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Por David W. Cloud
(traduzido e adaptado por Hélio de Menezes Silva)
Nada é mais importante na vida do crente e da igreja do que a Bíblia.
Ademais, uma vez que não temos os escritos originais dos profetas e dos
apóstolos, e já que muito poucos de nós somos fluentes em hebraico e
grego, então dependemos de traduções. Destas, um biógrafo dos tradutores
da Versão do Rei Tiago disse: "Por enquanto [isto é, enquanto
não nos reunirmos a Cristo], uma boa tradução é o melhor comentário
sobre as Escrituras originais; e os originais, eles próprios, são o
melhor comentário de uma tradução". (Alexander McClure, "Translators
Revived", página 65). As informações que se seguirão, a respeito das
versões da Bíblia, devem ser bem entendidas por cada crente. Se um homem
não confiar absolutamente em [todas] as palavras da sua Bíblia, ele não
tem nenhuma autoridade infalível para sua vida.
1. SEJA CAUTELOSO
Eu gostaria de
ardentemente implorar aos nossos leitores para que estejam sempre
precavidos ["de orelhas em pé e pé atrás"], porque há muitas mentiras
promovidas como verdades no lado dos [que advogam] o Texto Crítico. Os
difamadores acusam os defensores da Versão do Rei Tiago (VRTiago) [e das
Almeidas-TR, isto é, a "Almeida Revista e Corrigida" (ARCorr) e a
"Almeida Corrigida, Fiel" (ACFiel)] de falta de cuidado e de erros [nas
suas argumentações e defesas]. Admitidamente, tem havido alguma falta de
cuidado do nosso lado, mas tenho encontrado muitas mentiras absolutas e
completas no lado do Texto Crítico. Fiquei um tanto perplexo com isso
quando, primeiramente, comecei meus estudos no assunto, mas este é um
fato, e eu tenho desde então aprendido que este [problema das grandes
inverdades] tem sido o caso desde o princípio do fenômeno da crítica
textual.
Como um exemplo da questão, citamos o Dr. Alex Roberts, um estudioso
presbiteriano que defendeu os textos de Westcott-Hort no final dos anos
1800s. Com respeito à palavra "Deus" em 1 Tm 3:16, a qual é removida dos
textos modernos, Dr. Roberts escreve defendendo a nota marginal na
English Revised Version (ERV). Esta nota diz:" A palavra DEUS ['Theos'],
em lugar de 'aquele que', não repousa em NENHUMA evidência antiga
suficiente". Roberts clama: "NENHUM dos primitivos Pais [da 'Igreja']
DAVID OTIS FULLER
Antes que mergulhemos
no fascinante estudo de que estamos nos aproximando, eu quero fazer mais
uma coisa: quero render um tributo ao Dr. David Otis Fuller (1903-1988).
Muitos têm vilificado seu nome [com calúnias], mas eu louvo a Deus por
este homem. Foi nos seus trabalhos de seleção e edição que pela primeira
vez eu li muitos dos fatos que serão a seguir abordados
2. O PROBLEMA DAS VERSÕES MODERNAS
O PROBLEMA DA CORRUPÇÃO.
O que se segue é do livro "Modern Bibles – The Dark Secret", de Jack
Moorman, publicado em 1992 pela Associação Evangelística
Fundamentalista. Moorman foi missionário na África do Sul durante muitos
anos; hoje ele trabalha na Inglaterra e tem escrito muitos livros em
defesa dos Textos Recebidos e da VRTiago. Seu livro "Forever Settled" é
usado como livro texto em algumas faculdades bíblicas.
"Faria alguma diferença
se você soubesse que o Novo Testamento da sua Bíblia moderna não tem a
Primeira nem a Segunda Epístola de Pedro? Todavia, se o número total de
palavras que faltam fosse somado, isto seria o quanto as traduções
modernas ficariam mais curtas do que a VRTiago [e do que as Almeidas
1753, RCorr e CFiel]. É motivo de preocupação se os nomes de Cristo
estão faltando 175 vezes? Ou se a palavra inferno não é encontrada no
Velho Testamento? Ou se passagens doutrinárias chaves têm sido
diminuídas? E (o maior choque de todos): É possível que a mais básica e
clamorosa de todas as heresias iniciais com respeito à pessoa de Cristo
[isto é, o arianismo que Lhe negava a real divindade] ressurgiu através
das versões modernas [baseadas no Texto Crítico]? Muitos têm se passado
para as novas Bíblias sem compreender que mais, muito mais está
envolvido do que a questão do inglês [e português] moderno. Todo o
tecido tem sido afetado! O texto subjacente está substancialmente
diferente. A filosofia e metodologia dos tradutores está em contraste
acentuado [quando comparadas] com aquelas da Versão Autorizada [e das
Almeidas 1753, RCorr e CFiel]" (Moorman, pp. 1,2).
O PROBLEMA DA AUTORIDADE.
Outro dos principais problemas com as versões modernas [isto é, baseadas
no Texto Crítico] é o enfraquecimento da autoridade das Escrituras. Dr.
Charles Turner, diretor do Instituto dos Tradutores dos Batistas
Bíblicos, em Bowie, no Texas, nota este problema:
"Alguém tem sabiamente dito, 'Um homem que só possui um relógio sabe que
horas são, mas o homem que tem dois relógios nunca está bastante
seguro.' De uma maneira análoga, este é o problema com as muitas versões
diferentes do Novo Testamento. Uma vez que existem muitas traduções da
Escritura, todas alegando serem a Palavra de Deus, as pessoas não estão
seguras de 'que horas são'. Isto quer dizer, as pessoas não estão
seguras de qual tradução é verdadeiramente a Palavra de Deus.
"No passado, havia uma tradução na língua inglesa que era a Bíblia. Esta
era a Versão do Rei Tiago [e, em português, havia uma Bíblia, a Almeida
1753, depois da adequação à ortografia e gramática atuais, tornando-se a
ARCorr e a ACFiel de hoje, basicamente idênticas]. ...Quando nós
queríamos saber o que Deus tinha dito nós íamos para a nossa VRTiago [e
para as nossas Almeidas ainda baseadas puramente no Texto Recebido] e
líamos lá as palavras de Deus. Mas agora existem muitas 'Bíblias,' todas
clamando ser a Palavra de Deus. ...
"A autoridade da Palavra de Deus na língua inglesa [bem como na
portuguesa] está sendo erodida [corroída] por estas muitas traduções.
Quando existem muitas traduções, todas alegando ser a Palavra de Deus,
quem decide se esta tradução ou aquela tradução é a Palavra de Deus? A
resposta é: 'Você decide. [Para cada verso,] você escolhe qual é a
tradução que você vai crer que traz as palavras de Deus.' ... A Palavra
de Deus não é mais a autoridade sobre você. Uma vez que agora, [para
cada verso], é você quem pega e escolhe as traduções, você tem se
tornado a autoridade sobre a Palavra de Deus! Quando há duas
autoridades, então não há nenhuma autoridade, de modo algum. O homem
está fazendo o que lhe parece certo a seus próprios olhos [Jz 21:25].
Onde há mais do que uma autoridade, não há nenhuma autoridade, de modo
algum. ... Uma casa com mais de uma autoridade está dividida contra si
mesma. Mais que uma autoridade no governo é anarquia. Mais que uma
autoridade numa igreja é divisão e caos" (Turner, "Why the King James
Version: The Preservation of the Word of God Through the Faithful
Churches", pp. 1-3).
Continuamos com as
considerações de Moorman a respeito do problema das versões baseadas no
Texto Crítico:
"De 1611 até recentemente havia somente uma Bíblia no mundo de fala
inglesa [Também, desde a publicação da Almeida, em 1676 e 1753, até
recentemente, só havia uma Bíblia dos 'protestantes' de fala
portuguesa]. A Versão Autorizada [ou seja, a Versão do Rei Tiago] se
tornou o padrão naquele império [das colônias da Inglaterra] sobre o
qual o sol nunca se punha, e naquela linguagem que é o veículo primário
do discurso internacional. Ela penetrou nos continentes do mundo e
trouxe multidões para a fé salvadora em Cristo. Ela se tornou o ímpeto
dos grandes movimentos missionários. Através dela homens e mulheres
ouviram o chamado para evangelização do mundo. Ela foi a fonte dos
maiores reavivamentos desde os dias dos apóstolos. Pregadores ao ar
livre, colportores
3. O PROCESSO DE PRESERVAÇÃO DA BÍBLIA
Dr. Turner descreve o
simples processo que Deus tem usado na preservação das Escrituras:
"2
Pd 3:15-16, ` ... como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu,
segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as
suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os
indoutos e inconstantes TORCEM, e igualmente AS OUTRAS ESCRITURAS, para
sua própria perdição.' Nestes versos, Pedro claramente diz que as
palavras de Paulo eram igualadas às das 'outras Escrituras'. Ele cria
que as palavras de Paulo eram a inspirada Palavra de Deus, e escreveu
isto em um tempo quando havia aqueles que 'torcem' as Escrituras. ...
[note o tempo presente em 'os indoutos e inconstantes TORCEM, e
igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição']. Isto
claramente mostra que as igrejas primitivas [já] estavam vigilantes
contra aqueles que perverteriam suas Escrituras. Estas igrejas estavam
atentas a este problema e tomavam grandes cuidados para evitar que suas
Escrituras fossem torcidas por falsos mestres. ...
"Que estas Escrituras foram passadas de uma igreja para outra é
claramente indicado em Cl 4:16, que diz, 'E, quando esta epístola tiver
sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses,
e a que veio de Laodicéia lede-a vós também.' Este verso mostra que
havia um compartilhamento de cópias da Palavra de Deus de igreja para
igreja. Uma vez que um líder tão proeminente quanto Pedro considerava as
palavras de Paulo como Escrituras e disse que estava ciente de que havia
aqueles que haviam de torcê-las, não é provável que as igrejas tomariam
grandes cuidados para vigilantemente protegerem estas Escrituras?
