Cap. 1 - ESTUDOS EM
JOÃO
Introdução ao
Evangelho de João
1. Autor.
João o Apóstolo. Observa os versículos 21:20 e 24 deste livro que indica
que foi João o Apóstolo que escreveu este Evangelho. Também leia (13:23.
19:26. 20:2. 21:7, 20, 24) para ver que João fala de si mesmo quando diz
"aquele discípulo a quem Jesus amava" e que "reclinou no seio de Jesus".
2. Data do Livro.
90 d. C. O último Evangelho para ser escrito.
3. O pai e a mãe
de João.
O nome do pai de João era Zebedeu (Mt. 4:21). Parece que o nome da mãe
de João era Salomé (Mt. 27:56. Mc. 15:40). Comparando estes dois
versículos podemos ver que Marcos dá o nome dela e Mateus só diz que ela
é a mãe dos filhos de Zebedeu.
4. A Profissão de
João.
João era pescador. Ele trabalhava junto com seu irmão Tiago e seu pai
Zebedeu. Eles tinham jornaleiros (empregados) no seu serviço e um barco
de pescar. Moravam em Capernaum perto do Mar da Galiléia onde pescava
(Mc. 1:16-21). Tudo isto mostra que João era homem de condição e que
trabalhava e não homem parado nem preguiçoso. Também João era conhecido
do sumo sacerdote em Jerusalém (João 18:15-16). João tinha uma casa em
Jerusalém? (João 19:26-27). É bem provável. Depois da ascensão do Senhor
Jesus Cristo João continuou em Jerusalém durante alguns anos (Atos 1:14.
3:1. 4:13. 8:14). Durante este tempo que ficou em Jerusalém, parece que
ficou cuidando a mãe de Jesus na sua própria casa. Muitos antigos
disseram que João ficou em Jerusalém quinze anos depois da ascensão de
Jesus Cristo, até que Maria morreu.
5. O Apelido dele.
O apelido dele era Boanerges que significa filho do trovão (Mc. 3:17).
Porque este apelido? Porque João era homem de um temperamento forte,
duro, valente e severo (Lc. 9:49-54). Tiago e João (todos dois) eram
apelidos os filhos do trovão porque os dois tinham o mesmo temperamento
bravo.
6. Discípulo de
João o Batista.
João o Apóstolo era discípulo de João o Batista primeiramente (João
1:35-40). João o Batista guiou André e João, dois dos seus discípulos,
para seguir Jesus, e eles foram seguí-lO.
7. Círculo
Interno.
João era um dos discípulos mais perto de Jesus. Até é provável que
estivesse o mais perto de Jesus. (João 13:23. 19:26. 20:2. 21:7, 20,
24).
8. O Tema do
Livro.
Jesus Cristo o Filho de Deus, que Jesus Cristo é Deus mesmo. O versículo
chave do livro é 20:31.
9. O Esboço do
livro.
1. Prólogo.
1:1-34. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Ensina a preexistência
de Jesus Cristo e sua eternidade. Nos versículos 15-34 dá o testemunho
de João o Batista sobre Jesus Cristo.
2. O Ministério
Público de Jesus Cristo para os judeus.
1:35 - 12:50.
3. O Ministério
Pessoal de Jesus Cristo para os Seus Discípulos.
13:1 - 17:26.
4. O Clímax
Sofredor e Triunfal de Jesus Cristo.
A crucificação e a ressurreição de Jesus Cristo. 18:1 - 20:31.
5. Epílogo.
Os últimos conselhos de Jesus Cristo para o Seu povo "até que venha" (v.
23). 21:1-25.
10. Genealogia.
O Evangelho de João começa dizendo e mostrando que Jesus é o Deus eterno
(Jeová). O tema do livro é "Jesus Cristo o Filho eterno de Deus", e por
isso começa dizendo esta verdade bem no princípio do livro. No livro de
João, Jesus diz muitas vezes "Eu sou". Nota o que diz em Êxodo 3:14.
11. Milagres.
Jesus fez oito milagres neste livro. 1. A água feita vinho. (2) 2. A
cura do filho do régulo (4). 3. A cura do paralítico de Betesda. (5) 4.
A multiplicação dos pães. (6) 5. Jesus andou sobre o mar. (6) 6. A cura
do cego de nascença. (9) 7. A ressurreição de Lázaro. (11) 8. A pesca
milagrosa. (21) Estes oito milagres mostram que Jesus Cristo é o Deus
Todo-Poderoso que tem poder de transformar (converter) uma coisa má para
boa. Observa como é que isto é ensinado nos milagres deste livro.
1. A água feita
vinho.
Transformar de tristeza para alegria.
2. A cura do filho
do régulo.
Transformar de doença para saúde.
3. A cura do
paralítico de Betesda.
Transformar de paralisia para energia.
4. A multiplicação
dos pães.
Transformar de fome para abundância.
5. Jesus andou
sobre o mar.
Transformar de inquietação para tranqüilidade.
6. A cura do cego
de nascença.
Transformar de trevas para a luz.
7. A ressurreição
de Lázaro.
Transformar de morte para a vida.
8. A pesca
milagrosa.
Transformar de falha para vitória.
Estes milagres dão
a prova absoluta da divindade de Jesus Cristo e também mostram o poder
transformador que o Filho eterno de Deus opera "naqueles que crêem no
seu nome" (1:12). O poder do Filho de Deus que opera nos eleitos
transforma as suas vidas maravilhosamente. Nota também que João 1:13 diz
exatamente isto, que o poder para a salvação não vem da vontade humana,
mas de Deus.
12. Uma Comparação
Notável.
Esta comparação é entre Jesus Cristo e o Tabernáculo do Velho
Testamento. No princípio do livro de João, diz no primeiro capítulo e
versículo 14 que Jesus Cristo "se fez carne e habitou entre nós, e vimos
a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade". A palavra "habitou" significa acampar em tenda como Deus fez
no tabernáculo em Israel. A presença de Deus habitou no tabernáculo do
Velho Testamento no meio do povo aqui na terra. O tabernáculo
simbolicamente mostrou Jesus Cristo visivelmente ao mundo. Do mesmo
jeito Jesus Cristo (Jeová, Deus Eterno) se fez carne e habitou
pessoalmente aqui na terra no meio do povo. Para mostrar esta verdade
ensinada em João 1:14 mais claramente, vamos inventar uma palavra que
realmente não existe na língua portuguesa. A palavra inventada seria o
verbo tabernacular, que significaria acampar em tenda como Deus fez no
Velho Testamento. Assim este versículo seria assim: "E o verbo se fez
carne e tabernaculou entre nós, e vimos a sua glória, como a
glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade". Então, Jesus
Cristo era o cumprimento de tudo que foi simbolizado no tabernáculo.
Mas, como o tabernáculo era uma coisa temporária no mundo para
simbolizar Cristo, também Cristo tabernaculou no mundo
temporariamente, agora está no céu à destra do Pai.
No livro de João
Jesus Cristo é apresentado no versículo 1:14 como o cumprimento do
tabernáculo e depois é mostrado como é que fica o cumprimento dele.
Vamos ver ! Observa que João começa na entrada do tabernáculo indo para
o interior dele, até ficar na presença santa de Deus, mostrando como é
que um pecador possa entrar na presença do Deus Santíssimo.
1. O Altar de
Holocaustos.
(1:29 e 36) "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo".
2. A Pia de Cobre.
(3) Jesus Cristo limpa de todo pecado.
3. A Mesa de Pão.
(4-6) Jesus Cristo é o pão da vida.
4. O Castiçal de
ouro puro.
(8-9) Jesus Cristo é a luz do mundo.
5. O Altar de
Incenso.
(14-16) Jesus Cristo é O Grande Intercessor (Mediador) do seu povo que
ensina seu povo orar.
6. A Arca da
Aliança.
(17) Aqui Deus nos deixou olhar pelo véu por dentro do lugar santíssimo
e ver Jesus Cristo, O Grande Sumo Sacerdote, intercedendo pelo seu povo.
7. O
Propiciatório.
(18-19) O sangue do cordeiro derramado para fazer propiciação. Podemos
ver que depois que o Sumo Sacerdote espargiu o sangue do cordeiro no
propiciatório que ele saiu para abençoar o povo dizendo que era feito o
derramamento de sangue. Foi isto que Jesus fez em João 20-21 quando Ele
ressuscitou dos mortos se mostrando que a salvação era feita
eternamente.
Cap 2 - ESTUDOS EM
JOÃO
A PRIMEIRA DIVISÃO
DO LIVRO - JOÃO 1:1-34
O PRÓLOGO
Primeiramente
vamos notar quatro nomes do Senhor Jesus Cristo
que João deu no Prólogo que chamam a nossa atenção. 1. O Verbo. (1-3) 2.
A Vida. (4) 3. A Luz. (4-10) 4. O Filho. (34) Dois destes nomes (o Verbo
e o Filho) falam do relacionamento que Jesus tem para com seu Pai. Os
outros dois (A Vida e a Luz) falam do relacionamento que Jesus tem para
com os homens.
Jesus Cristo é o
Verbo.
Ele é a Palavra de Deus ou Quem fala expressando e revelando Deus para
os homens eternamente. Antes da criação do universo e do homem e tudo
que há Jesus Cristo era e é o Verbo (a palavra de Deus). Não diz desde o
princípio, mas no princípio, mostrando a sua preexistência e eternidade.
Ele estava com Deus no princípio, mas também era Deus no princípio.
Jesus Cristo é essencial, eterna e verdadeiramente Deus.
Jesus Cristo é o
Filho de Deus.
O Pai Eterno somente pode ter Filho Eterno. Como o Pai não tem princípio
nem fim de dias, também o Filho não tem princípio nem fim. A Paternidade
Eterna de Deus significa a Filiação Eterna do Filho de Deus.
Jesus Cristo é a
Vida.
Toda vida vem dEle, procede dEle. A vida física, espiritual e eternal.
Se lembra da criação do universo em Gênesis 1?
Jesus Cristo é a
Luz.
Sem Jesus Cristo não há luz, mas somente trevas. É só Jesus Cristo que
pode dar a luz do Evangelho e nos tirar das trevas para a luz
maravilhosa de Deus. De novo, se lembra da criação em Gênesis 1?
Outros quatro
nomes de Jesus Cristo que chamam a nossa atenção em João o primeiro
capítulo. 1. O Cordeiro de Deus. (18) 2. O Messias. (41) 3. O Rei. (49)
4. O Filho do Homem. (51)
Jesus Cristo é o
Cordeiro de Deus
imaculado e incontaminado que deu a sua vida para salvar o seu povo dos
seus pecados.
