Cor. 12.12.
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Pelos perigos e sofrimentos – II Cor.6.4-10;
11.23-27.
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Pelas revelações divinas – II Cor.12.1-5.
-
Paulo se admira de que os coríntios estivessem se
deixando levar pela idéia de exigir-lhe credenciais. Eles próprios eram
frutos do trabalho de Paulo. "Vós sois a nossa carta, escrita em nossos
corações", disse o apóstolo (II Cor.3.2). Eles seriam ainda a glória de
seu ministério diante de Deus (II Cor.1.14).
Entre suas credenciais, Paulo dá destaque ao sofrimento.
Isso não é o tipo de credencial que os gregos esperavam. Eles devem ter
ficado decepcionados. Aliás, isso deve decepcionar a muitos que têm uma
expectativa colorida a respeito do evangelho, aguardando apenas
benefícios sem tribulações. Pelo cristianismo poderemos sofrer muitas
perseguições e possíveis privações (II Cor.11.27). Isso não combina com
o "evangelho da prosperidade". Paulo e sua experiência também não
combinam com um discurso que promete riqueza e ausência de sofrimento.
Jesus não prometeu isso (João 16.33).
Paulo até se gabava de ter sofrido mais do que outros
que se diziam servos de Deus (11.23-28; 12.10). Aquele que nada sofre,
que nenhum risco corre, que nenhum fruto produz, poderá ter o seu
ministério desacreditado até por si mesmo.
GLORIANDO NA TRIBULAÇÃO E NAS FRAQUEZAS
Paulo nos surpreende quando se gloria na tribulação (II
Cor.11.30). Isso nos parece estranho, mas tal atitude se dá porque Paulo
tem em vista o resultado de um processo, e também considera uma
honra sofrer pelo nome de Jesus. Como escreveu aos Romanos, "a
tribulação produz perseverança" (Rom.5.3). A tribulação não é
inútil. Ela produz alguma coisa. Nisso está o seu valor. Assim como uma
cicatriz é um tecido mais resistente do que a pele normal, a tribulação
vai produzindo em nós maior resistência, de modo que nos tornamos cada
vez mais capazes para enfrentarmos diversas dificuldades futuras.
Gloriar-se nas fraquezas não significa gloriar-se no
pecado, mas nas limitações e incapacidades próprias do ser humano.
Novamente, a proposição nos surpreende. Qual será o valor da fraqueza? É
por causa das nossas fraquezas que recebemos as manifestações do poder
de Deus.
Desenvolvendo o tema, relacionamos então os seguintes
elementos:
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Fraqueza humana |
poder de Deus. |
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Problemas |
milagres |
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Crises |
oportunidades |
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Desafios |
crescimento |
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Necessidades |
provisão. |
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Incapacidade |
capacidade (II Cor.3.5). |
Paulo tinha um "espinho" na carne, o qual não foi tirado
pelo Senhor. Isso talvez seja uma enfermidade nos olhos, conforme
dedução incerta de Gálatas 4.15. O certo é que Paulo tinha um problema
que Deus não solucionou no momento em que o apóstolo orou. Isso nos
mostra que nem todos os nossos pedidos serão atendidos. Devemos nos
lembrar de que em tudo isso Deus tem um propósito.
ESBOÇO (II COR.)
I – Saudações – 1.1-2.
II – Tribulações antes da volta de Tito – 1.3-14.
III – Primeiro plano de visita. Defesa de Paulo. 1.15-24
IV – Mudança de planos. Arrependimento e perdão. –
2.1-11.
V – Credenciais do ministério – 2.12-17.
VI – Contrastes entre a velha e a nova aliança. –
3.1-18.
VII – A responsabilidade de Paulo.
Sua idoneidade e dependência de Cristo – 4.1-18.
VIII – A vitória sobre a morte – 5.1-9.
IX – O juízo e a urgência da mensagem de salvação.
O ministério da reconciliação – 5.10-21.
X – Os sofrimentos de Paulo e exortação à santidade. 6.1
a 7.1.
XI – Recomendações diversas. Os efeitos da primeira
carta – 7.2-16.
XII – A coleta para os irmãos de Jerusalém – 8.1 a 9.15.
XIII – Defesa da autoridade apostólica de Paulo –
10.1-18.
XIV – Defesa diante dos judaizantes. Os falsos
apóstolos.
Os sofrimentos de Paulo – 11.1-29.
XV – Os sofrimentos de Paulo. Suas revelações, sinais e
receios – 11.30 a 12.18.
XVI – A próxima visita. Saudações – 12.19 a 13.13.
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Adaptado: Pr. Adelcio Ferreira
Fonte: Apostilas SEBEMGE -
Seminário Batista do Estado de Minas Gerais
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