Obviamente, este é o caso, porque as igrejas primitivas, guiadas pelo
Espírito Santo, acertadamente concluíram que as palavras de Paulo eram
as inspiradas palavras de Deus. Eles tomaram todas as precauções para
salvaguardarem estas Escrituras através [do método] de compará-las com
cópias feitas por outras igrejas. Muito embora falsos mestres tenham
deliberadamente mudado o texto em um esforço para apoiarem seus falsos
ensinos, corrigir um texto e trazê-lo de volta à leitura original foi
sempre uma questão simples. As igrejas só tinham que checar com várias
outras igrejas e determinar o que diziam as cópias destas. Fazendo isto,
as igrejas descobriam qual escrita concordava com a maioria das cópias
das outras igrejas. A escrita que concordasse com as cópias possuídas
pelas outras igrejas era aceita como válida. Desta maneira, o texto foi
preservado na sua forma original.
"Naturalmente, quando o primeiro Novo Testamento em grego foi impresso,
as leituras que divergiam da maioria dos outros textos foram recusadas e
as que estavam na maioria dos textos foi aceita. Por este método simples
mas completamente acurado [preciso e livre de erros], o Espírito Santo
vigilantemente protegeu a Palavra de Deus. O Espírito Santo usou as
igrejas, aquelas que eram fiéis guardiãs das Santas Escrituras que
reverenciavam, para impedir que a Palavra de Deus fosse poluída por
homens mau." (Turner, pp. 6,7).
Como na maioria dos
assuntos, há exceções à regra da leitura majoritária determinar qual é o
texto original, mas em geral este é claramente o método que Deus usou na
preservação [da Sua Palavra]. A importância do esboço acima irá se
tornar clara ao leitor à medida que prosseguimos com nosso tema.
4. A HISTÓRIA [DO TEXTO] DO NOVO TESTAMENTO EM GREGO
As diferenças mais
significantes entre as versões modernas e a VRTiago [e, no Brasil, as
diferenças entre as versões baseadas no Texto Crítico, de um lado, e as
Almeidas 1753, RCorr e CFiel, do outro lado] derivam do fato
de que as novas versões são baseadas em um diferente texto em grego. O
histórico que se segue, das mudanças que têm sido feitas no texto em
grego, encontra-se na publicação "The Divine Original", da Trinitarian
Bible Society:
"Por muitos séculos
antes da Reforma, estudiosos do grego eram virtualmente inexistentes na
Europa Ocidental. Em 1453 Constantinopla, que era a antiga capital da
parte oriental do Império e o centro da Igreja Ortodoxa Oriental, caiu
ante os invasores muçulmanos. Um resultado de longo alcance desta
calamidade foi que eruditos 'cristãos' que conheciam o grego e tinham em
sua possessão cópias das Escrituras [na língua dos originais], fugiram
para a Europa Ocidental, onde suas influências deram um novo ímpeto ao
estudo da língua grega. Tem sido dito que 'A Grécia se ergueu da
sepultura com o Novo Testamento em suas mãos.'
"Entre a geração de eruditos em grego, que se sucedeu, estava Erasmus,
de Rotterdam, que preparou uma edição do Novo Testamento em grego a
partir de cinco manuscritos que eram altamente reputados". [Editor:
Mesmo que Erasmus tenha usado apenas uns poucos manuscritos [como base]
para sua obra, ele conhecia um considerável número de textos em grego e
de versões antigas, inclusive o códice Vaticanus. Ver [livros sobre]
Erasmus]. "A edição foi impressa em 1516 e foi seguida por quatro
edições posteriores. Em 1502, na Universidade de Alcala (Complutum) [na
Espanha], o Cardeal Ximenes tinha reunido manuscritos e homens sob a
direção de Stunica, que publicou o Poliglota Complutensiano em 1522 ...
Robert Stephens, apoiando-se largamente sobre Erasmus e Stunica, e com
pelo menos quinze manuscritos ao seu dispor, produziu edições do texto
(em grego) em 1546, 1549, 1550, e 1551. Em 1552 ele retirou-se para
Genebra e juntou-se à causa protestante. Theodore Beza produziu nove
edições do [texto em] grego entre 1565 e 1604. Estas seguiram as de
Stephens de forma admiravelmente aproximada, embora Beza tivesse alguns
antigos manuscritos não disponíveis a Stephens. As edições que os
Elzevir imprimiram em Leyden tinham muito em comum com as de Stephens e
Beza. A edição dos Elzevir se anunciou a si mesma como o "Textus
Receptus" (TR), e desde então a edição de Stephens no ano 1550 [(a 3a.)]
tem sido conhecida como o "Texto Recebido" na Inglaterra, enquanto a
edição dos Elzevir no ano 1633 tem tido este título no Continente."
*** Outros nomes para
o Texto Recebido:
O TR é chamado "Texto Tradicional", referindo-se ao fato de que foi o
texto comumente usado pelos crentes do Novo Testamento através dos
séculos, e também para contrastá-lo com o Texto Crítico da era moderna.
O TR é chamado "Texto Bizantino" porque é o texto representado nos
manuscritos de todo o antigo mundo que falava o grego. 'Bizantino'
aponta para a cidade de Bizâncio, que tinha sido tomada em possessão por
Constantino, o Grande, em 330 DC. O nome [desta capital] foi mudado para
Constantinopla.
As versões protestantes na Inglaterra e no Continente, nos séculos XVI e
XVII, basearam-se nestas edições do texto em grego. Enquanto estas
versões em grego que foram primeiramente impressas eram elas próprias
baseadas em comparativamente poucos manuscritos, têm no entanto provado
serem representativas do texto que prevalecia, muitos séculos antes, em
todo o mundo grego.
As versões inglesas de Tyndale, Coverdale, Matthews (ou Rogers), a
Grande Bíblia, a Bíblia de Genebra, a Bíblia dos Bispos, e a Versão
Autorizada [= VRTiago], todas elas basearam-se neste grupo de documentos
em grego, nos quais foi preservado o texto que foi em regra recebido [e
aceito] por todas as igrejas gregas desde os dias apostólicos. [As
Almeidas 1753, RCorr e CFiel tiveram por base o mesmo texto].
5. A VERSÃO DO REI TIAGO
Na Conferência da
Corte de Hampton, em 1604, o líder puritano Reynolds fez a sugestão (que
foi primeiramente oposta mas depois adotada pela Conferência, com
entusiástica aprovação do Rei Tiago I) de que deveria haver uma nova
tradução das Santas Escrituras para o idioma inglês, para substituir as
diferentes versões então comumente em uso. Cinqüenta e quatro homens
(incluindo puritanos, membros do alto clero da igreja [anglicana], e os
maiores eruditos da época, em grego e em hebraico) formaram seis grupos
para se devotarem à tarefa. Usando suas fontes [isto é, manuscritos da
Bíblia] em grego e os melhores comentários dos eruditos europeus, e
referindo- se [em consultas] a Bíblias em espanhol, italiano, francês, e
em alemão [todas elas baseadas no Texto Recebido], expressaram o sentido
do grego [com toda a precisão] em um [inigualável] inglês idiomático,
vigoroso, e claro. Esta Bíblia ganhou a batalha contra os preconceitos e
críticas que saudaram sua primeira aparição, e tornou-se a Bíblia do
mundo de fala inglesa.
A VRTiago foi publicada em 1611, após quase quatro anos de intensa
revisão. Temos também que entender que a Bíblia do Rei Tiago não é o
produto meramente daquele letrado grupo de homens do início dos anos
1600s, mas é o fruto de aproximadamente 100 anos de tradução e revisão
trabalhadas por piedosos homens na forja das perseguições, começando com
os labores de William Tyndale. Este processo é único na história da
tradução da Bíblia.
Alexander McClure, por volta de 1860, ao dar uma biografia dos
tradutores do Rei Tiago, faz esta observação:
"... todas as faculdades
da Grã Bretanha e América, mesmo neste arrogante dia de bravatas, não
puderam reunir o mesmo número de teólogos igualmente qualificados (pelo
aprendizado e pela piedade) para o grande empreendimento [de tradução da
Bíblia] ... este abençoado livro [a VRTiago] [e as Almeidas RCorr e
CFiel] é tão completo e exato que o leitor inculto, sendo de
inteligência normal, pode gozar a deliciosa segurança de que, se ele
estudá-lo com fé e em oração, e se entregar a si mesmo aos seus ensinos,
não será confundido ou mal guiado com respeito a nenhum assunto
essencial à sua salvação e seu bem espiritual. Este [livro] irá tão
seguramente guiá-lo a todas as coisas necessárias à fé e à prática,
quanto o fariam as Escrituras originais, se ele as pudesse ler, ou elas
pudessem lhes falar como outrora falaram aos hebreus em Jerusalém ou aos
gregos em Corinto." (McClure,
Translators
Revived, pp. 64-65).
O INGLÊS DA BÍBLIA DO REI TIAGO
É também crucial que
você entenda que o inglês da Bíblia do Rei Tiago não é meramente aquele
do século XVII. Não é a linguagem de Shakespeare, mas a linguagem do
hebraico e do grego.
"O
bispo Lightfoot afirmou que esta versão foi o repositório da mais
elevada verdade e mais pura fonte do nosso inglês nativo. 'Na verdade',
ele escreveu, 'podemos tomar coragem no fato de que a linguagem da nossa
Bíblia inglesa não é a dos dias em que seus tradutores viveram, mas, em
sua grande simplicidade, destaca-se em contraste com o estilo ornado e
frequentemente afetado da literatura da época' " ("The
Divine Original").
Da linguagem usada na
VRTiago, George Marsh, em uma palestra de 1870, observa:
"Ela foi um agregamento das melhores formas de expressão aplicáveis à
comunicação de verdade religiosa que então existiu ou tinha existido, em
qualquer e em todos os sucessivos estágios através dos quais a
Inglaterra tinha passado em toda a sua história. ... Quanto à formação
de frases, mesmo agora [em 1870, a Bíblia do Rei Tiago só] está
pouquíssimo mais afastada da vida real e dos livros do que há duzentos
anos atrás. A direção tomada pela fala inglesa depois [da Versão
Autorizada], não tem sido em uma linha reta se afastando do dialeto das
Escrituras. Ao contrário, tem sido uma curva de circunvolução ao redor
dele" (Edwin Bissell, “The
Historic Origin of the Bible”, 1873, p. 353).
Quando a Imprensa da
Universidade de Harvard publicou "The Literary Guide to the Bible" em
1987, ela selecionou a VRTiago para análise literária de cada um dos
livros da Bíblia.