Jesus Cristo é o
Messias
prometido por Deus do Velho Testamento que nasceu de uma virgem para ser
o Salvador. Ele é "Deus conosco".
Jesus Cristo é o
Rei de
Israel que um dia reinará como o Rei dos reis aqui na terra com Israel
durante mil anos pessoal, literal e visivelmente.
Jesus Cristo é o
Filho do homem
que é o único mediador entre Deus e os homens. Jesus Cristo era tanto
homem quanto Deus, e tanto Deus quanto homem. Só assim podia ser o
Salvador.
O Prólogo do Livro
de João.
1:1-18.
1. A Divindade e a
Encarnação de Jesus Cristo.1:1-4.
O livro começa
logo dizendo que Jesus Cristo é o eterno Deus (Jeová), o Filho de Deus.
Vamos observar algumas verdades ensinadas nos versículos 1-5.
O nome Verbo.
"Verbo" significa Palavra. Jesus Cristo é a Palavra de Deus. Ele é o
comunicador e/ou o revelador da verdade divina, ou a Palavra de Deus.
Jesus Cristo é a Palavra de Deus personificada. Observa João 14:6, I
João 5:7 e Ap. 19:13. Os judeus antigos do Velho Testamento usaram este
termo (Verbo ou Palavra) para referir ao Messias. Por isso, os judeus
entenderam o que foi falado com este termo "Verbo".
O Verbo era no
princípio.
Quando a Bíblia fala "o princípio" no versículo 1, fala sobre o
princípio da criação do universo por Deus (Gn. 1:1). Isto mostra a
existência de Jesus Cristo antes da sua encarnação, a existência eterna
dele.
O Verbo estava com
Deus. O
Filho e O Pai são duas pessoas distintas, diferentes, e inconfundíveis.
Eles estavam juntos, mas separados.
O Verbo era Deus.
Jesus Cristo é Deus em todas as maneiras. Deus o Pai e Deus o Filho são
iguais e um só Deus. É a verdade porque a Bíblia diz que é, mas é uma
verdade que ao homem é impossível entender.
O versículo dois
reforça
a verdade ensinada no primeiro versículo. Jesus Cristo é o Filho eterno
de Deus, não só uma idéia ou pensamento na mente de Pai que existiu na
eternidade toda junto ao Pai.
Jesus Cristo é
criador de tudo que há
(v. 3). Não pela evolução nem chance, mas pela Palavra (Verbo eterno) de
Deus. Este versículo identifica Jesus como sendo Deus (Gn. 1:1-3). Nota
que o Deus Triúno é quem criou o universo. É só Deus que pode criar.
Nele estava a
vida.
Jesus Cristo tem vida em Si. Ele não recebeu-a de outro. Ele é a fonte e
doador e sustentador de toda vida. Jesus Cristo é a fonte, doador e
sustentador de todo tipo de vida; física (humana, vegetal e animal),
espiritual e eterna.
A vida era a luz
dos homens.
"A vida" é outro nome para Jesus Cristo. Então diz que Jesus Cristo é a
luz do mundo. Sem Ele não há luz. A luz de Jesus Cristo está brilhando
no mundo, é só que o homem natural não tem a capacidade de vê-la.
A luz resplandece
nas trevas.
"A luz" é outro nome para Jesus Cristo também. Em I João 1:5 diz que
Deus é luz. Então é outra prova que Jesus é Deus. Esta luz resplandeceu
nas trevas, mas as trevas não perceberam a luz. Fala do mundo que não
pode ver "O Sol da justiça" (Jesus Cristo, Mal. 4:2) apesar do fato que
está brilhando fortemente, porque o mundo está cego espiritualmente. O
problema não é com a luz, mas sim com o homem que está cego total e
espiritualmente. A luz faz duas coisas: mostra a cegueira espiritual
humana porque o homem não vê a luz; e revela todo defeito, falha e
pecado que o pecador tem. A luz é boa, é o homem que é ruim.
2. João o Batista.
1:6-14.
Estes versículos
falam sobre o ministério de João o Batista, que era o precursor do
Messias Jesus. Nota algumas verdades ensinadas nestes versículos.
João foi enviado
para ser o precursor de Cristo (Messias).
Foi profetizado no Velho Testamento que João ia fazer isto (Isa. 40:3,
Mal. 3:1). João o Batista veio para ser testemunha, para testificar da
"luz Jesus Cristo". João não era a luz, mas somente a testemunha da luz.
João veio para preparar um povo para o Senhor Jesus Cristo usar para
estabelecer e organizar a sua primeira igreja em Jerusalém (Lc. 1:17).
João fez isto pregando o Evangelho e batizando os convertidos. Foi por
isso que Deus enviou João. Deus autorizou João para anunciar o Messias e
batizar os convertidos. Jesus honrou esta autoridade quando foi batizado
por João, e também quando usou os convertidos e batizados de João para
formar a sua primeira igreja. Todos os Apóstolos e Jesus Cristo mesmo
foram batizados por João, e Jesus Cristo fundou a sua igreja com o
batismo e os batizados de João. É só este batismo que é autorizado por
Deus, e é só uma igreja batista novo testamentária que pode
administrá-lo, porque é só ela que tem o batismo autorizado por Deus.
Nota também o nome de João no versículo 6. Deus deu para ele o nome de
João (Lc. 1:13). João foi chamado "o batista" porque ele foi um batista
e o primeiro batista. Na língua grega o nome dele tem o artigo definido
"o". Ele foi reconhecido não somente como João Batista, mas como João o
Batista.
João o Batista não
foi "a luz"
nem o Messias, mas ele foi enviado para anunciar e testificar da luz e
do Messias. Ele era a "voz do que clama no deserto". Mt. 3:3.
Versículos 9-14
dão algumas verdades sobre "a Luz Verdadeira" (Jesus Cristo) que João o
Batista veio para anunciar. Vamos observá-las.
"A Luz Verdadeira"
alumia (ilumina) a todo o homem que vem ao mundo. Em qual sentido esta é
a verdade? Todo homem tem recebido a luz do Evangelho desde o princípio
do mundo ou desde os dias do Senhor Jesus Cristo? Claro que não é assim!
Muitos tem nascido e morrido sem ouvir a pregação do Evangelho e/ou nem
tem visto uma Bíblia. Então a verdade ensinada neste versículo é
mal-entendido pela maioria dos cristãos. A palavra iluminar (alumiar)
significa iluminar como uma lâmpada ilumina um quarto. Iluminar é a
mesma palavra "iluminado" em Ap. 21:23-24. O homem cego que está
assentado neste quarto iluminado por uma lâmpada bem forte não vê a luz,
porque está cego. Mas a culpa não é da lâmpada, é do homem que está
cego. Mas, a lâmpada que o homem cego não vê, está revelando ele em
todos os seus defeitos e falhas. Jesus Cristo, a Luz Verdadeira, está
iluminando todo o homem neste sentido. O pecador não vê a luz
maravilhosa de Cristo, mas a Luz Verdadeira está revelando seu pecado em
toda a sua perversidade.
Jesus Cristo se
fez carne para habitar no mundo que Ele mesmo criou. Mas, os habitantes
deste mundo não O conheceram como sendo o Filho eterno de Deus. Nota que
a palavra "mundo" é usado em três maneiras diferentes neste versículo
(10). Primeiramente é o mundo habitado, segundamente é o universo que
Ele criou, e terceiramente é os habitantes da terra. Muitos dizem que a
palavra "mundo" sempre significa toda pessoa da terra, ou que tem sempre
o mesmo significado na Bíblia, mas não é. Tem que determinar o
significado pelo contexto bíblico. A palavra "mundo" sempre não
significa "todos" nem "todo o mundo", as vezes tem um significado
limitado. Veja Lc. 2:1, At. 17:6, Rm. 1:8, I João 5:19, Ap. 12:9, 13:3.
Como também no versículo 29 deste capítulo. A palavra "mundo" no v. 29
não pode significar todas as pessoas de todos os tempos do mundo, porque
Jesus mesmo disse que ele deu "a sua vida pelas ovelhas" (João 10:11), e
que o seu sangue foi "derramado por muitos", nem todos (Mt. 26:28). O
mundo no v. 29 fala sobre todo tipo de pessoa que há no mundo como diz
em Ap. 5:9.
Versículo 11 diz
que Jesus veio para o seu próprio povo, os judeus que foram prometidos o
Messias, mas nem eles receberam-O como o Salvador e Filho de Deus. Mas,
eram algumas pessoas que receberam o Senhor Jesus Cristo como o seu
Salvador (v. 12). Eles são aqueles que se tornaram os seus filhos pela
fé. Somente os salvos são os filhos de Deus verdadeiramente. Pela
autoridade de Deus (poder significa no versículo 12 autoridade), os
salvos são os filhos de Deus. Estes eleitos de Deus nascem na família de
Deus pela fé no Salvador Jesus Cristo. Versículo 13 diz como é que estes
eleitos nascem na família de Deus espiritualmente. Não nascem do sangue
que é da descendência familiar, nem da vontade que o homem pode criar em
si mesmo, nem da vontade que o homem pode criar nos outros. Porque o
homem está morto espiritualmente em ofensas e pecado e não pode dar esta
vida espiritual para nascer na família de Deus. Este nascimento
espiritual vem de Deus. Deus dá a vida espiritual para nascer na família
dEle e se tornar filho dEle. "A salvação vem do Senhor". O Verbo se fez
carne e habitou entre os homens para que pudesse ser o Salvador do seu
povo (v. 14). Este Deus-Homem foi visto pelos homens. Os homens viram a
sua vida que estava cheia de graça e verdade.
3. O Testemunho de
João o Batista.
1:15-34.
O Testemunho de
João o Batista sobre Jesus Cristo.
v. 15-18.
V. 15. João o
Batista disse que Jesus veio depois dele porque João nasceu seis meses
antes do Senhor Jesus Cristo (Lc. 1:36) e começou o seu ministério de
anunciar (ser o precursor de Jesus Cristo) o Messias antes que Jesus
começou o seu ministério público. João qualificou isto dizendo que Jesus
era maior do que ele e foi primeiro do que ele. Isto fala do fato que
Jesus é preeminente e eterno.