"...nossas razões para fazer isto têm que ser óbvias: ela é a versão que
mais leitores do inglês associam com as qualidades literárias da Bíblia,
e é ainda, sustentavelmente, a versão que melhor preserva os efeitos
literários das línguas originais." (Theodore Letis, "Foreword to
Tyndale's Triumph", em John Rogers "Monument: The New Testament of
the Matthew's Bible 1537", 1989, p. ii).
Temos que ter isto em
mente quando ouvimos reclamações sobre o "velho e antiquado inglês do
Rei Tiago": A Bíblia do Rei Tiago é escrita em inglês belo e preciso,
perfeitamente amoldado às Escrituras em hebraico e grego, e não é
difícil aprender os poucos termos antiquados necessários para lê-la com
entendimento. [Poderíamos dizer o equivalente das Almeidas 1753, RCorr e
CFiel]. Se alguém não estiver disposto a estudar diligentemente a
Bíblia, ele não a entenderá, não importa qual a tradução que use. E se
sua Bíblia é tão fácil de ler quanto o jornal da manhã, caro amigo, você
não tem a Palavra de Deus, porque as Escrituras em hebraico e grego não
são [sempre] lidas tão simplesmente e tão contemporaneamente como o
jornal da manhã! Enquanto algumas porções do Novo Testamento em grego
(porções do Evangelho de João, por exemplo) são tão simples que uma
criança poderia entendê-las, outras porções são muito complexas.
"Quanto ao nível geral de legibilidade, a VRTiago está ao alcance de
qualquer pessoa com uma educação mediana. É escrita a um nível variando
da 8a. à 10a. série [12 a 14 anos de idade]. Isto
tem sido provado por análise assistida por computador, feita pelo Dr.
Donald Waite, de quem falaremos posteriormente, no nosso relatório. Ele
fez passar vários livros da VRTiago através do programa 'Right Writer',
e descobriu que Gen 1, Exo 1, e Rom 8 estavam [totalmente] ao alcance da
8a. série; Rom 1 e Judas ao da 10a. série; e Rom
3:1-23 ao da 6a. série. Ademais, notamos que, enquanto
Shakespeare usou um vocabulário de cerca de 37.000 palavras inglesas, a
Bíblia do Rei Tiago emprega somente 8.000." (John Wesley Sawyer, "The
Newe Testament by William Tyndale", p. 10,
citando o programa, "The Story of English", da TV BBC, copyright 1986).
Dr. Waite diz,
"
Eu conheço centenas de pessoas cuja inteligência e níveis educacionais
não são tão elevados quanto os de algumas daquelas ... pessoas
[intelectuais] que dizem que não podem entender a Bíblia do Rei Tiago [e
as Almeidas RCorr e CFiel], no entanto estas pessoas [comuns, de fato] a
entendem. Como podemos compreender isto? Relembremos 1Co 2:14 que diz
'Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus,
porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se
discernem espiritualmente.' Este verso ainda é verdadeiro, não importa
qual tradução seja usada" ("Defending
the King James Bible", pp. 50,51).
Dr. Waite continua:
"Alguns dizem que gostam de uma versão em particular porque a acham mais
fácil de ler [e entender]. Bem, legibilidade é uma coisa, mas será que
ela se conforma com o que está no grego e hebraico dos originais? Você
pode ter um montão de legibilidade, mas se ela não casar com o que Deus
disse, ela não adianta de nada. Na Bíblia do Rei Tiago [e nas Almeidas
RCorr e CFiel], as palavras casam com o que Deus disse. Você pode dizer
que ela é difícil de ler, mas [eu digo]: estude-a [intensamente]. Ela é
difícil no hebraico e no grego e, talvez, mesmo no inglês da VRTiago [e
no português das Almeidas RCorr e CFiel]. Mas mudar a Bíblia por toda
parte, somente para fazê-la 'fácil', ou interpretá-la ao invés de
traduzí-la, é errado. Você comprou montes de interpretação, mas não
queremos isto em uma tradução. Queremos que o que for trazido para o
inglês [e português] seja exatamente aquilo que Deus disse em hebraico e
grego". (Ibid., pp. 241,242).
O que se segue foi
tirado do manual de instruções da "Online Bible"
"Temos, agora, adquirido bastante experiência para determinar qual
tradução é mais adequada para pesquisa por palavra e [para pesquisa] por
frase, no computador. Se tivéssemos que classificar a NIV [New
International Bible], a NKJ [New King James] e a AV [Authorized Version
= VRTiago] quanto a este ponto, [diríamos]:
·
A AV
é a melhor
·
A
NKJV é boa
·
A
NIV está entre regular e boa
"Para nossa grande surpresa, o vocabulário tem aumentado, não diminuído,
com as modernas traduções. Daí a maior inconsistência na tradução, e a
maior dificuldade em encontrar o que você necessita, através de uma
pesquisa por palavra. Parece que consistência e legibilidade são
bastante difíceis de ser alcançadas usando o 'moderno inglês' [e usando
o português das Bíblias 'no mais contemporâneo português']. A tabela
nesta página mostra os resultados. Sua Majestade, Príncipe Charles, o
Príncipe de Gales, enfocou o problema quando disse:
"A nossa época é um tempo de milagrosas máquinas que escrevem, mas não
uma era de miraculoso escrever. Nossas banalidades não são nenhuma
melhoria sobre o passado; são meramente um insulto a ele e uma fonte de
confusão no presente. No caso de um reverenciado escrito religioso,
deveríamos deixá-lo intocado, especialmente quando ele é melhor do que
bom: quando ele é grandioso. Do contrário, deixaremos a nós mesmos
abertos à terrível acusação que uma vez foi levantada ao verdadeiro
mestre do banal, Samuel Goldwyn: 'Você melhorou em direção a ser pior! '
"
5-A. A TRADUÇÃO DE
ALMEIDA 1753 E SUAS LEGÍTIMAS ATUALIZAÇÕES BASEADAS NO TR [5]
Citamos nota da "Bíblia de Referência Thompson", Editora Vida, 1992, p.
1378 (a tradução que adota é a A.E.Contemporânea, parcialmente baseada
no Texto Crítico):
"Coube a João Ferreira
de Almeida a grandiosa tarefa de traduzir pela primeira vez para o
português o Antigo e o Novo Testamentos. Nascido em 1628 em Torre de
Tavares, nas proximidades de Lisboa, João Ferreira de Almeida, quando
tinha doze anos de idade, mudou-se para o sudeste da Ásia. Após viver
dois anos na Batávia (atual Jacarta), na ilha de Java, Indonésia,
Almeida partiu para Málaca, na Malásia, e lá, através da leitura de um
folheto em espanhol acerca das diferenças da cristandade, converteu-se
do catolicismo à fé evangélica. No ano seguinte [aos quinze anos de
idade] começou a pregar o evangelho no Ceilão e em muitos pontos da
costa de Malabar [nas Igrejas Reformadas Holandesas. Ministrava em
português, a língua que muitos falavam, pois só fazia um ano que
Portugal havia perdido o controle da região].
"Não tinha ainda dezessete anos de idade quando iniciou o trabalho de
tradução da Bíblia para o português [baseou-se em versões em francês,
italiano, espanhol e latim; começou em 1644 e terminou em 1645], mas
lamentavelmente ele perdeu o seu manuscrito e teve de reiniciar a
tradução em 1648 [aos vinte anos de idade].
"[Dedicou-se ao estudo das línguas originais com grande empenho e,
depois,]Por conhecer o hebraico e o grego, Almeida pode se utilizar dos
manuscritos dessas línguas, calcando sua tradução no chamado TEXTUS
RECEPTUS, do grupo bizantino. Durante esse exaustivo e criterioso
trabalho, ele também se serviu das traduções holandesa, francesa
(tradução de Beza), italiana, espanhola [todas elas baseadas no TR] e
latina (Vulgata).
"Em 1676, João Ferreira de Almeida concluiu a tradução do Novo
Testamento, e naquele mesmo ano remeteu o manuscrito para ser impresso
na Batávia; todavia, o lento trabalho de revisão a que a tradução foi
submetida levou Almeida a retomá-la e enviá-la para ser impressa em
Amsterdã, Holanda. Finalmente, EM 1681 SURGIU O PRIMEIRO NOVO TESTAMENTO
EM PORTUGUÊS, ...
"Logo após a publicação do Novo Testamento, Almeida iniciou a tradução
do Antigo, e ao falecer, em 6 de agosto de 1691, ele havia traduzido até
Ezequiel 41:21. Em 1748, o pastor Jacobus op den Akker, de Batávia
[Jakarta], juntamente com Cristovão Teodósio Walther, reiniciou o
trabalho interrompido por Almeida, publicou o primeiro dos dois tomos da
Bíblia e, cinco anos depois, EM 1753, PUBLICOU A PRIMEIRA BÍBLIA
COMPLETA EM PORTUGUÊS, EM DOIS VOLUMES. ...
ATUALIZAÇÕES (BASEADAS OU NÃO NO TR) DA ALMEIDA. OUTRAS BÍBLIAS NO
BRASIL
-
Em 1819 a Bíblia de Almeida foi pela 1a. vez publicada em um só
volume, pela Trinitarian Bible Society.
- Em 1847 a Bíblia de Almeida sofreu sua 1a. revisão (só ortográfica!),
pela Trinitarian Bible Society, passando a ser conhecida como "Almeida
Revista e Reformada". Continuou tendo o coração de todos os crentes.
- Em 1872 foi publicada, em Londres, a "Almeida Revisada e Reformada".
- Em 1875 foi publicada a "Almeida Revista e Correcta".
- Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro
publicou "A Primeira Edição Brasileira do Novo Testamento de Almeida".
- Em 1894 foi publicada na Inglaterra, para uso em Portugal, a "Almeida
Revista e Corrigida". Até aqui, todas as Bíblias "protestantes" são
100% fiéis ao TR.
- Em 1898 foi publicada na Inglaterra, para uso no Brasil, a "Almeida
Revista e Corrigida", talvez já introduzindo 0,1% do TC.
- Em 1917 as influências de Westcott-Hort, do criticismo textual e do
revisionismo já havendo alcançado o Brasil, a corrompida United Bible
Societies publicou a "Tradução Brasileira", 100% baseada no TC e
equivalente à "English Revised Version" de 1881. Foi rejeitada pela
maioria dos crentes.
- Em 1929 foi publicada a "Almeida Correcta".
- Em 1931 a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira publicou a "Tradução
dos Originaes Hebraico e Grego", 7%TC, rejeitada pela maioria dos
crentes.
- Em 1948 a "Almeida Revista e Corrigida" foi revisada pela
Sociedade Bíblica do Brasil, recém fundada, talvez já introduzindo 1,5%
do TC. Bastante grave, mesmo que ainda longe das Bíblias 7% TC.
- Em 1956, 1968 e 1995 a "Almeida Revista e Corrigida" foi
revisada pela Sociedade Bíblica do Brasil, talvez já introduzindo 1.8%,
1.9% e 2% do TC, respectivamente. Bastante grave, mesmo que ainda longe
das Bíblias 7% TC.
- Em 1959 e 1975 a Sociedade Bíblica do Brasil publicou a "Almeida
Revista e Atualizada", totalmente baseada no TC (por isso, foi
desleal e vergonhoso golpe publicitário que tenha usurpado o nome
Almeida: a Atualizada não tem nada a ver com Almeida e sua tradução
original!). A Atualizada equivale à "Revised Standard Version", de 1952.
Lamentavelmente, pela primeira vez, uma Bíblia 7% TC (afora as
muitíssimas diferenças devidas ao condenável método de tradução por
equivalência dinâmica) começou a também ser aceita entre os
"protestantes" brasileiros.
- Em 1967 a Imprensa Bíblica Brasileira publicou o que ficou conhecida
como "Almeida Revisada de Acordo com os Melhores Textos", na
realidade baseada nos piores textos, sendo 7% TC (por isso, também não
deveria ter usado o nome Almeida), e com extensivo uso de variantes e de
destrutivos colchetes e notas de rodapé.
- Em 1973 (NT, adotado por romanistas e ecumênicos) e 1988 (VT+NT) a
Sociedade Bíblica do Brasil lançou a "Bíblia na Linguagem de Hoje",
7% TC, não é tradução mas sim abjeta paráfrase.
- Em 1981 a Editora Mundo Cristão lançou "A Bíblia Viva" (seu
Novo Testamento é vendido como "O Mais Importante é o Amor"), 7% TC, não
é tradução mas sim abjeta paráfrase.
- Em 1990 a Editora Vida publicou a "Almeida Edição Contemporânea".
Apesar da alegação de que partiu da Almeida Revista e Corrigida e,
basicamente, apenas a "limpou de arcaísmos", na realidade talvez seja na
ordem de mais de 3% TC.
- Em 1993, a Sociedade Bíblica Internacional publicou o NT da "NVI -
Nova Versão Internacional", totalmente TC, traduzida pelo condenável
método de equivalÊncia dinâmica. A Bíblia completa será publicada em
2001.
- Em 1994, depois de um trabalho tanto longo (o Novo Testamento já havia
sido lançado em 1974) quanto de extremos cuidados, a Sociedade Bíblica
Trinitariana do Brasil lançou a "Almeida Corrigida e Revisada, Fiel
ao Texto Original", também conhecida simplesmente como "ACF -
ALMEIDA CORRIGIDA, FIEL", 100% TR, traduzida com suprema competência
pelo mais rigoroso método de equivalência formal-literal, e, ao mesmo
tempo, escrita em português natural, fluente e sem arcaísmos. Pequena
revisão foi feita em 1996.
- Crentes alertados e fiéis não usam as Bíblias Jerusalém (1981,
1992 - romanista-ecumênica), Vozes (romanista), Novo Mundo
(distorção pelos Testemunhas de Jeová), traduções do Padre Antônio
Pereira de Figueiredo, Padre Matos Soares, Padre Humberto
Rhoden, Padres Capuchinhos, Monges Beneditinos,
Pastoral, TEB - Tradução Ecumênica da Bíblia, TOB -
Traduction Oecuménique de la Bible, etc.., todas elas 7% TC e
favorecendo heresias de seitas.
6. O TEXTO RECEBIDO VAI ATÉ AOS CONFINS DA TERRA
Como vimos, a Bíblia do
Rei Tiago e suas predecessoras imediatas [na Inglaterra] tiveram por
base o Texto Recebido. De fato [em todo o mundo], praticamente todos os
trabalhos de tradução e impressão da Bíblia feitos por não católicos,
desde os anos 1500s até os últimos anos 1800s, basearam-se no Texto
Recebido. Durante estes séculos, centenas de traduções foram produzidas
a partir deste texto, incluindo as Bíblias: sueca de Uppsala (1514),
alemã de Lutero (1534), sueca (1541), dinamarquesa de Cristiano III
(1550), espanhola de Reyna (1569), islandesa (1584), eslovena (1584),
irlandesa (1685), francesa em Genebra (1588), galesa (1588), húngara
(1590), holandesa de Statenvertaling (1637), italiana de Diodati (1641),
finlandesa (1642), síria (1645), armeniana (1666), romena (1688),
lataviana (1689), lituana (1735), estoniana (1739), georgiana (1743),
PORTUGUESA [DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA] (1751) [realmente publicada
em 1753], gaélica (1801), servo-croata (1804), albanesa (1827), eslovaca
(1832), norueguesa (1834), russa (1865), yiddish (1821), turca (1827) e
búlgara (1864).
Piedosos missionários da Europa [Continental], Inglaterra e América
[Canadá e, principalmente, Estados Unidos] levaram o Texto Recebido até
aos confins da terra, ao traduzí-los para os idiomas dos povos.
Começando com John Eliot, que produziu a Bíblia na linguagem [dos
índios] Pequot em 1663, missionários se ocuparam em traduzir as
Escrituras para as línguas dos índios norte-americanos, incluindo as
versões Mohawk (1787), Esquimó (1810), Delaware (1818), Seneca (1829),
Cherokee (1829), Ojibway (1833), Dakota (1839), Ottawa (1841), Shawnee
(1842), Pottawotomi (1844), Abenaqui (1844), Nez Perce (1845), Choctaw
(1848), Yupik (1848), Micmac (1853), Plains Cree (1861)e Muskogee
(1886).
Missionários da Igreja
Protestante Holandesa traduziram o Texto Recebido para a linguagem
malaia em 1734. Nos anos 1800s, as traduções foram surgindo num ritmo
muito acelerado. Martin Henry traduziu o Texto Recebido para os idiomas
persa e árabe; Adoniram Judson para o burmês (1835); William Carey e
seus cooperadores para os idiomas bengali (1809), oriya (1815), marathi
(1821), kashmiri (1821), nepalês (1821), sânscrito (1822), gujarati
(1823), panjabi (1826), bihari (1826), kannada (1831), assamese (1833),
hindi (1835), urdu (1843), telugu (1854) e 35 outras línguas da Índia.
Durante este período [1800s], outros missionários, baseados no Texto
Recebido, produziram Bíblias e porções da Bíblia nos idiomas bullom de
Serra Leoa (1816), saraiki do Paquistão (1819), faroe das Ilhas Faroe
(1823), sranan do Suriname (1829), javanês da Indonésia (1829), aymara
da Bolívia (1829), malaio da Indonésia (1835), manchu da China (1835),
malaguês de Madagascar (1835), mandinca de Gâmbia (1837), havaiano do
Havaí (1838), mongol (1840), karaite das Montanhas da Criméia (1842),
azerbaijani da antiga União Soviética (1842), subu do Camarão (1843),
mon de Burma (1843), maltês (1847), udmurt da União Soviética (1847),
garifuna da Belízia-Nicarágua (1847), ossete da União Soviética. (1848),
bube da Guiné Equatorial (1849), arawak da Guiana (1850), maori das
ilhas Cook (1851), tontemboan da Indonésia (1852), somoan (1855),
sesotho da África (1855), setswana da África do Sul (1857), basco da
Espanha (1857), hausa da Nigéria (1857), nama da África (1866), maori da
Nova Zelândia (1858), dayak da Indonésia (1858), isixhosa da África do
Sul (1859), karan de Burma (1860), núbio do Egito (1860), igbo da
Nigéria (1860), efik e yoruba da Nigéria (1862), tibetano (1862), ga de
Gana (1866), tongan da África (1862), twi de Gana (1863), isizulu da
África (1865), niueano de Tonga (1866), dehu da Nova Caledônia (1868),
benga da África (1871), ewe da África (1877), batak da Indonésia (1878)
e thai (1883). (As informações prévias sobre as versões da Bíblia foram
grandemente derivadas de "Scriptures
of the World", United Bible Societies, 1988, e de "The
Bible in America", 1936).
Gostaríamos de enfatizar o fato de que esta lista de versões [acima] é
somente uma lista parcial. Embora não possamos dar os particulares
exatos da base textual de todas estas traduções, sabemos que a vasta
maioria delas foi composta de Escrituras baseadas no Texto Recebido
Lion's
History of Christianity"Our
Sixty-six Sacred Books"The
Bible in America
7. UM TEXTO (EM GREGO) DIFERENTE É EXALTADO EM UMA
HORA DE APOSTASIA
À medida que o século
XIX foi avançando, vozes criticantes do Texto Recebido e da VRTiago
cresceram em intensidade. Na Europa e Grã Bretanha, os pensamentos do
racionalismo alemão, do evolucionismo darwinista, e de outras filosofias
heréticas, começaram a se alastrar através da maioria das principais
denominações. A doutrina da perfeita inspiração da Bíblia estava sendo
questionada e contestada em muitos locais. Muitos professores e líderes
das igrejas pensavam que a Bíblia era cheia de erros, mitos e
inexatidões; que, ao invés de nos dar o registro da revelação infalível
de Deus ao homem, ela [coitada, meramente] continha a imperfeita
história da evolução do pensamento religioso do homem. Estas influências
receberam o reforço de poderosos simpatizantes do Catolicismo Romano
existentes na Igreja Anglicana e que formavam o chamado "Movimento de
Oxford" ou "Tractarian Movement". Por todos os lados, era evidente o
declínio e deterioração do formidável mover de reavivamento espiritual
que tinha varrido o mundo desde a Reforma Protestante. Foi dentro deste
doente clima espiritual que a filosofia do moderno criticismo textual se
desenvolveu.
Enquanto as Bíblias da Reforma tinham nascido em um clima de
reavivamento espiritual e de fé, as modernas Bíblias nasceram em um
clima de apostasia e incredulidade.