V. 16. João falou
que ele e os outros convertidos tinham recebidos da plenitude de Deus a
vida eterna pela sua graça. Nota que diz em Col. 1:19 e 2:9 que toda a
plenitude da divindade habita nele corporalmente. A salvação que temos
em Cristo é pela graça. João falou graça por graça que significa muita
graça. Para salvar um pecador precisa de muita graça da parte de Deus.
V. 17. Jesus
Cristo fez uma coisa que a lei de Deus dada a Moisés não podia fazer,
salvar do pecado. A lei de Deus não pode mostrar graça, só pode condenar
o pecador justamente. Mas Jesus Cristo cumpriu a lei e por isso pode
salvar pela graça. Esta é uma grande verdade que Jesus revelou para nós.
V. 18. Ninguém tem
visto Deus o Pai. Mas não é necessário, porque Jesus Cristo tem um
conhecimento íntimo do Pai, e Ele revelou o Pai para nós. "Eu e o Pai
somos um", João 10:30. "Quem me vê a mim vê o Pai", João 14:9.
O Testemunho de
João o Batista sobre si.
v. 19-28. Quando os judeus perguntaram João a sua identidade, ele falou
logo e bem claro que não era o Cristo, mas somente o servo dele. Os
judeus fizeram ainda mais perguntas sobre a sua identidade. Eles
perguntaram, "És tu Elias"? Veja Mal. 4:5-6, Mt. 17:11-13, Lc. 1:17.
João o Batista não era Elias, somente veio no poder e espírito dele,
cumprindo em parte esta profecia. Os judeus também perguntaram se fosse
um profeta. Mas, qual profeta? Parece estavam perguntando sobre o
profeta profetizado por Moisés. Veja Dt. 18:15. João disse que não era
aquele profeta. Os judeus então perguntaram de novo, "Quem é"? João
respondeu imediatamente que era aquele que foi profetizado por Isaías
(40:3). João era o precursor do Senhor Jesus Cristo. Ainda outra vez os
judeus enviados de Jerusalém fizeram uma pergunta. Porque João batizou
sendo que não foi Elias nem aquele profeta profetizado por Moisés. João
agora pregou Cristo Jesus a eles (v. 26-29). João falou que Jesus Cristo
é maior do que todos (inclusive ele) e o cordeiro de Deus que tira o
pecado do mundo. Nota que João assumiu a sua posição certa de ser um
servo de Cristo indigno, mas com uma voz para anunciar as grandezas da
salvação em Cristo Jesus.
João o Batista
fala sobre a identidade do Senhor Jesus Cristo.
v. 29-34. No dia seguinte, depois do dia que falou com os judeus, João
chamou a atenção do povo para Jesus Cristo que ia passando e disse, "Eis
o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". Os judeus estavam
esperando e querendo um Grande Profeta e Rei que ia livrá-los de todos
os seus inimigos terrestres. Mas, eles precisavam mesmo um sacrifício
pelo pecado, um salvador. Foi isto mesmo que João pregou. Foi por isso
que Jesus veio a primeira vez, para ser o cordeiro de Deus imaculado,
incontaminado, voluntário, manso e o cumprimento de toda a lei do
tabernáculo e do templo. É só este sacrifício (Jesus Cristo sacrificado)
que pode tirar o pecado do homem.
Pela terceira vez
nos v. 30-31 João diz que Jesus é maior que ele. João disse porque
batizou, para que Jesus "fosse manifestado a Israel" (v. 31); e pela
autoridade que batizou, "Deus o mandou batizar" (v. 33). Mostra a razão
porque o salvo se batiza, para pregar que Cristo é o Salvador e a sua fé
nele. João disse que batizou Jesus e que Deus deu para ele um sinal que
Jesus era o Filho de Deus. Qual foi? O Espírito que desceu e repousou
sobre ele. Jesus Cristo começou seu ministério público com batismo e o
Espírito Santo sobre ele para autorizar e dar poder no seu trabalho. É
Jesus também que batiza no Espírito Santo. Esta é outra prova da sua
divindade, quem batiza no Espírito Santo senão Deus? Quando foi que
Jesus fez isto? Foi no dia de Pentecostes quando ele batizou a sua
igreja verdadeira no Espírito Santo dando poder e autenticidade para
fazer a sua obra. Veja Mt. 3:11 e At. 2:4. De verdade "este é o Filho de
Deus" (v. 34).
Cap 3 - ESTUDOS EM
JOÃO
A SEGUNDA DIVISÃO
DO LIVRO - JOÃO - 1:35-12:50
O MINISTÉRIO
PÚBLICO DE JESUS CRISTO AOS JUDEUS
Jesus começa
chamar alguns discípulos. 1:35-51.
1. João o Batista
de novo chamou atenção para Jesus, o Cordeiro de Deus. 1:35-36.
Dois dos discípulos de João foram seguir Jesus. Estes dois eram João e
André (v. 40). João o Apóstolo não falou seu nome como sendo um dos
dois, mas obviamente é um deles. João o Apóstolo sempre se refere a si
mesmo humildemente neste livro. É coisa boa ser humilde.
2. Estes dois
deixaram João o Batista para seguir Jesus. 1:37.
João o Batista não reclamou, nem ficou chateado. Porque é o propósito do
ministério, chamar o povo de Deus para seguir Jesus, não nós mesmos. Um
pastor que quer para o povo de Deus seguí-lo em vez de Cristo, está
muito errado.
3. Observa a
pergunta que Jesus fez para os dois. 1:38-39.
"Que buscais"? Boa pergunta! O que estamos buscando mesmo como os
discípulos de Cristo? Se for menos do que Cristo, é errado. Se nosso
coração está ávido para seguir qualquer coisa além do Senhor Jesus
Cristo, está errado. Qualquer coisa além de Cristo, não é Cristo.
Eles responderam a
pergunta de Jesus com outra pergunta. "Onde moras"? Nota que não tinham
que perguntar onde morava Caifás ou Pilatos, todos souberam. Mas, Jesus
não teve onde reclinar a cabeça (Mt. 8:20). Nota também o que eles
queriam. Eles não pediram bênção, nem riqueza, nem coisa semelhante.
Eles preferiam o abençoador em vez da bênção. Eles queriam estar com
Jesus. Este é o coração verdadeiro, puro e sincero, desejar estar perto
do Salvador sempre! Jesus conheceu os corações deles, e disse a eles,
"Vinde, e vede". Queremos mesmo estar perto dEle? Então, Jesus diz para
nós, vinde, e vede. Os discípulos foram ficar com Jesus. O salvo que
quer mesmo estar perto de Jesus sinceramente, vai, porque não há nada
impedindo menos do que o coração insincero. Quer comunhão com Jesus? Ele
dará!
4. André buscou
seu irmão Pedro. 1:40-42.
Logo André quis para Pedro, seu irmão, conhecer o Messias, e foi falar
com ele. É coisa natural para o salvo desejar para os outros ouvir sobre
Jesus, e primeiramente os da sua própria família. É um grande privilégio
poder falar sobre nosso Salvador. Também é uma grande responsabilidade.
E esta responsabilidade começa em casa.
Nota que quando
Pedro veio para ver Jesus, que Jesus já sabia tudo sobre ele. O Soberano
e Onisciente Jesus conhece as suas ovelhas, não só sobre a pessoa e o
passado delas, mas também seu futuro. Jesus deu outro nome para Simão
(Pedro), Cefas, que significa pedra. Mas porque este nome? Porque logo
Pedro não ficou sólido como uma pedra. Ele sempre estava falhando e
depois negou Jesus três vezes. O nome dado por Jesus a Pedro mostra a
presciência de Jesus e a graça que habilita o salvo ser sólido no
serviço de Deus. Era uma promessa de Jesus para Pedro sobre seu futuro.
É só olhar para Pedro depois da ressurreição no livro dos Atos dos
Apóstolos para ver esta verdade.
5. Jesus foi
procurar Filipe. 1:43-46.
Jesus foi para achar Filipe, mais uma ovelha dEle (eleito). Sempre é
assim, Jesus Cristo busca e salva os seus eleitos pela graça maravilhosa
e soberana (I João 4:19).
O que foi que
Filipe fez? Foi falar com um amigo dele que tinha achado o Messias
prometido no Velho Testamento. Sempre é o efeito que Cristo tem na vida
do salvo, desejo para falar sobre Jesus com os outros. Cristo enche o
coração de alegria, e não pode ficar calado. Nota que Filipe encontrou
oposição quando Natanael disse: "Pode vir alguma coisa boa de Nazaré"?
Encontramos oposição também, mas vamos fazer que Filipe fez, falar de
Cristo e confiar em Deus pelo resto.
6.Natanael e
Cristo. 1:47-51.
A pergunta de Natanael era honesta, não contenciosa. Podemos ver isto
nas palavras que Jesus falou com ele. Devemos lembrar isto quando
falamos com os outros sobre Jesus. De novo Jesus mostrou a sua divindade
e onisciência. Jesus soube tudo sobre Natanael. Podemos esconder nada do
Salvador. Natanael ficou chocado (v. 48) e convencido que Jesus era o
Filho de Deus e o Rei de Israel. Como é que isso aconteceu? O Salvador
si revelou para mais uma ovelha.
Jesus sabia que
Natanael ficou impressionado demais. Por isso, disse que ia ver coisas
maiores do que estas. Natanael viu com toda certeza depois quando andou
com Jesus. Observa que Jesus mostrou que Ele é o cumprimento da escada
que Jacó viu posta na terra cujo topo tocou no céu (Gên. 28:12). Jesus
Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens (I Tim. 2:5). Os anjos
são os seus servos que O adoram e servem para as suas necessidades (Mt.
4:11).
O Milagre de fazer
água vinho em Caná. 2:1-12.
1.O Vinho.
Qual tipo de vinho a gente estava bebendo primeiramente e que Jesus fez
quando o primeiro se acabou? A gente estava embriagada segundo v. 10? É
difícil aceitar que Jesus aprovou o beber de vinho fermentado pela sua
presença neste casamento sendo que a Bíblia condena-o severamente em
todo lugar. Além disto o v. 10 não diz que o povo que veio ao casamento
estava embriagado. Somente diz que tinha bebido bem, ou que tinha bebido
bastante para saciar a sede. A Bíblia fala claramente que há dois tipos
de vinho. Um que não é fermentado ou inebriante e outro que é. O tipo de
vinho que não é fermentado é falado em Sal. 104:14-15. Este é o vinho
falado em Jer. 40:10 e 48:33, que é o suco da uva que sai do lagar e é
chamado vinho. Ninguém tem visto este tipo de vinho saindo do lagar já
fermentado. Tem que ser o suco da uva que é chamado também na Bíblia
vinho. O vinho fermentado não dá alegria ao coração do homem, mas sim
sempre tristeza e castigo. O vinho não fermentado não faz mal a ninguém,
mas sim bem. Se fosse que Jesus fez entre 400 e 600 litros de vinho
fermentado (um almude é 34 litros, cada talha coube 2 a 3 almudes, e
eram seis talhas), Ele seria desobedecendo o mandamento claro de Deus em
Hab. 2:15. O vinho fermentado é severamente condenado por Deus na Bíblia
(Prov. 20:1 23:29-31). Jesus não fez uma coisa condenada por Deus para a
gente beber.
2. O que este
milagre nos ensina.
Podemos ver em João 1 que a religião judaica e os judeus não aceitaram
Jesus como sendo o Messias, nem o Filho de Deus. Observa isto nos
versículos 11, 18 e 26. Também em 2:18 vemos que depois que Jesus fez um
grande milagre e purificou o templo, ainda os judeus estavam duvidando e
negando que Jesus era o Messias e o Filho de Deus. Então, este milagre
mostra que a religião judaica não tinha mais o gozo (o vinho divino que
alegra o coração do homem verdadeiramente) que o Senhor dá através do
seu Filho, do Espírito Santo e da Palavra de Deus. A religião judaica
estava completamente vazia e morta. É uma descrição verdadeira de todo
pecador sem Cristo também. Ó como é terrível ser perdido e sem Cristo
aqui neste mundo!
As seis talhas.
O número 6 é o número do homem (Ap. 13:18). O número 7 é o número de
Deus e da perfeição. Tudo que estava restando da religião judaica era da
carne, não tinha nada haver com Deus. É a verdade de toda religião
humana e do homem pecador sem Cristo.
As talhas de
pedra.
Eram talhas feitas de uma coisa tão morta. Toda religião falsa e todo
pecador sem Cristo são completamente mortos em ofensas e pecados.
As talhas vazias.
A religião falsa e o pecador sem Cristo estão completamente vazios das
coisas de Deus e do gozo divino que Deus dá no seu Filho Jesus Cristo na
salvação.
O vinho velho se
acabou.
Tudo que o mundo e a religião falsa tem para oferecer ao pecador sem
Cristo, se acaba não dando o que está faltando no pecador.
Cristo mudou a
situação.
Foi só Ele que podia. É somente Jesus Cristo que pode mudar o coração do
pecador perdido.
As talhas cheias
de água.
Jesus mandou encher as talhas de água. Água representa muitas vezes a
Palavra de Deus na Bíblia (Ef. 5:26, João 15:3, 17:17). Deus manda o seu
povo pregar a Palavra aos perdidos para que possam nascer de novo. Os
servos completaram as talhas de água, mas foi Jesus que fez a água
vinho. Nós pregamos a Palavra de Deus, mas é Jesus que vivifica o
pecador pelo Espírito Santo através da sua Palavra (II Tess. 2:13).
A água se tornou o
vinho bom.
O que Jesus faz nas vidas dos seus eleitos através da Palavra e do
Espírito Santo é uma coisa tão boa. Faz o que o pecador não pode fazer
sem a graça de Deus operando na vida.
Antes de deixar
este milagre, devemos pensar um pouco na repreensão que Jesus deu para
sua mãe, e também na presença de Jesus neste casamento. Como Maria, o
povo de Deus esquece as vezes que nós somos os servos de Cristo, e que
Ele não é o nosso servo. Devemos deixar Jesus cumprir a sua vontade do
jeito que Ele quer sem a nossa interferência. Devemos nos sujeitar a
Ele, não Ele a nós. Também, Jesus aprovou o castamente pela sua presença
neste (Heb. 13:4). Também mostra que a presença de Jesus num casamento é
essencial para a sua felicidade.
A Purificação do
Templo. 2:13-25.
O milagre em Caná
mostrou claramente a divindade de Jesus, e também que a purificação do
templo por Jesus mostra esta verdade, não resta dúvida. Nota que a
purificação do templo mostra a perversidade da religião judaica, e
também a de toda religião que o homem faz. A religião humana está
faltando a coisa principal, Jesus Cristo. Vamos observar algumas
verdades ensinadas pela purificação do templo por Jesus Cristo.
1. A páscoa dos
judeus.
No versículo 13 Jesus disse que era a "páscoa dos judeus". Em Êx. 12:11
era chamada a páscoa do Senhor. Mas, em João o Senhor não tinha mais
nada haver com esta religião corrupta. É assim com toda religião
corrupta, ou que se corrompe depois. Pode acontecer com uma igreja
batista?
2. O zelo de
Cristo.
Jesus Cristo não agüentou ver a casa do seu Pai dessa maneira. O zelo de
Jesus Cristo pela verdade e mandamentos do seu Pai tomou a conta da sua
vida. Jesus Cristo é justo e a justiça dele é inflexível. A verdade que
Jesus aceita e pratica é rígida e radical.
3. A casa de
venda.
Mt. 12:13 diz que Jesus disse que os judeus tinham feito a casa de Deus
um covil de ladrões. O que estava acontecendo no templo? Estavam
vendendo os animais dos sacrifícios por um preço absurdo e por dentro do
templo. Estavam roubando o povo. Também o templo não aceitou o dinheiro
comum da rua (com a imagem de um rei), mas tinha que trocar o dinheiro
estranho pelo dinheiro do templo para pagar a taxa anual do templo. Os
cambiadores estavam cobrando mais do que necessário por este serviço. O
templo ficou como uma feira livre vendendo e negociando egoistamente. É
impossível adorar e orar a Deus num ambiente assim. O templo não foi
mais uma casa de oração, mas uma casa de venda e um covil de ladrões.
Por isso, o zelo de Cristo por Deus O consumiu e ele purificou o templo.
4. A ira de
Cristo.
Este é um atributo de Cristo que a religião humana não quer admitir. O
mesmo Cristo que ama é o mesmo Cristo que se ira por causa da injustiça.
É ele que lançará os perdidos no inferno afinal.
5. A divindade de
Cristo.
O Filho de Deus sozinho fez um azorrague de cordéis e lançou todos
(pessoas e animais) fora do templo e espalhou o dinheiro no chão, e
ninguém fez nada. Quem pode impedir a ira do Deus Todo-Poderoso?
6. Um sinal
pedido.
Ó que homens insensatos e cegos que pedem um sinal do Senhor Jesus
Cristo querendo saber por qual autoridade que ele fez tudo isto. Ele é
Deus, a casa era do seu Pai e ele mesmo tem toda autoridade para
purificar o que era dele. Jesus deu depois o melhor sinal que prova a
sua divindade; sua morte, sepultamento e ressurreição. A ressurreição de
Jesus prova que ele é o Filho eterno de Deus. Ainda o mundo não crê. Ó
que depravação.
7. Jesus não
confiava neles.
Jesus conheceu os corações deles tão perversos e depravados. Cristo
conhece o coração de todo homem e que a perversidade dele é demais.
Ninguém pode enganar o Onisciente. Observa também que tudo que brilha
não é ouro. A aparência pode enganar. Como estes, todos que dão
aparência que são de Deus, não são.
Jesus e Nicodemos.
3:1-21.
Nicodemos era um
fariseu e príncipe dos judeus. Ser príncipe dos judeus provavelmente
signifique que ele era membro do sinédrio (o conselho judaico que
governava a religião judaica, foi feito de 70 judeus e o sumo sacerdote
que deu o total de 71 homens). Nota que Nicodemos era homem muito
religioso, mas muito perdido espiritualmente. Nicodemos precisava nascer
de novo porque estava morto em ofensas e pecados, e destituído de
discernimento e entendimento das coisas de Deus. O fato que Nicodemos
foi ter de noite com Jesus mostra que ele ainda estava andando nas
trevas espiritualmente apesar de ser religioso. Também mostra que
Nicodemos tinha vergonha de ser visto falando com Jesus. Por isso foi
ter de noite com Jesus, para que pudesse ser escondido (7:50-51, 19:39).
Ó que depravação! Mas depois vemos que Deus operou a salvação nele pela
sua graça. O homem que foi ter de noite com Jesus tímida e
envergonhadamente, foi salvo pela graça de Deus depois. Ó como é a graça
de Deus maravilhosa.
Nota que quando
Nicodemos foi falar com Jesus primeiramente que tinha confusão na cabeça
sobre Jesus o Salvador. Nicodemos mostrou que aceitou Jesus como sendo
somente um doutor (mestre significa professor, instrutor ou doutor) da
lei que veio de Deus. Jesus era muito mais, era o Messias de Israel e o
Deus-Homem que veio para salvar o pecador dos seus pecados. Toda
religião falsa só aceita Jesus como sendo um bom homem e
professor-profeta, mas não como sendo Deus que se fez carne para morrer
na cruz e ser o Salvador. Nicodemos falou certamente sobre os milagres
de Jesus provando que era de Deus, mas também Jesus Cristo é muito mais
do que só de Deus, Ele é Deus. Nicodemos não viu esta verdade, só depois
quando Deus revelou-a a ele no novo nascimento pela graça.
1. Jesus começou
logo dizer que Nicodemos precisou nascer de novo.
Jesus não disse que Nicodemos podia se nascer a si mesmo de novo
espiritualmente, nem que podia criar este novo nascimento em se mesmo.
Porque não é uma coisa que o homem faz, é totalmente a obra de Deus.
Vamos ver o que Jesus disse a Nicodemos.
1. A Importância
do Novo Nascimento, v. 3.
O que o pecador morto em ofensas e pecados precisa é vida espiritual.
Isto ensina que o pecador está morto espiritualmente e para viver
espiritualmente, ele tem que nascer de novo (Ef. 2:1-10). Jesus deu
ênfase a importância suprema do novo nascimento quando disse; "Na
verdade, na verdade". Nem nós devemos negligenciar uma doutrina tanta
importante quanta esta na nossa pregação. Porque sem nascer de novo o
pecador não pode ver nem entender as coisas espirituais do reino de Deus
(I Cor. 2:10-14). Podemos ver a necessidade do novo nascimento na vida
de um pecador pela resposta de Nicodemos no v. 4. Como é que o homem
está espiritualmente morto e nas trevas!
2. O Instrumento e
Gerador do Novo Nascimento, v.5.