Os principais editores que, nos anos 1800s, produziram os novos textos
(em grego) que diferiam do Texto Recebido, foram Griesbach, Hug,
Lachmann, Tregelles, Tischendorf, e Westcott & Hort. Estes foram os pais
do moderno criticismo textual.
a) J.J. GRIESBACH
(1745-1812) foi um professor da disciplina "Novo Testamento", com uma
paixão pelo criticismo textual. É importante notar que Griesbach, "[que]
desde seus dias de estudante de graduação [foi] influenciado pela maré
enchente do racionalismo que varria seu país, era um inimigo do
cristianismo ortodoxo" (D. A. Thompson, "The
Controversy Concerning the Last Twelve Verses of the Gospel According to
Mark", p. 40). Ele abandonou o Texto Recebido e teceu um
novo texto contendo muitas das novidades posteriormente popularizadas
por Westcott e Hort. Griesbach mantinha o assombroso ponto de vista de
que "Entre as várias variantes para uma passagem [do Novo Testamento em
grego], tem que merecidamente ser considerada como suspeita aquela que,
mais do que as outras [variantes], manifestadamente favorece os dogmas
da ortodoxia" (Scrivener, citado por D. A. Thompson, p. 40). Em outras
palavras, de acordo com este princípio, "se houver uma passagem no Texto
Recebido que evidente e fortemente implica ou ensina a divindade de
Cristo em [natureza e] essência, ou [ensina] alguma outra doutrina
fundamental da Fé, e em alguns outros velhos manuscritos houver uma
variante que diminua aquela ênfase, ou que, por omissão, de todo a joga
no lixo, então esta última variante deve tomar precedência sobre aquela
primeira" (Ibid.). Isto, meus amigos, é pensar caoticamente, de cabeça
para baixo! A edição do texto (em grego) de Griesbach removeu o final de
Marcos 16 (vv. 9-20), baseado em relatos de que o manuscrito Vaticanus,
que ele considerava o mais antigo e melhor, não continha estes versos.
Griesbach não tinha visto o Vaticanus, mas tinha recebido relatos sobre
o fato de que Marcos 16:9-20 era omitido neste códice.
b) J.L. HUG
(1765-1846) "em 1808 introduziu a teoria de que, no século II, o texto
do Novo Testamento tinha se tornado profundamente degenerado e corrupto,
e que todos os textos hoje sobreviventes são meramente revisões
editoriais deste texto corrompido" (Hills, p.65). Esta inacreditável
teoria totalmente contradiz a promessa que Deus fez de preservar as
Escrituras. [Ver nota de rodapé anterior].
c) KARL LACHMANN
(1793-1851), que tem sido descrito como um racionalista alemão (Turner,
p.7), publicou edições do Novo Testamento em Berlim, na Alemanha, em
1842 e 1850. Ele foi um professor de "Filologia Clássica e Alemã", em
Berlim. Ele "começou a aplicar ao texto do Novo Testamento em grego as
mesmas regras que tinha usado para editar textos dos clássicos gregos,
os quais têm sido radicalmente alterados ao longo dos anos. ... Lachmann
tinha estabelecido uma série de diversas pressuposições e regras que
usou para chegar aos [que cria serem os] textos originais dos clássicos
gregos. ... Ele agora começou a usar estas mesmas pressuposições e
regras para corrigir o Novo Testamento que ele também pressupunha ter
sido irrecuperavelmente corrompido. [Mas] ele cometeu um erro por demais
evidente. O cuidado reverente e amoroso prestado pelas igrejas fiéis ao
copiar e preservar as Escrituras não foi igualado por um processo
similar no copiar dos clássicos gregos" (Turner, pp. 7-8). Lachmann
descartou a escrita do Texto Recebido em favor daquilo que ele
considerava o mais antigo e melhor texto, representado pelo Vaticanus e
uns poucos outros manuscritos similarmente corrompidos. Burgon observa
que "o texto de Lachmann raramente se apoia em mais que quatro códices
em grego, muito frequentemente em três, não infrequentemente em dois,
algumas vezes em somente um". ("Revision
Revised", p. 21). Na sua arrogância de erudito, Lachmann
estava querendo erradicar séculos de piedoso discernimento (purificado
na fornalha da perseguição), em favor de modernas novidades.
d) SAMUEL TREGELLES (1813-1875) aceitou os pontos de vista de
Lachmann. Tregelles disse "Tem que ser concedido a Lachmann o
reconhecimento disto, que ele tomou a frente no caminho de jogar fora os
assim chamados Textus Receptus, e corajosamente colocar o Novo
Testamento completa e inteiramente, sobre uma base de real autoridade".
(Edward Miller, "A
Guide to the Textual Criticism of the New Testament",
1886, p. 22). O que Lachmann supunha ser "real autoridade" era o
manuscrito Vaticanus (que, por séculos, tinha repousado em desuso no
castelo do Papa) e alguns outros poucos manuscritos similarmente não
merecedores de respeito.
e) CONSTANTIN TISCHENDORF
(1815- 1874) foi um editor alemão de textos [bíblicos]
que viajou extensivamente em procura de antigos documentos. Ele foi
instrumental em trazer à luz os dois manuscritos [lamentavelmente] mais
influentes no moderno trabalho da tradução da Bíblia – Códice Sinaiticus
e Códice Vaticanus.
CÓDICE SINAITICUS.
"No ano de 1844, enquanto viajava sob o patrocínio de Frederick
Augustus, Rei da Saxônia, em busca de manuscritos, Tischendorf chegou ao
Convento de Santa Catarina, [ao pé do] Monte Sinai. Aqui, observando
alguns documentos de antiga aparência e que estavam em uma cesta [de
lixo] cheia de papéis prontos para acender o fogão, ele os escolheu e
retirou, e descobriu que eram quarenta e três folhas de pergaminho da
Versão Septuaginta. Foi permitido que ele os tomasse: mas, no desejo de
salvar as outras partes do manuscrito do qual ele ouvira falar, ele
explanou seu valor aos monges os quais, sendo agora informados, lhe
permitiriam apenas copiar uma página e recusaram lhe vender o resto.
Quando retornou, ele publicou em 1846 o que tinha conseguido obter
Tischendorf era tão
enamorado com o manuscrito Sinaiticus que ele alterou a oitava edição do
seu texto em grego (1869-72) em 3.369 casos, largamente em conformidade
com o Sinaiticus.
Note que este manuscrito, que tão poderosamente influenciou os homens
que desenvolveram as teorias do moderno criticismo textual, foi
descoberto em uma cesta de lixo em um monastério da Igreja Católica
Greco-Ortodoxa. Mesmo os monges espiritualmente cegos que viviam neste
local demoniacamente oprimido o consideraram digno apenas de queimar!
Dr. James Qurollo observa, "Eu não sei qual deles tinha a verdadeira
avaliação do seu valor – Tischendorf, que queria comprá-lo, ou os
monges, que estavam se aprontando para queimá- lo!"
A pura palavra de Deus, meus amigos, não tem sido preservada em um
obscuro monastério da Igreja Católica Greco-Ortodoxa ou nas prateleiras
empoeiradas da biblioteca do Papa, mas nos manuscritos e nas Bíblias e
que têm sido altamente honradas e usadas pelos crentes comuns através
dos séculos.
***As corrupções do Códice
Sinaiticus:é importante notar que o Sinaiticus mostra
clara evidência de corrupção. Dr. F. H. A. Scrivener, que em 1864
publicou "A Full Collation of the Codex Sinaiticus", testificou:
"O
Códice é coberto com alterações de um caráter obviamente corretivo –
devidas a pelo menos dez diferentes revisores, alguns deles [os
revisores] sistematicamente se espalhando sobre CADA página, outros
ocasionalmente, ou limitados a porções separadas do manuscrito, muitos
destes sendo contemporâneos ao primeiro escritor, mas a maior parte [dos
revisores] vivendo no sexto ou sétimo século".
***A condição
amedrontadoramente sacrílega do Monastério de Santa Catarina:É apropriado darmos uma descrição do monastério que
abrigava o Códice Sinaiticus. A descrição seguinte foi escrita pelo Dr.
R. L. Hymers:
"Eu me tornei convicto
da superioridade do Texto Recebido durante uma viagem à Península do
Sinai, no verão de 1987. Minha esposa e eu éramos parte de uma expedição
que escalou o Monte Sinai. Depois que descemos, visitamos o Monastério
Santa Catarina, que se localiza ao pé da montanha. Eu fiquei chocado com
as características estranhas e mesmo satânicas deste monastério. As
caveiras de monges de todos os séculos estavam amontoadas em um grande
aposento. Esta montanha de caveiras tinha entre uns 2,10 a 2,40m de
altura. O esqueleto de um dos monges estava acorrentado a uma porta
adjacente a esta pilha de caveiras, deixado lá como um guarda de idade
indeterminável. Dentro do próprio santuário do monastério, ovos de
avestruzes pendiam do forro, lâmpadas tenuamente iluminavam a atmosfera
tenebrosa, e estranhos desenhos e pinturas contrárias às Escrituras
decoravam o edifício inteiro.
"Fomos guiados através deste fantasmagórico convento para o local onde
os rolos Sinaiticus tinham sido guardados através dos séculos, por estes
monges, até serem descobertos por Tischendorf, levados à [Rússia,
publicados na] Alemanha, e finalmente vendidos à Grã Bretanha. Enquanto
eu estava de pé em frente à caixa onde o manuscrito Sinaiticus tinha
sido guardado antes de ser roubado por Tischendorf, eu tive a distinta
impressão de que nenhuma luz espiritual poderia vir deste local.
"Esta impressão me levou a reexaminar os fatos concernentes ao texto de
Westcott e Hort, e a chegar à conclusão de que o uso que [estes homens]
fizeram dos manuscritos Sinaiticus e Vaticanus como a base para o novo
texto em grego foi ilegítimo e enganador. Eu tenho chegado à conclusão
de que o texto de Westcott e Hort é uma mutilação, e de que o Texto
Masorético e o Texto Recebido, que são a base para a Bíblia do Rei Tiago
[e para as Almeidas 1753, RCorr e CFiel], lhe são incomparavelmente
superiores. Portanto, eu fortemente defendo a Bíblia do Rei Tiago
como a mais confiável tradução que hoje temos das Escrituras para
o idioma inglês." [O mesmo dizemos das Almeidas RCorr e CFiel, para o
português].
CÓDICE VATICANUS.
Tischendorf também
contribuiu para trazer à luz o manuscrito Vaticanus. Os detalhes
envolvidos neste empreendimento são quase tão fascinantes quanto aqueles
da sua busca pelos Sinaiticus:
"Como o nome diz, [o Vaticanus] está na Grande Biblioteca do Vaticano,
em Roma, que tem sido seu domicílio desde alguma data antes de 1481
[Editor: isto deve ser bem entendido por aqueles que conhecem o espírito
pervertido de Roma]. As autoridades da Biblioteca do Vaticano punham
contínuos obstáculos no caminho de todos aqueles que desejavam estudá-lo
em detalhes. Um correspondente de Erasmus, em 1533, enviou àquele
estudioso um número de selecionadas transcrições do manuscrito, como
prova da sua [suposta] superioridade em relação ao Texto Recebido.
[Editor: Erasmus subseqüentemente rejeitou estas transcrições]. ... Como
um troféu de vitória, Napoleão levou o Vaticanus para Paris, onde ele
permaneceu até 1815, quando os muitos tesouros que ele tinha saqueado
das bibliotecas do Continente foram devolvidas aos seus respectivos
donos. ... Em 1845, foi permitido ao grande estudioso inglês Tregelles
vê-lo por seis horas, mas não lhe copiar uma [só] palavra. Seus bolsos
foram revistados antes que ele pudesse abrí-lo e todos os materiais de
escrever lhe foram tomados. Dois membros do clero ficaram ao seu lado e
arrebatavam o volume se ele olhasse por demasiado tempo para qualquer
passagem!... Em 1866 Tischendorf uma vez mais submeteu um pedido de
permissão para editar o manuscrito, mas com dificuldade ele [somente]
obteve permissão para examiná-lo durante quatorze dias, todos eles de
três horas cada um, com o propósito de colatar
Our
Bible and the Ancient Manuscripts"
A atitude que Roma
exibiu com relação àqueles que procuraram examinar o manuscrito
Vaticanus é indicativa da atitude histórica de Roma com relação à
Palavra de Deus. Enquanto os batistas e os reformadores estavam
diligentemente trazendo as Escrituras à luz, "de modo que o condutor de
arados possa entendê-las"
JOHN WILLIAM BURGON
(1813-1888) foi um brilhante lingüista e editor de textos [bíblicos].
Ele publicou acima de 50 trabalhos, além dos numerosos artigos com que
ele contribuiu para periódicos. Ele contribuiu consideravelmente para "A
Plain Introduction to the Criticism of the New Testament", de Scrivener.
Burgon viajou largamente em busca de fatos sobre os textos [bíblicos].
Ele pessoalmente examinou o manuscrito Vaticanus em 1860, quando esteve
em Roma, e em 1862 ele visitou o Monastério de Santa Catarina, no Monte
Sinai, para examinar o conteúdo da sua biblioteca. Ele fez várias
visitas às bibliotecas da Europa, e colatou mais que cento e cinqüenta
manuscritos em grego. Sua pesquisa sobre os escritos dos antigos "Pais
da Igreja" não tem rival. Abrigada no Museu Britânico, ela consiste de
dezesseis grossos volumes de manuscritos e contém 86.489 citações.
Embora o anglicano Burgon tenha sido um contemporâneo dos [anglicanos]
Westcott e Hort, ele claramente rejeitou o racionalismo alemão e o
movimento de [volta ao] catolicismo romano com os quais a dupla
simpatizava. Edward Hills observa "os dias de Burgon em Oxford foram
parte do período quando a controvérsia tractariana
Which
Bible?"
"A
impureza do texto exibido por estes códices [Sinaiticus e Vaticanus] não
é uma questão de opinião mas sim de fato. ... [Contando-se] SOMENTE NOS
EVANGELHOS, o códice B (Vaticanus) deixa de fora palavras ou inteiras
cláusulas não menos que 1491 vezes. Em cada página, ele tem traços de
transcrição sem cuidados. ... eles [os manuscritos A, B e C] são três
das mais escandalosamente corrompidas cópias existentes ... [exibindo]
os mais vergonhosamente mutilados textos que podemos encontrar em todo a
terra" ("True
Or False?" pp. 77- 78).
***A atmosfera pagã
do Vaticano.
Já tecemos notas
sobre a estranha atmosfera demoníaca do Monastério de Santa Catarina,
que hospedava o Códice Sinaiticus. O lar do Códice Vaticanus não é menos
pagão. O editor deste pequeno livro visitou o Vaticano em 1992 e ficou
chocado com quão pagão o local é. [O lugar] me lembrou os muitos templos
que visitamos durante nossos anos de trabalho missionário na Ásia. De
modo apropriado ao lar do homem que clama [e usurpa] os títulos e a
posição de Jesus Cristo, e que aceita adoração, o Vaticano é um
monumento à idolatria e à blasfêmia e à desavergonhada rebelião do homem
contra a revelação de Deus. Há estátuas de todos os tipos de deuses e
deusas pagãs; há estátuas a Maria, e aos papas, e aos "santos" e anjos,
e à criancinha Jesus, e há crucifixos. De fato, o Vaticano é um
gigantesco ídolo. O grande altar sobre a suposta tumba de São Pedro é
dominado por imensas colunas douradas em espiral, que parecem a todo o
mundo como serpentes se enrolando. Pode-se quase ouvir o sinistro silvo.
O Vaticano é também um cemitério. Sob a catedral de "São Pedro" há
fileiras e fileiras de caixões funerários de mármore – que parecem ser
hectares de papas mortos! Uma estátua em tamanho real de cada papa é
esculpida em mármore e repousa na tampa de cada caixão. Velas e incenso
estão [sempre] queimando profusamente. O local é tão fantasmagórico e
pagão quanto qualquer templo no mais tenebroso Nepal. Católicos,
enganados de um modo digno das nossas lágrimas, acendem suas velas pagãs
na vã tentativa de merecer a bênção de Deus, de modo exatamente igual
aos pobres Hindus em trevas.
As casas de "Santa" Catarina e do "Papa" proveram lares bem apropriados
a dois dos mais profundamente corrompidos manuscritos hoje postos à
disposição dos tradutores da Bíblia.
Do Sinaiticus, do Vaticanus, e das teorias textuais que exaltam estes
manuscritos, o brilhante John Burgon, depois de décadas de vigilante e
solitário labor nos pálidos cantos das bibliotecas da Grã Bretanha,
Europa e Egito, testificou:
"Quando nos aplicamos inicialmente a estes estudos, muitos anos atrás,
... em qualquer direção para a qual nos voltássemos, éramos deparados
com a mesma terminologia confiante: 'os melhores documentos', 'os
manuscritos primários', 'as autoridades de primeira classe', 'a
evidência primitiva'
Revision
Revised"
Assim, vimos que durante
os anos 1800s (uma das maiores eras missionárias na História), enquanto
homens piedosos estavam levando a preservada Bíblia aos confins da
terra, cépticos críticos textuais, enamorados pelo racionalismo alemão,
iam ao redor esquadrinhando as empoeiradas bibliotecas das instituições
apóstatas, [ávidos] para 'redescobrirem' a Palavra de Deus, que nunca
havia sido perdida. Homens confundidos, todos eles!
8. WESTCOTT & HORT, E A VERSÃO REVISADA, DE 1881
Neste ponto, citamos
Dr. Edward F. Hills (1912-1981), um respeitado estudioso presbiteriano
que tinha graduações pela Yale University, Westminster Theological
Seminary, Harvard, e Columbia Seminary, e que prosseguiu em mais estudos
de pós-graduação na Chicago University e no Calvin Seminary. Dr. Hills
encorajou a muitos pela sua defesa do Texto Recebido e por desmascarar e
expor a incredulidade do moderno criticismo textual.
"Nos anos 1860, os manuscritos Aleph [Sinaiticus] e B [Vaticanus]
tornaram-se disponíveis aos estudiosos, através dos trabalhos de
Tregelles e Tischendorf. Em 1881 B. F. Westcott (1825-1901) e F. J. A.
Hort (1828-1892) [ambos foram professores anglicanos na Cambridge
University; Westcott tornou-se Bispo de Durham] publicaram sua celebrada
"Introdução", em que se esforçaram para determinar o texto do Novo
Testamento com base nesta nova informação. Eles propuseram a teoria de
que o texto original do Novo Testamento sobreviveu (em condições quase
que perfeitas) nestes dois manuscritos, especialmente no Vaticanus. Esta
teoria alcançou quase que imediatamente uma tremenda popularidade, sendo
aceita em todos os quadrantes tanto pelos liberais quanto pelos
conservadores. Os liberais gostaram dela porque representava a coisa
mais recente na ciência do criticismo do texto do Novo Testamento. Os
conservadores dela gostaram porque [a isca nas palavras 'em condições
quase que perfeitas'] parecia lhes dar a segurança que eles estavam
procurando.
"... no desenvolvimento de suas teorias, Westcott e Hort seguiram um
método essencialmente naturalístico. Na verdade, eles se orgulhavam de
tratar o texto do Novo Testamento como tratariam o de qualquer outro
livro, fazendo pouco ou nenhum caso da inspiração e providência. ...
[Eles partiram da axiomática pressuposição de que, num excesso de defesa
doutrinária e falta de honestidade, 'piedosos' copistas] tinham alterado
os manuscritos do Novo Testamento nos interesses da ortodoxia. Porisso,
como Griesbach, desde o início eles descartaram qualquer possibilidade
de preservação providencial do texto do Novo Testamento através do seu
uso pelos crentes" (Edward F. Hills, "The
King James Version Defended", pp. 65,66).
Dr. Donald A. Waite é
um estudioso batista que tem escrito em defesa do Texto Recebido. Ele
ganhou o grau de Bacharel de Artes em "grego e latim clássicos"; o de
Mestre de Teologia (com altas honras) em "literatura e exegese do Novo
Testamento em grego"; um de Mestre de Artes e um de Doutor em Filosofia,
ambos em "oratória"; um de Doutor em Teologia (com honras) em "exposição
bíblica"; e ele tem certificados tanto do estado de New Jersey como do
estado da Pennsylvania, credenciando-o como professor de "grego" e de
"arte da linguagem". Ele ensinou grego, hebraico, Bíblia, oratória e
inglês, por mais que 35 anos, em nove escolas. Ele produziu mais que 700
estudos a respeito da Bíblia e outros assuntos. Sumariando o problema
com o texto Westcott-Hort, Dr. Waite nota:
"Westcott
e Hort formularam um novo texto em grego e mudaram o Texto Recebido que
tinha sido usado na igreja desde o início da escrita do Novo Testamento"
("Defending
the King James Bible", 1992, p. 41).