Depois da pergunta que Nicodemos fez, Jesus respondeu dando uma
comparação entre o nascimento físico e espiritual. Como a pessoa não tem
nada a ver com o seu nascimento físico, também o eleito não tem nada a
ver com o seu nascimento espiritual. Uma pessoa fisicamente não produz
sua concepção, nem vida, nem nascimento; e é do mesmo jeito no
nascimento espiritual. O Espírito Santo usa a Palavra de Deus (água)
para gerar e produzir a vida espiritual no pecador. Leia os seguintes
versículos: Sl. 119:9, João 15:3, Ef. 5:26, Rm. 10:17, I Pe. 1:23, Tiago
1:18, I Cor. 4:15.
3. A Necessidade
do Novo Nascimento, v. 5.
Jesus falou que é impossível para um pecador entrar na presença de Deus
lá no céu sem nascer de novo.
4. A Natureza do
Novo Nascimento, v. 6.
O novo nascimento não é o que o pecador pode fazer para ajeitar a sua
vida, nem ganhar pelas boas obras, nem ser religioso. Não é o pecador se
transformando de ser perdido e descrente para ser salvo e crente. Porque
o homem que nasceu somente fisicamente é carne perdida (totalmente morta
espiritualmente) e não pode fazer nada para mudar isto. É só o poder de
Deus operando nele pela Palavra de Deus e o Espírito que faz isto. É
Deus criando vida onde só tem morte. É ser uma nova criatura (criação)
pelo poder do Criador Divino da vida eterna. Ser nascido de novo é
receber a natureza divina (II Pe. 1:4). Ser nascido de novo é ser
vivificado espiritualmente (Ef. 2:1) e passar da morte para a vida (João
5:24). É ser regenerado pelo Espírito Santo por meio da Palavra de Deus
(II Ts. 2:13). O novo nascimento é a obra de Deus e nenhum pastor deve
tentar criá-lo no pecador pela sua manipulação malvada, porque é Deus
que somente pode fazer pela graça.
5. Uma Coisa
Inevitável, v. 7.
Jesus falou expressivamente que o novo nascimento é necessário para
entrar no reino de Deus. Quer dizer que a entrada do pecador no reino de
Deus é somente pelo novo nascimento. Para entrar no mundo espiritual, o
homem tem que ter a natureza espiritual ou divina e só pode receber esta
natureza espiritual e divina pelo novo nascimento. "Não te
maravilhes.....necessário vos é nascer de novo".
6. O Ato do Novo
Nascimento, v. 8.
Jesus deu uma comparação entre o vento e o Espírito Santo no Novo
Nascimento.
1. A obra do
Espírito Santo é soberana porque faz a sua obra onde e quando quer nos
eleitos.
2. A obra do
Espírito Santo é irresistível. O vento tem força para vencer tudo que
fica na sua frente. Não é nada nem ninguém que pode resistir
prosperadamente o Espírito Santo na obra do novo nascimento.
3. A obra do
Espírito Santo é irregular. As vezes o vento assopra suavemente, outras
vezes fortemente. As vezes o Espírito Santo opera numa pessoa só, outras
vezes numa multidão. Assim é a obra do Espírito Santo e quem pode prever
isto?
4. A obra do
Espírito Santo é invisível. Não pode ver o vento, mas pode ver o que o
vento faz. A obra do Espírito Santo no novo nascimento fica no coração
do homem, e isto não pode ver, mas pode ver o efeito na vida desta obra
regeneradora.
5. A obra do
Espírito Santo é misteriosa. Como o vento, ninguém pode dizer a quem o
Espírito Santo dará a vida eterna.
6. A obra do
Espírito Santo é indispensável. Sem o vento assoprando, tudo morreria.
Sem o Espírito mexendo no homem, nenhum teria vida eterna.
7. A obra do
Espírito Santo é vivificante e animador. Como o vento o Espírito Santo
vivifica e anima maravilhosamente.
No v. 9 Nicodemos
perguntou: "Como pode ser isso"? Nos versículos seguintes Jesus explicou
mais sobre o caminho da salvação para Nicodemos. Para o pecador receber
a vida eterna, Jesus Cristo tinha que ser levantado ou crucificado. A
vida eterna e espiritual pode ser somente através da morte de Jesus
Cristo. A obra sacrificial de Jesus na cruz é a base da obra do Espírito
Santo na regeneração. Jesus morreu para que nós possamos viver. Jesus
(v. 14) fez uma comparação entre a serpente levantada na haste por
Moisés no deserto e o Filho do homem levantado por Deus no Calvário (Nú.
21:5-9). A serpente levantada na haste prefigurou Jesus Cristo levantado
na cruz para nos salvar da morte espiritual e eterna que é a
conseqüência do nosso pecado.
1. A Serpente
Ardente.
Ela fala do poder mortal e destruidor que o pecado, e que tem a sua
origem em "A Antiga Serpente". O veneno do pecado já tem corrompido e
invadido o homem todo e todo homem; como os Israelitas, todos estavam
picados pelas serpentes ardentes.
2. A Serpente de
Metal.
Simbolicamente fala do Senhor Jesus Cristo, mas como? A serpente de
metal não simboliza Jesus no seu caráter e santidade. Porque Jesus
Cristo é santo (perfeito em todas as maneiras). A serpente de metal
simboliza Cristo levantado na cruz como o substituto pelo pecado. A
haste é a cruz e a serpente de metal é Jesus Cristo que foi levantado na
cruz. Jesus levou em si a maldição da lei de Deus para nos salvar desta
maldição da lei (Gl. 3:13, I Pe. 3:18). Outro versículo no Novo
Testamento que fala esta verdade bem claramente para nós é II Cor. 5:21.
Jesus, o Filho do homem perfeito em todas as maneiras, levou a maldição
e castigo da lei no nosso lugar para salvar todo aquele que crê. Porque
serpente de "metal"? A palavra "metal" é a mesma palavra traduzida em Êx.
25:3 como cobre. Então, porque serpente de "cobre"? Porque cobre é um
metal que pode agüentar muito calor sem se estragar. Se lembra do altar
de cobre cheio de fogo onde foi feito o sacrifício no Tabernáculo? A
serpente de cobre mostrou que Jesus agüentou a ira de Deus na cruz para
nos salvar do castigo e da maldição da lei. Só Jesus podia ter feito!
3. Olhar para a
Serpente de Cobre.
O povo na época de Moisés não foi mandado para fazer um remédio e
medicar um ao outro, nem para lutar contra as serpentes e matá-las, nem
oferecer uma coisa à serpente na haste, nem orar para a serpente na
haste, nem olhar para as suas picadas para ser curado do resultado do
seu pecado. Somos salvos pela fé em Jesus Cristo. Uma olhada de fé para
Jesus Cristo que morreu na cruz dá para salvar o pecador do castigo e da
maldição do pecado para sempre. Uma olhada deu para salvar tanto a
pessoa mordida poucas vezes quanto a pessoa mordida muitas vezes pelas
serpentes ardentes. Jesus Cristo pode salvar os piores dos pecadores, e
a salvação é instantânea.
4. Por Amor.
Porque Deus fez esta grande salvação para todo aquele que crê? Por amor
(v. 16). Esta salvação é para quem? É para todo aquele que nele crê (v.
16). Temos que entender a palavra mundo neste sentido. É o mundo
daqueles que nEle crêem que Deus amou (o mundo dos eleitos).
5. Não Seja
Enganado!
Somente "os crentes em Jesus Cristo" não são condenados pela maldição da
lei. Mas aquele que não crê (descrente) já está condenado pela maldição
da lei. É olhar para Jesus Cristo e a obra que Ele fez para ser salvo
pela fé ou está condenado agora e para sempre. OLHE PARA O SALVADOR!
O Último
Testemunho de João o Batista. 3:22-36.
Parece que este é
o último testemunho de João o Batista antes de ser jogado na prisão.
Jesus e seus discípulos foram para Judéia e lá os discípulos dele
estavam batizando. Observa que diz em 4:2 que Jesus mesmo não batizava,
mas foi os seus discípulos que batizavam. Eles estavam batizando pela
autoridade de Cristo, então foi a mesma coisa se fosse Jesus mesmo
batizando. Tudo que fazemos pela autoridade de Cristo é como Jesus mesmo
faz. A igreja de Cristo tem esta autoridade. Nota que João o Batista
estava batizando no mesmo local. Porque neste local? Prova que foi pela
imersão, porque ali havia muitas águas. Para imergir precisa de muita
água. Observa os característicos piedosos de João o Batista.
1. A Resistência
de João Contra Inveja 3:25-26.
Houve uma conversa entre os discípulos de João e os judeus que vieram de
Jerusalém. São os de 1:19 que estavam tentando criar dissensão e inveja
entre João e Jesus, porque eles disseram que Jesus estava mais popular e
ganhando mais discípulos do que João. O motivo deles era maligno. Era a
armadilha de Satanás, mas João não caiu nela. Cuidado irmãos com este
ardil de Satanás, porque ainda ele usa.
2. A Humildade de
João. 3:27-28.
João o Batista deu toda a glória e louvor a Jesus Cristo. E certamente,
porque tudo que somos e sabemos sobre Jesus Cristo e sua Palavra é por
causa da graça de Deus. Leia estes versículos: I Cor. 2:14, 4:7, 15:10,
Mt. 11:25-26, 16:18, At. 16:14.
3. O Gozo de João.
3:29.
João ficou cheio de gratidão e gozo porque era servo de Jesus Cristo.
Ele aceitou o lugar de serviço dado por Deus com muita alegria. Observa
que João ensinou aqui que Jesus Cristo o noivo tem uma noiva, e João era
o amigo do noivo, mas não fez parte da noiva. A noiva de Jesus Cristo é
a sua igreja (Ef. 5:21-33), e João não fez parte da igreja.
4. A Preeminência
de Jesus Cristo. 3:30-35.
João afirmou que Jesus deve ter o primeiro lugar na vida de todos os
crentes, porque Ele merece. Jesus Cristo deve crescer em nossas vidas
cada vez mais, e a nossa vontade diminuir cada vez mais. Porque Jesus é
Deus e sobre todos. Jesus Cristo tem perfeito conhecimento e sabedoria
porque Ele é de cima (Deus). Apesar do fato que Jesus é tudo isto, o
mundo não quer Jesus o maravilhoso Salvador. Mas, algumas pessoas
aceitam Cristo como o Salvador e dão testemunho que Ele é verdadeiro em
tudo. Sabemos porque alguns aceitam Jesus e a maioria não aceitam-O. Não
muda o fato que Jesus é Deus, falou só verdade puramente e andou no
mundo sempre cheio do Espírito Santo sem limite. Deus o Pai ama o seu
Filho, entregou tudo na mão dele, porque o Pai e o Filho são um.