A Trinitarian Bible
Society, em "The
Divine Original", provê o resto da triste história:
"A
descoberta destes manuscritos (MSS) seduziu muitos estudantes da Bíblia
levando-os a uma lamentável enfermidade de julgamento crítico [e]
exerceu uma similar influência hipnótica nas mentes de muitos dos
estudiosos dos séculos XIX e XX. O texto em grego revisado em que se
baseiam as versões modernas [baseadas no Texto Crítico] têm o suporte
somente de uma muito pequena minoria dos MSS disponíveis que, em alguns
aspectos, estão em concordância com os inconfiáveis textos dos códices
do Sinai e do Vaticano.
"Westcott e Hort maquinaram uma elaborada teoria baseada mais sobre
imaginação e intuição do que sobre evidência, elevando este pequeno
grupo de MSS às alturas de autoridade quase infalível. O tratado que
escreveram sobre o assunto [isto é, sobre seus princípios de crítica
textual] e o Novo Testamento em grego que editaram, exerceram uma
influência poderosa e de longo alcance, não apenas sobre a próxima
geração de estudantes e eruditos, mas também, indiretamente, sobre as
mentes de milhões que não têm tido nem a habilidade, nem o tempo, nem a
inclinação para submeter a teoria ao bisturi de um exame investigativo.
"Os manuscritos do Sinai e do Vaticano representam uma pequena família
de documentos que contêm muitas variantes e que as igrejas rejeitaram
antes do final dos anos 300s. Sob o singular cuidado e providência de
Deus, MSS mais confiáveis foram multiplicados e copiados de geração em
geração, e a grande maioria dos MSS ainda existentes oferece uma
reprodução fiel do verdadeiro texto que tem sido reconhecido por toda a
'Igreja' Grega no período bizantino de 312 a 1453 DC. Este texto foi
também representado por um pequeno grupo de documentos disponíveis a
Erasmus, Stephens, os compiladores da edição complutensiana, e a outros
editores do século XVI. Este texto é representado pela Versão Autorizada
[= VRTiago], [ pelas Almeidas 1753, RCorr e CFiel] e por [virtualmente
TODAS as] outras traduções protestantes até a última parte do século
XIX".
Os revisores de 1881
fizeram 36.000 mudanças em inglês sobre a VRTiago, como também quase
6000 no texto em grego. [Os revisores que produziram a impopular
Tradução Brasileira (1917), a ARAtlz (1959), e as demais Bíblias-TC,
fizeram aproximadamente o mesmo número de mudanças em português]. Os
manuscritos do Sinai e do Vaticano são responsáveis pela maioria das
mudanças significantes. Como F. C. Cook, capelão da Rainha da Inglaterra
no final do século XIX e autor de uma revisão crítica da ERV [=English
Revised Version], diz:
"De longe, o maior número de inovações, inclusive aquelas que dão os
mais severos choques nas nossas mentes, são adotados sob a autoridade de
dois manuscritos, ou mesmo de um manuscrito, contra o distinto
testemunho de todos os outros manuscritos, unciais e cursivos. ... O
códice do Vaticano ... algumas vezes sozinho, [mas] geralmente em acordo
com o do Sinai, é responsável por nove décimos das mais chocantes
inovações da Versão Revisada" (Cook, "The
Revised Version of the First Three Gospels: Considered in its Bearings
Upon the Record of Our Lord's Words and of Incidents in His Life",
1882, p. 250).
Philip Mauro, um
membro do tribunal da Suprema Corte dos Estados Unidos e um dos mais
reputados advogados de patentes dos seus dias, notou as diferenças entre
o Texto Recebido e os textos do Sinai e do Vaticano:
"Como uma ilustração suficiente das muitas diferenças entre estes dois
códices [Sinaiticus e Vaticanus] e o grande corpo dos outros MSS,
notamos que, SOMENTE NOS EVANGELHOS, o Códice Vaticanus difere do Texto
Recebido nos seguintes particulares: Ele omite pelo menos 2877 palavras
True
or False?"
A maioria dos
modernos tradutores da Bíblia permanece seduzida pelos manuscritos
Sinaiticus e Vaticanus. Os editores da New International Version, por
exemplo, admitem que eles preferem estes manuscritos: "em muitos casos
as palavras escritas encontradas nos manuscritos mais velhos,
particularmente nos grandiosos unciais em grego Vaticanus e Sinaiticus,
do século IV DC, devem ser preferidos sobre aquelas encontrados em
manuscritos posteriores, tais como aqueles refletidos no TR (Texto
Recebido)" (Ronald Youngblood, "The
Making of a Contemporary Translation", p. 152).
Poderíamos fornecer dúzias de páginas de citações similares, devidas aos
modernos tradutores e críticos do texto bíblico. Quando as novas versões
dizem que uma certa palavra ou verso não é encontrada nos "mais velhos e
melhores manuscritos", eles estão se referindo primariamente ao Códice
Sinaiticus e ao Códice Vaticanus, juntamente com um punhado de
manuscritos que apresentam leituras similares.
Concluímos esta seção com as palavras de John William Burgon:
"Eu estou completamente contrário a crer (tão grosseiramente improvável
isto parece) que, ao final de 1800 anos, 995 de cada 1000 cópias,
suponhamos, irão ser provadas como inconfiáveis, e que a uma, duas,
três, quatro, ou cinco [cópias] restantes, cujos conteúdos foram até
ontem nada mais que desconhecidas, ocorrerão terem mantido o segredo do
que o Espírito Santo originalmente inspirou. Em resumo, eu sou
completamente incapaz de crer que a promessa de Deus tenha tão
inteiramente falhado que, ao fim de 1800 anos, muito do texto do
Evangelho tenha de fato de ser tirado de dentro de uma cesta de lixo
cheia de papéis, por um crítico alemão, no convento de Santa Catarina; e
que todo o texto [do Novo Testamento] tenha de ser remodelado segundo o
padrão estabelecido por um par de cópias que tinha permanecido em
desprezo durante quinze séculos (provavelmente devendo suas
sobrevivências a este desprezo), enquanto centenas de outros
[manuscritos] tinham sido tão folheadas [pelo uso] a ponto de serem
[fisicamente] desintegradas, e tinham conferido seus testemunhos a
cópias delas feitas.
"Afortunadamente, a cristandade ocidental tem estado contente em
empregar um e o mesmo texto por mais de trezentos anos. Se a objeção for
feita, como provavelmente será, 'Então você quer dizer que repousa [tão
somente] sobre os cinco manuscritos usados por Erasmus?' eu responderei
que as cópias empregadas foram selecionadas porque se sabia que
representam a acurácia [isto é, a absoluta exatidão] da Palavra Sagrada;
que a linhagem do texto bíblico foi evidentemente guardada com zeloso
cuidado, exatamente como a genealogia humana do nosso Senhor foi
preservada; que ele [o texto produzido por Erasmus] repousa
essencialmente sobre muito do mais amplo testemunho [de vários milhares
de manuscritos basicamente idênticos]; e que [só] onde qualquer parte
dele [porventura] conflite com a mais completa [portanto indiscutível]
evidência [real] obtenível, ali eu creio que ele pede por correção" ("True
or False?", p. 13).
Enquanto não cremos,
de nenhum modo, que o Texto Recebido necessite de correção alguma, e
nisto tomamos uma posição diferente da de Burgon, nós realmente louvamos
sua fé na preservação da Palavra de Deus, esta fé está em total
contraste com o ceptismo dos nossos dias. Rememorando o testemunho que
os séculos dão à Bíblia preservada e revisando a posição incrédula dos
críticos textuais do século XIX, Burgon teve isto a dizer:
"Chame este texto Erasmiano ou Complutensiano, ou o texto de Stephans,
ou de Beza, ou dos Elzevir, chame-o Texto Recebido ou Texto Tradicional,
ou por qualquer outro nome que lhe agrade – o fato permanece que um
texto tem sido transmitido até nós, o qual é atestado por um consenso
geral de antigas cópias, dos antigos Pais [da 'Igreja'], e de antigas
versões [como a antiga Siríaca, a Peshitta (de cerca do ano 150, e da
qual mais de 300 manuscritos ainda existem), a Antiga Latina (de cerca
do ano 157), etc.].
"Obtida de uma variedade de fontes, este Texto prova ser essencialmente
o mesmo, em tudo. ... Em notável contraste com este Texto está aquele
contido em um pequeno punhado de documentos dos quais os mais famosos
são os Códices Vaticanus e Sinaiticus. Os editores da Versão Revisada
têm sistematicamente magnificado os méritos destes manuscritos
depravadamente corrompidos, enquanto eles têm, ao mesmo tempo,
ardentemente ignorado suas muitas imperfeições e defeitos faiscantes e
escandalosos, estando manifestadamente determinados a estabelecerem, por
bem ou por mal, a suprema autoridade dos dois manuscritos, sempre que
houver a menor possibilidade de fazê-lo. ... Tal, pelos últimos
cinqüenta anos, tem sido a prática, entre nós, da escola dominante do
criticismo textual" ("True
or False?", p. 115).
9. OS MODERNOS TEXTOS EM GREGO SÃO FUNDADOS SOBRE O
DE WESTCOTT-HORT
Tristemente, o
enfoque crítico à Bíblia que foi tão evidente entre muitos dos
estudiosos do século XIX, tem continuado a ser a filosofia dominante do
século XX. À luz da profecia bíblica com respeito à apostasia dos
últimos dias, não achamos este fenômeno surpreendente. É sobre o
lastimável fundamento do Westcott-Hortismo que repousa o inteiro
edifício das versões modernas [baseadas no Texto Crítico].
O TEXTO EM GREGO, DE NESTLÉ.