5. Conclusão.
3:36.
Só há uma maneira de ser salvo da ira de Deus e receber a vida eterna. É
JESUS CRISTO!
Jesus e a mulher
samaritana, a volta para a Galiléia e a cura do filho do nobre. 4:1-54.
1. A Samaritana.
4:1-42.
Jesus deixou a Judéia e foi outra vez para a Galiléia. Diz que Jesus era
da Galiléia. Ele foi criado em Nazaré da Galiléia. Jesus passou pela
Samaria no caminho para a Galiléia e parou na cidade chamada Sicar, que
era perto da herdade que Jacó deu a seu filho José (Gn. 33:19). A Bíblia
diz que era necessário para Jesus passar por Samaria, mas porque? Este
foi o único caminho de ir da Judéia para a Galiléia? Não, tinha outro
caminho também. Jesus podia ter atravessado o rio Jordão e passado pela
Peréia e Decápolis para chegar na Galiléia. Muitos fariseus radicais
viajaram da Judéia para a Galiléia pela Peréia por causa do seu desprezo
e ódio dos samaritanos, apesar de ser o caminho mais longo. Mas, Jesus
não fez isto. Ele viajou pela Samaria, porque lá na cidade de Sicar
estava uma mulher samaritana eleita que ia buscar e salvar. A samaritana
não sabia a sua eleição para a salvação, mas Jesus sabia e foi buscá-la
pela graça. Esta é a verdade de todo eleito de Deus. O eleito de Deus
pode fugir, mas não pode escapar do Salvador.
Porque o judeu
desprezou e odiou tanto assim o samaritano? Vamos ver. Logo depois dos
dias de Salomão, o reino judaico dividiu em dois reinos, Judá e Israel.
O templo ficou em Jerusalém de Judá e por isso Israel em geral cessou de
ir e adorar Deus no templo em Jerusalém. O primeiro rei de Israel (Jeroboão,
do reino do norte que era chamado Israel e as vezes Samaria) começou
logo introduzir idolatria em Israel (I Reis 12:25-33). Israel continuou
piorar na idolatria até que foi levado cativo para Assíria. Isto deixou
muitos poucos habitantes judaicos em Israel e por isso o rei assírio
colonizou Israel com muitos Assírios (II Reis 17:24-25). Estes Assírios
trouxeram a sua religião falsa e pagã para Israel (Samaria), e foi
misturada com a religião judaica. Podemos ver o resultado desta mistura
das duas religiões em II Reis 17:26-41. Os judeus que ficaram em Israel
(Samaria) casaram também os Assírios e tiveram filhos que deixou tudo
pior. Este povo de uma raça misturada e de uma religião misturada era
chamada os samaritanos. Os samaritanos também edificaram o seu próprio
templo em Samaria no Monte de Gerizim, que ficou perto da cidade de
Sicar. É por isso que a mulher samaritana falou com Jesus assim em João
4:19-20. Nota a resposta de Jesus nos versículos 21-24. Agora podemos
entender porque os fariseus desprezaram e odiaram os samaritanos. Os
fariseus acharam que eram os filhos de Deus verdadeiros e os samaritanos
eram os pecadores dos gentios e cães. Leia; Mt. 15:26, João 8:48, Gl.
2:15. É por isso que a samaritana ficou chocada e espantada quando Jesus
falou com ela (4:7-9), e os discípulos de Jesus ficaram também do mesmo
jeito (4:27). Graças a Deus que Jesus fala com pecadores!
Porque era
necessário para Jesus passar por Samaria?
Para buscar e salvar mais uma pessoa eleita desde a fundação do mundo.
Observa algumas coisas preciosas sobre esta história da salvação da
samaritana e também da salvação de todo eleito de Deus.
-
Jesus foi
buscar ela e estava esperando para ela chegar com a palavra d'água
da vida. v. 4-6.
-
Foi um
encontro predestinado e marcado por Deus, mas ela não sabia. v. 7,
9.
-
Jesus falou
com compaixão e amor com ela primeiramente. Não foi ela que iniciou
a conversa. v. 7.
-
Jesus pregou a
ela sobre a salvação, revelou a ela o seu pecado, mostrou a ela a
necessidade da salvação, manifestou a sua onisciência, a verdade
sobre a religião verdadeira, e se identificou como sendo o Salvador
e Messias. Nota que Jesus se revelou a ela. v. 10-26.
-
Jesus
respondeu as perguntas todas dela.
-
Graça e
verdade vão juntas. Esta é a única maneira para os olhos de um
pecador ser abertos, pela graça de Deus operando nele pelo poder do
Espírito Santo. João 1:14, 4:24.
-
O resultado
disto tudo foi a conversão de mais uma ovelha, que era uma adúltera,
pagã, idólatra e gentia. Mas pela graça se tornou serva e testemunha
de Cristo. v. 28-29.
-
Através da
palavra dela muitos se converteram. v. 30-39.
-
Deus usou a
Palavra pregada para salvar mais ovelhas. Este é o resultado também
da graça de Deus no coração, desejo para evangelizar e falar de
Cristo.
-
Outro
resultado novo nascimento é saber com certeza que Jesus é o Cristo e
o Salvador. v. 42.
2. A volta para a
Galiléia e a cura do filho do nobre. 4:43-54.
Jesus deixou a
Samaria e voltou para a Galiléia
depois de dois dias, v. 43. Jesus voltou para a sua terra, onde ele
mesmo disse "que um profeta não tem honra na sua própria pátria", v. 44.
Mas, porque era assim? Porque ficou assim a primeira vez na Galiléia
para Jesus? Porque Jesus era conhecido somente como o filho de um
carpinteiro e não como alguém de importância entre eles. Nem eles
reconheceram Jesus como sendo o Filho de Deus e o Salvador. Ó como é a
cegueira do homem muito grande. Por isso quando Jesus começou a pregar e
falar de Deus a da Palavra dele, todo mundo O desprezou. Além disto,
Jesus pregou coisas que eles não aceitaram (a eleição da graça) e os
condenou severamente pela sua Palavra, Lc. 4:24-30. Eles queriam matar
Jesus a primeira vez. Ó que depravação.
Porque ficou
diferente quando Jesus voltou para a sua terra? Os galileus receberam
Jesus com muito prazer depois de tentar matá-lO na primeira vez. v. 45.
Isto mostra a inconstância, leviandade, egoísmo e perversidade do
coração humano. Jesus tinha feito milagres na Judéia e ficou famoso e
muito conhecido. Todos depois queriam ser o amigo do filho do
carpinteiro que ficou famoso. Ó que coisa superficial e insincera!
Irmãos não sejam enganados pelo aplauso do mundo, porque é insincero,
inconstante, perverso e enganoso. Logo depois crucificaram-O!
Jesus voltou para
Caná da Galiléia onde tinha feito da água vinho. v. 46.
Lá encontrou Jesus um nobre cujo filho estava doente à morte. v. 46-47.
No versículo 48 Jesus mostrou a diferença entre os galileus e os
samaritanos. Os samaritanos creram sem milagres e sinais, mas os
galileus estavam precisando deles continuamente. A Palavra de Deus deve
ser bastante para nós, mas as vezes na fraqueza humana pedimos mais. O
nobre estava sincero no seu pedido, só que ele achou que Jesus tinha que
ir estar com seu filho para curá-lo. v. 49. Jesus sabia que o nobre não
estava pensando certamente, mas não o mandou embora. Em vez disto, Jesus
abriu o coração dele e também revelou o erro do seu pensamento. Agora o
nobre creu em Jesus e partiu confiando na Palavra dele. Nota que Deus
nem sempre cumpre nossos pedidos na maneira que queremos. Jesus curou o
seu filho, mas não na maneira que o nobre esperava. Está certo para
fazer nossos pedidos a Deus, mas devemos deixar Deus resolvê-los na
maneira que ele acha certa e melhor. v. 50. Jesus curou o filho e foi
curado mesmo na hora que Jesus falou. v. 51-53. Quem falou para Jesus a
doença que o filho teve? Ninguém que saibamos, Jesus é onisciente. A
doença e quase morte de um rapaz foi o meio de trazer uma família toda a
Cristo. Deus opera a sua vontade de uma maneira que é misteriosa para
nós. v. 53. O mesmo Jesus que curou de longe um rapaz, pode salvar os
pecadores na terra de lá no céu. Este foi o segundo milagre que Jesus
fez na Galiléia. v. 54.
A cura do enfermo,
a Igualdade do Filho com o Pai e as Testemunhas da identidade de Jesus.
5:1-47.
1. A cura do
enfermo no tanque de Betesda.
5:1-15. Jesus voltou a Jerusalém por causa de uma festa religiosa dos
judeus (páscoa?). Parece que este tanque ficou próximo à porta das
ovelhas do templo (Ne. 3:1). Através desta porta os animais para ser
sacrificados entraram no templo.
A multidão dos
enfermos. v. 2-4.
É uma boa descrição da religião judaica e os judeus e de todo pecador
sem Cristo. Nota!
1. Enfermos;
significa ser impotente para fazer alguma coisa fisicamente para mudar a
situação porque estava sem força. É o pecador que não pode mudar a sua
condição perdida espiritual, porque não tem força espiritual.
2. Cegos; para ver
a sua própria doença, maldade e o Salvador que estava no meio deles. É o
pecador que está cego e não pode ver a sua perdição terrível nem as
coisas de Deus.
3. Mancos;
significa ser aleijado. Sem poder para se levantar e andar. O pecador
perdido está sem poder para ir a Deus e andar no caminho dEle.
4. Ressecados;
significa ser retraído ou puxado para trás como o braço aleijado. O
pecador perdido retirou-se de Deus totalmente e está sem vontade e poder
para estender a mão a Deus.
5. Esperando; para
uma coisa que não aconteceu. O mundo espera na sua religião em vão.
Uma pessoa certa.
v. 5-9.
Mais uma vez vemos a graça de Deus operando soberanamente. Jesus foi
para salvar uma certa pessoa entre a multidão toda. Este enfermo não
clamou a Jesus para ser curado, mas só ficou esperando para uma coisa
que nunca ia realizar. Até quando Jesus falou com ele, continuou esperar
na coisa errada. O que ele precisou só Jesus podia dar, poder para se
levantar e andar. É isto que o pecador perdido precisa, poder para se
levantar e ir a Jesus se arrependendo e crendo nEle. Este poder vem
somente pela Palavra e poder do Salvador na graça. Logo quando o enfermo
ouviu a Palavra de Jesus ele se levantou para andar. Logo quando o
eleito de Deus ouve a Palavra de Deus em poder se levanta para aceitar
Jesus e andar no seu caminho.
Os inimigos não
gostaram. v. 10-15.
O mundo e a religião do mundo nunca aceitaram e jamais aceitarão a
conversão de um eleito de Deus. Porque o mundo religioso tem as suas
leis e regras (como os judeus e o sábado), e todos que não obedecem as
suas leis humanas e satânicas vão sofrer a sua perseguição e ira. O que
o perseguido deve fazer? A mesma coisa que Jesus e seu eleito fizeram,
foram servir o Senhor em fidelidade.
2. Jesus Cristo se
identificou como sendo igual a Deus. 5:16-30.
Vemos aqui a manifestação sétupla da divindade de Jesus Cristo. Logo
depois da cura do enfermo por Jesus, os judeus (o mundo religioso)
começaram reclamar e procurar matar Jesus. v. 16. Porque Jesus tinha
desobedecido a lei religioso judaica e isto era para os judeus um pecado
gravíssimo. Para piorar tudo, Jesus disse que era o Filho de Deus, e os
judeus entenderam bem que se fez igual a Deus. Jesus falou a plena
verdade, mas a verdade deixou os religiosos da religião judaica
horrorizados e furiosos e com mais vontade ainda para matá-lo. Por isso
Jesus deu esta manifestação sétupla da sua divindade. Jesus Cristo é
igual ao Pai em tudo.
1. No serviço. v.
16-18.
Deus o Pai tem trabalhado desde o princípio da criação cuidando,
mantendo, guiando e providenciando tudo para ela todo dia da semana, até
no dia de sábado. Por isso, tem que ser certo para o Filho dEle
trabalhar no sábado fazendo a obra de Deus. Nisto, Jesus se fez igual ao
Pai, e o judeu não gostou.
2. Na vontade. v.
19.
Jesus afirmou a sua divindade dizendo que a vontade do Pai e do Filho é
uma só. Não é blasfêmia dizer isto (como os judeus pensaram) porque o
Pai e o Filho são um, até na sua vontade.
3. Na sabedoria.
v. 20.
É outra verdade que mostrou que o Pai e o Filho são iguais, porque são
um na sabedoria. São oniscientes igualmente.
4. Na soberania.
v. 21.
Jesus é tanto soberano quanto o Pai na sua obra. O Pai e o Filho são um
na soberania.
5. Na honra. v.
22-23.
Para mostrar que é certo honrar tanto o Filho quanto o Pai, o Pai
entregou na mão do seu Filho o juízo de todo homem. Os dois são um no
juízo, por isso julgam igualmente.
6. Na vida eterna.
v. 24-26.
Como o Pai tem vida em si, também o Filho tem. Jesus Cristo é vida e a
fonte de toda vida, como o Pai é. Jesus dá a vida eterna para quem
quiser. Jesus é o Deus eterno.
7. No poder para
executar o juízo em justiça. v. 27-30.
Jesus Cristo é co-igual com o Pai no poder e autoridade para julgar em
justiça. Jesus tem poder para chamar os mortos para ser julgados e a
autoridade para executar a sua justiça sobre eles. Nisto o Pai e o Filho
são iguais.
3. Quatro
Testemunhas da identidade de Jesus Cristo. 5:31-47.
Jesus deu uma verificação da sua afirmação da sua identidade de ser o
Filho de Deus e por isso igual a Deus. Ele honrou a lei do Velho
Testemunho para estabelecer a verdade com testemunhas (Nú. 35:30, Dt.
17:6, João 8:17). A lei só exigiu duas testemunhas, Jesus deu quatro.
1. A primeira é
João o Batista,
seu precursor. v. 33-35. João anunciou e mostrou claramente que Jesus
era o Messias e o Filho de Deus.
2. A segunda são
as suas obras. v. 36.
A quantia, grandeza, publicidade, caráter e franqueza dos milagres e
obras dele mostraram sem dúvida a sua identidade.
3. A terceira é
Deus o Pai mesmo.
v. 37-38. Foi quando Deus falou no batismo do seu Filho. Deus nunca
tinha falado assim antes no Velho Testamento. Que grande testemunha é
esta.
4. A quarta são as
Escrituras.
v. 39-47. Em todo lugar elas testificam que Jesus é o Cristo, Salvador e
Filho de Deus.
A culpa da
incredulidade humana em Jesus Cristo como o Filho de Deus e o Salvador
não é a falta de testemunha. É o coração humano depravado que tem
inimizade contra Deus e seu Filho. Veja v. 40.
A multiplicação
dos pães, Jesus anda sobre o mar, o grande discurso sobre o pão da vida
e Jesus ensina na sinagoga em Capernaum. 6:1-71.
1. A multiplicação
dos pães. 6:1-14.
Este é o único milagre que Jesus fez que é falado em todos os quatro
Evangelhos. Este fato nos ensina que é muito significante e importante.
Por isso merece o nosso estudo bem diligente. Sendo que já estudamos
este discurso em Mateus, vamos observar algumas outras coisas sobre este
milagre.
1. Este milagre de
Jesus mostrou o seu poder numa maneira tão especial.
Neste milagre Jesus não estava só restaurando ou modificando uma coisa
como: vida depois de morrer, saúde depois de adoecer, visão depois de
cegar, braço aleijado curado, audição depois de ficar surdo e etc. Aqui
foi uma criação de coisa nova. Jesus criou uma coisa do nada. Jesus
criou uma coisa que antes não existiu. Este é o poder criador de Jesus
Cristo o Filho de Deus e de Deus o Filho.
2. Este milagre
foi feito muito publicamente.
Pode ser até vinte mil pessoas viram o que Jesus fez. Foi feito numa
maneira que não deixou nenhuma dúvida que foi que ele fez de verdade.
3. Este milagre
foi feito para mostrar que Jesus é o pão da vida.
Observa que logo depois Jesus deu o discurso (no próximo dia em
Capernaum, v. 22 e 59) sobre ser o pão da vida. É só Jesus que é o pão
verdadeiro do céu que possa dar a vida espiritual e eterna.
4. Jesus usou esta
ocasião para experimentar (provar) os seus discípulos, v. 6-9.
Jesus soube o que ia fazer antes de fazer. Devemos aplicar isto para
nós. Reagimos nas dificuldades e provas mandadas por Cristo como Filipe
e André? Com falta de fé, dúvida e pessimismo? "Duzentos dinheiros de
pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome "um pouco".
Cristo tem poder "para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo
que pedimos ou pensamos"?, Ef. 3:20. Pensamos em pouco quando Deus pode
fazer muito? "Mas que é isto para tantos"? Pensamos como André? A falta
de fé num crente pode pegar e passar para os outros, é infecciosa!
André, como Filipe, avaliou a situação sem considerar Cristo e seu
poder. Como é que isto condena cada um de nós. Em vez de orar a Deus e
confiar nele para resolver, ficamos olhando só para as coisas físicas e
humanas. Graças a Deus que nosso Salvador supre as nossas necessidades
(na salvação e na vida cristã) segundo as suas riquezas em glória e não
segundo as riquezas da nossa fidelidade. Nosso Salvador não só dá um
pouco, mas até sobrar. O suprimento somente cessou quando não tinha mais
necessidade.
5. Jesus mandou
recolher os pedaços que sobraram.
Não devemos desperdiçar nenhum pedaço da bênção que Cristo nos dá.
Principalmente os pedaços das bênçãos espirituais como: talentos,
conhecimento da Palavra, tempo, amor, deveres, oportunidades e etc. Todo
pedaço deve ser usado no serviço de Deus. Deus não nos abençoou com as
coisas físicas e espirituais para ser desperdiçado.
2. Jesus anda
sobre o mar.6:15-21.
Jesus soube que o povo ia fazer dele um rei, e por isso retirou-se deles
para um monte. Jesus não foi enganado pelas palavras bonitas, mas
insinceras deles. Podemos ver depois disto que a maioria deste povo
tornou para trás, e não andou mais com ele, v. 66. Porque? Porque não
gostou da palavra falada por Cristo, v. 60. Eles gostaram do pão físico,
mas não gostaram do pão espiritual. Jesus soube a insinceridade deles e
por isso retirou-se deles, v. 64. Jesus Cristo não aceita hipocrisia,
falsidade e insinceridade.
Falamos em Mateus
sobre Jesus andar sobre o mar, então vamos notar só umas coisas sobre
este acontecimento.
1. Jesus mandou
seus discípulos para o mar e a tempestade de propósito, Mt. 14:22.
Jesus ia provar seus discípulos outra vez. Eles já tinham visto o seu
poder para resolver as coisas, como ficaram a sua fé esta vez? Jesus
deixa o seu povo passar pelas provas para o provar e mostrar seu poder
nas suas vidas. "Todo" crente tem que passar pelas provas de Deus na sua
vida. Como é que reagimos no meio delas?
2. As vezes Jesus
nos deixa no sofrimento um tempo antes de nos socorrer, v. 17.
Porque? Para que possamos sentir a sua presença no meio da tempestade,
v. 19. Também para que possamos sentir a nossa fraqueza para resolver as
coisas e por isso apreciar melhor a sua ajuda graciosa. Deus quer para
nós sabermos com certeza que é só ele que possa resolver os problemas de
vida. Sabendo isto o crente é bem mais capaz de entregá-los na sua mão
divina para ser resolvidos. Isto dá para nós um motivo para louvar e
amar mais o nosso Salvador.
3. Eles
continuaram navegando até Jesus veio para socorrê-los.
A perseverança na obra e nas coisas de Deus, até quando for difícil,
agrada o Salvador. Leia e decore Is. 30:18. Na hora certa ele virá para
resolver e será logo resolvido.
3. O grande
discurso sobre o pão da vida.6:22-40.
No dia seguinte na outra banda do mar da Galiléia (chamado também o mar
de Tiberíades) na cidade de Capernaum o povo procurou Jesus até o achou.
É quando Jesus começou falar que era o pão da vida, v. 25-26. O fato que
Jesus disse n. v. 26 que este povo estava somente interessado nas coisas
físicas e não na palavra de Deus (como a igreja universal?) mostra a
natureza humana egoísta. Jesus soube isto e por isso falou no pão
verdadeiro do céu, que é Jesus Cristo mesmo.
1. Porque Jesus
mandou este povo trabalhar pela comida que permanece para a vida
eterna?, v. 27.
A salvação é pela graça e não pelas boas obras? Claro que sim! Porque
falou isto? O pecador tem obrigação para procurar e buscar a salvação
pela graça apesar do fato que sua depravação e morte espiritual não
deixam. O pecador é mandado fazer isto. O pecador que está morto em
ofensas e pecados tem a responsabilidade para buscar Jesus Cristo e a
sua salvação pela graça de todo coração. O incrédulo deve se arrepender
dos seus pecados e crer no Evangelho. Ele não faz porque não quer nem
pode, mas é isto mesmo que ele deve fazer. Jesus Cristo dará (indica
pela graça) a todo aquele que crê. Sabemos que o pecador faz pela graça
divina operando nele, mas que o pecador deve fazer isto é claro! O
pecador deve fazer isto porque Deus o Pai selou (atestou, identificou e
confirmou) seu Filho como sendo o único Salvador pelos seus milagres e
vida.
2. Pelas perguntas
feitas por eles é evidente que estavam nas trevas sobre o caminho da
vida eterna, v. 28-34.
O que o pecador pode fazer para ser salvo?, v. 28. Crer no Senhor Jesus
Cristo, v. 29. As boas obras não alcançam a salvação, só pela fé em
Jesus Cristo! Confiar na obra que Jesus fez salva, mas confiar na obra
que o homem faz não salva. O pedido de um sinal por eles provou a
cegueira e depravação deles, v. 30-31. Queriam uma prova que Jesus era
maior do que Moisés. Jesus disse que através do seu servo Moisés, Deus
mandou descer do céu o pão maná, que deu a vida física, e depois mandou
descer do céu o verdadeiro pão (que é seu Filho Jesus Cristo) que dá a
vida eterna, v. 32-33.
3. Este povo disse
que queria este pão verdadeiro da vida (Jesus Cristo) no v. 34.
Mas, a resposta de Jesus no v. 36 mostra o mal-entendimento, confusão,
insinceridade e incredulidade deles. Todo mundo que diz que quer, não
quer de verdade nem entende direito a verdade sobre a salvação.
4. Nota algumas
coisas sobre o verdadeiro pão da vida (Jesus Cristo) e o que dá ao
pecador na salvação, v. 35.
1. Pão é um tipo
de comida que é necessário para a vida de todo mundo. Cristo é
necessário para a vida de todos.
2. Pão é uma
comida que serve para todos. Pão é a comida que satisfaz a fome do rei e
do escravo , do rico e do pobre, de todo tipo de pessoa. Jesus Cristo
pode satisfazer todos espiritualmente.
3. Pão é uma
comida que a gente come todo dia. Jesus Cristo é a comida diária do seu
povo.
4. Outra comida
pode aborrecer, mas o pão não faz isto. Comemos pão todo dia sem ficar
cansado dele. Jesus Cristo é o pão espiritual que sempre fica delicioso
para o povo de Deus.
5. O crente em
Cristo terá sempre a sua fome e sede espirituais satisfeitas em Jesus
Cristo que é uma fonte de satisfação espiritual inesgotável.
5. Jesus disse que
com tudo que fez (sua pessoa e seus milagres) não foi bastante para
estes crer nele, v. 36.
Mostra a desesperança da depravação humana sem a graça de Deus operando
no pecador.
6. Jesus não ficou
desanimado por causa da incredulidade da multidão, v. 37.
Porque ele soube que "o determinado conselho e presciência de Deus ficam
firmes". Toda pessoa eleita e dada pelo Pai ao Filho virá para Jesus e a
salvação. A multidão rejeita Jesus, mas os eleitos do Pai virão a Jesus
para ser salvos. Jesus prometeu para salvar estes e os guardar na
salvação eternamente.
7. Nos v. 38-40
Jesus fala sobre a vontade de Deus e que veio para cumprí-la.
A vontade do Pai é para salvar "todos" os seus eleitos para sempre. A
predestinação eterna do Pai garante a preservação eterna dos eleitos
pelo Filho. Esta é a garantia absoluta e eterna da salvação dos eleitos
do Pai pelo Filho de Deus Jesus Cristo. Os eleitos do Pai crerão em
Cristo como o seu Salvador e serão ressuscitados no último dia para a
vida eterna. Ó que promessa gloriosa é esta!
4. O grande
discurso sobre o pão da vida continuado. 6:41-59.
Agora parece que tenha outro grupo de pessoas que começou falar com
Jesus, os judeus, v. 41. Eles começaram murmurar contra Jesus porque
tinha dito que desceu do céu e que era Deus. Eles ficaram criticando e
zombando e dizendo que era somente o filho de José e Maria e isto era um
fato conhecido por todos. Observa a resposta de Jesus Cristo a eles.
1. Primeiramente
Jesus revelou a verdade sobre a depravação humana e que a conversão do
pecador é de Deus. v. 44-46.
Deus tem que trazer o pecador a Cristo para ser salvo, se Deus não o
trouxer, o pecador não vem. O pecador ensinado a verdade da salvação e
que ouve de verdade esta verdade pelo poder do Espírito Santo virá a
Jesus para ser salvo. Jesus ensinou a depravação total humana, a eleição
da graça, a chamada eficaz, a graça irresistível e a preservação eterna
dos salvos. Jesus soube estas verdades porque veio do Pai, e para dar o
conhecimento pessoal que tem dele, v. 46. Além disto, Jesus mostrou que
este ouvir do v. 45 é espiritual e não literal. At. 13:48. Rm. 10:17.
Fl. 1:6. II Ts. 2:13.
2. O resultado das
coisas que o Pai opera no pecador (v. 44-46) é a vida eterna, v. 47-51.
Jesus Cristo é o pão celestial que dá vida eterna. Sem comer deste pão
ninguém tem vida eterna. O pecador só pode ter a vida eterna pela fé (o
comer espiritual) em Jesus Cristo (o pão da vida). O pão literal e
físico (maná) não dá esta vida eterna, mas o pão vivo e celestial (Jesus
Cristo) é o pão que o pecador come (espiritualmente pela fé) e não morre
porque tem vida eterna. A vida eterna pode ser do pecador porque Jesus
se deu para morrer, sofrer e ressuscitar para salvar o pecador, v. 51.
3. Os judeus
ficaram disputando entre si sobre a palavra que Jesus falou, v. 52-59.
Porque? Porque não tinham o discernimento espiritual que vem do Espírito
Santo para entendê-la. Jesus explicou mais perfeitamente a verdade a
eles. O comer da carne e o beber do sangue de Jesus dão vida eterna! É
literalmente? Claro que não! Jesus mesmo disse que não é assim, v. 63. A
vida eterna vem por Jesus Cristo que se entregou para dar a sua vida
(carne) e derramar o seu sangue para salvar o pecador eternamente. O
comer da sua carne e o beber do seu sangue são simbólicos da fé em Jesus
Cristo para a salvação. "Quem comer este pão viverá para sempre".
5. O abandono de
Jesus por muitos e a confissão de Pedro. 6:60-71.
Na Galiléia Jesus fez uns milagres maravilhosos e falou muita verdade
preciosa. Qual foi o resultado? Um abandono em geral dele do povo e uma
rejeição em geral da sua Palavra, v. 60 e 66. O povo achou a sua Palavra
muito dura e por isso não aceitou e o abandonou. O povo não aceitou a
sua doutrina e palavra porque não concordou com a palavra e doutrina
dele. Jesus chamou eles discípulos, v. 60, 61, 66. Há discípulos falsos
e verdadeiros. Qual é a diferença entre eles? A maneira que aceita a
verdade pregada. Jesus não foi enganado por eles (nem por Judas) naquela
época, nem hoje em dia. A rejeição do povo não deixou Jesus mudo.
1. Jesus afirmou a
sua ascensão ao céu de novo de onde veio, v. 62.
Esta afirmação tem que incluir também a sua encarnação, crucificação,
ressurreição. Ele não podia subir ao céu antes de fazer tudo isto. Ele
subiu mesmo ao céu e está entronizado lá. "Esse Jesus, a quem o mundo
crucificou, Deus o fez Senhor e Cristo", At 2:36.
2. Jesus falou a
necessidade do novo nascimento para o pecador se converter, e que Jesus
conhece quais são e quais não são os seus eleitos. v. 63-65.
Jesus falou no v. 65 a inabilidade do homem vir a Cristo sem a graça de
Deus concedendo o poder. Em 5:40 falou que nem tem vontade para fazer.
Obrigado Senhor pela graça poderosa na salvação!
Jesus Cristo
assiste a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém. 7:1-53.
Esta festa foi observada para comemorar o Êxodo do Egito. Os judeus
fizeram tendas pequenas e habitaram nelas durante uma semana, Lv.
23:33-44.
1. Os irmãos de
Jesus solicitaram-O com insistência para assistir a festa em Jerusalém.
7:1-13.
O ministério de Jesus na Galiléia tinha terminado, mas ainda Jesus ficou
andando lá porque os judeus da Judéia estavam procurando matá-lo, v. 1.
Os irmãos de Jesus solicitaram-o para ir e assistir a festa dos
Tabernáculos em Jerusalém, mas Jesus respondeu que o seu tempo não
estava cumprido ainda para si manifestar para morrer, v.8. Jesus disse
para seus irmãos subir à festa e ele continuou na Galiléia ainda. Quando
seus irmãos tinham subido à festa, depois Jesus também subiu à festa em
Jerusalém, mas como em oculto, v. 10.
1. Quem são os
irmãos de Jesus falados nos v. 3 e 5, os quais não creram nele?
São os filhos que nasceram a José e Maria depois do nascimento de Jesus.
Eram os irmãos de Jesus segundo a carne. Isto destrói a doutrina
católica da Virgindade Perpétua de Maria. Prova que José e Maria tiveram
filhos depois do nascimento milagroso de Jesus.
2. Estes irmãos de
Jesus não creram nele nem o reconheceram como sendo o messias nem o
Filho de Deus, v. 5.
Eles creram nele só depois da sua ressurreição, At. 1:14.
3. Os irmãos de
Jesus estavam pensando puramente e somente através da carne.
Mas, isto é normal, porque eram descrentes e perdidos, v. 3-4. Eles
pensaram assim: Porque Jesus foi rejeitado pelas massas na Galiléia, ele
podia pelo menos dar uma tentativa para ser um sucesso aproveitando a
oportunidade e a multidão de pessoas que estaria lá em Jerusalém. Era
uma coisa todo carnal, mund |