Em 1904 a
British and Foreign Bible Society publicou uma edição do texto em
grego, com aparato crítico preparado pelo Professor Eberhard Nestlé. O
texto de Nestlé foi baseado na 8a. edição (1869-72) de
Tischendorf, na edição 1881 de Westcott e Hort, e na edição 1902 de D.
Bernhard Weiss (Artigo número 56 da Trinitarian Bible Society). O texto
de Nestlé tem sido editado cerca de 26 vezes e amplamente usado em salas
de aula e em trabalhos de tradução. Versões posteriores do texto de
Nestlé adicionaram Kurt Alland como co-editor, sendo chamadas Texto de
Nestlé- Aland.
O TEXTO EM GREGO, DA UNITED BIBLE SOCIETIES.
Este popular texto em
grego, publicado em Münster, Alemanha, é aproximadamente idêntico à 26a.
edição do texto de Nestlé-Aland. A 1a. edição foi publicada
em 1965; a 3a, em 1983. Ele é editado por Kurt Aland, Matthew
Black, Carlo M. Martini, Bruce Metzger, Allen Wikgren e Eugene Nida.
Nenhum destes homens é um verdadeiro crente na Bíblia; todos são ou
comprometidos com o Modernismo, ou seus simpatizantes. Carlo Martini é
um bispo católico romano e professor de "Criticismo do Novo Testamento",
no Pontifício Instituto Bíblico em Roma. Eugene Nida é um dos principais
pais da filosofia da equivalência dinâmica, que clama que a Bíblia não
precisa ser traduzida literalmente, mas pode ser 'adaptada à cultura do
homem'
"O ponto crítico para
abandonar [o texto recebido e adotado pela Reforma] tinha sido alcançado
[com a ascendência do texto de Westcott-Hort]. O conjunto formado pela
maioria dos manuscritos em grego, preservados pelas igrejas, não era
mais a base para o reconhecimento da escrita origina. De agora em
diante, os eruditos professores livrariam o mundo da sua 'cegueira e
ignorância'. Pela sua perícia erudita eles entregariam às igrejas um
texto mais puro do Novo Testamento. Dr. Machen chamou este tipo de
erudição 'a tirania dos peritos.' Agora os 'peritos' presidiriam sobre
as igrejas e [a cada verso] decidiriam por elas qual escrito variante
era o aceitável. Depois de Westcott e Hort, a caixa de Pandora tinha
ficado aberta
Why
the King James Version?"
10. VASTAS OMISSÕES NAS VERSÕES MODERNAS
São vastas as diferenças
entre o texto em que se baseia a VRTiago [como também as Almeidas 1753,
RCorr e CFiel] e os textos em que se baseiam as versões modernas.
Somente no Novo Testamento há mais que 8000 diferenças de palavras entre
o Texto Recebido e o texto de Westcott-Hort (e suas revisões tais como a
do texto de Nestlé e a do texto da UBS). É verdade que muitas destas
mudanças não são tão significantes quanto as demais – mas TODAS são
diferenças REAIS. [Contando somente nos 4 Evangelhos:] mais que 2800 das
palavras do Texto Recebido são omitidas no texto de W-H em que se
baseiam as versões modernas; este é um vasto número de palavras; é
aproximadamente o número de palavras em 1 e 2 Pedro combinados.
11. CORRUÇÕES DOUTRINÁRIAS NAS VERSÕES MODERNAS
Os promotores das
versões modernas [baseadas no Texto Crítico] clamam que as diferenças
entre suas versões e a VRTiago [ou, em português, as
diferenças entre as Bíblias-TC e as Almeidas RCorr ou CFiel] são
relativamente insignificantes e não têm conexão com doutrina. Isto não é
verdade. As diferenças são grandes, e muitas das mudanças nas versões-TC
realmente afetam doutrinas. Até mesmo muitos dos promotores das versões
modernas admitem que as diferenças são vastas e graves. O prefácio da
Revised Standard Version clama: "A VRTiago tem GRAVES DEFEITOS. Pelos
meados do século XIX, o desenvolvimento dos estudos bíblicos e a
descoberta de muitos manuscritos mais antigos que aqueles sobre os quais
a VRTiago foi baseada, tornou manifesto que estes defeitos são tantos e
tão graves que exigem uma revisão da tradução inglesa". Um trabalho mais
recente, "The
English Bible from KJV to NIV", contem um capítulo inteiro
tratando de "Os Problemas Doutrinários na VRTiago". O autor, Jack Lewis,
conclui com estas palavras: " 'Doutrina' significa 'ensino,' e qualquer
falha em apresentar a Palavra de Deus acurada, completa e claramente, em
uma tradução, é um problema doutrinário. Os assuntos que temos
inspecionado panoramicamente neste capítulo todos eles afetam o ensino
que o leitor receberá da sua Bíblia. É ingênuo declarar que eles não têm
nenhum significado doutrinário". ...
[Uma vez que] concordamos que há sérias diferenças doutrinárias entre as
versões, também reconhecemos o feliz fato de que há uma concordância
doutrinária básica entre as [duas] famílias textuais. Isto nos mostra
duas coisas: Primeiro, podemos regozijar que Deus tem prevalecido sobre
o ímpio plano dos homens e demônios, e tem perpetuado as doutrinas
essenciais mesmo nos textos mais corrompidos. Segundo, isto não
significa que as diferenças entre os textos são insignificantes e
inofensivas. Não significa que doutrina não é afetada. Também não
significa que não é importante descobrir qual é e usar o mais puro texto
.
AS
VERSÕES MODERNAS ENFRAQUECEM A DOUTRINA DA DIVINDADE DE CRISTO
Mc 9:24 -- "E logo o
pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, SENHOR!
ajuda a minha incredulidade." (ACFiel (e VRTiago)).
[A palavra 'SENHOR', isto é] o testemunho do homem, de que Cristo é o
Deus, é OMITIDA.
[Por exemplo, a ARAtlz diz "E imediatamente o pai do menino exclamou
[com lágimas] : Eu creio!, ajuda-me na minha falta de fé."]
Mc 15:39 -- "E o
centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara,
disse: Verdadeiramente este homem era O Filho de Deus." (ACFiel
(e VRTiago)).
Lc 2:33 -- "E JOSÉ,
E SUA MÃE, se maravilharam das coisas que dele se diziam." (ACFiel (e
VRTiago)).
A divindade de Cristo é atacada pela mudança de "José e Sua mãe" para "O
PAI E A MÃE DO MENINO". [Ver nota de rodapé de Lc 2:33, na seção
abaixo].
[Por exemplo, a AECont diz "O pai e a mãe do menino admiraram-se das
coisas que dele se diziam".]
Lc 2:43 -- "E,
regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em
Jerusalém, e não o soube JOSÉ, NEM SUA MÃE." (ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC mudam "José, nem sua mãe" para "SEUS PAIS". [Ver
nota de rodapé de Lc 2:33, na seção abaixo].
[Veja, por exemplo, a AECont: "Ao regressarem, terminados aqueles dias,
ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais."]
Lc 23:42 – "E disse a
Jesus: SENHOR, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino." (ACFiel
(e VRTiago)).
As versões-TC têm o ladrão penitente dirigindo-se a Cristo meramente
como "JESUS", ao invés de como "Senhor", como no TR.
[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim
quando vieres no teu reino."]
João 1:14 (...glória
do uniGÊNITO do Pai...); 1:18 (...O Filho uniGÊNITO, que
está no seio do Pai...); 3:16 (...deu o seu Filho uniGÊNITO...);
3:18 (...não crê no nome do uniGÊNITO Filho de Deus.) (ACFiel (e
VRTiago)).
A NIV e a maioria das outras versões-TC omitem "gênito" [isto é, mudam
"filho unigênito" para "FILHO ÚNICO"], assim removendo um
importante testemunho da unicidade de Cristo como o uni-GÊNITO, o
único-gerado Filho de Deus. Cristo não é o único filho de Deus. Adão é
chamado filho de Deus (Lc 3:38); anjos são chamados filhos de Deus (Jó
1:6); crentes são chamados filhos de Deus (Fp 2:15). Mas Cristo é o
uni-GÊNITO Filho de Deus, exatamente como a VRTiago [e a ACFiel]
corretamente afirmam.
João 3:13 – "Ora,
ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem,
QUE ESTÁ NO CÉU." (ACFiel (e VRTiago)).
As novas versões OMITEM "que está no céu". Este claro, irrefutável
testemunho da divindade e onipresença de Cristo, é removido das modernas
traduções.
[Por exemplo, a NVI diz "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele
que veio do céu: o Filho do homem."]
João 9:4 –"Convém que
EU faça as obras daquele que me enviou..." (ACFiel (e VRTiago)).
As novas versões dizem "É necessário que NÓS façamos as obras
daquele que me enviou..." Você pode ver que esta leve mudança de
pronomes de "eu" para "nós" retira inteiramente esta linda referência à
obra singular de Cristo. Mudanças aparentemente pequeninas na Bíblia
podem criar enormes diferenças.
[A ARAtlz, por exemplo, diz "E necessário que façamos as obras daquele
que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode
trabalhar."]
Atos 8:37 – "E
DISSE FILIPE: É LÍCITO, SE CRÊS DE TODO O CORAÇÃO. E, RESPONDENDO ELE,
DISSE: CREIO QUE JESUS CRISTO É O FILHO DE DEUS." (ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC OMITEM este verso [diretamente, ou por nota de rodapé, ou
por colchetes] e assim removem o glorioso e importante testemunho do
eunuco etíope sobre a encarnação e divindade de Jesus Cristo.
[Por exemplo, a ARAtlz põe todo o verso entre colchetes, o que
entendemos que seus editores o consideram uma falsificação. A NVI já
tirou o verso do texto principal]
1 Co 15:47 – "O
primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, O SENHOR, é
do céu." (ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC OMITEM "O Senhor" e dizem "... o segundo homem é do céu,"
assim efetivamente removendo este abençoado e poderoso testemunho de que
Jesus Cristo é o Senhor, [e provém] do céu.
[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "O primeiro homem, formado da terra, é
terreno; o segundo homem é do céu."]
1 Tm 3:16 – "E, sem
dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: DEUS se manifestou
em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos
gentios, crido no mundo, recebido acima na glória." (ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC OMITEM a palavra chave neste verso, a palavra "Deus".
Por exemplo, a ARAtlz diz: "Evidentemente grande é o mistério da
piedade: AQUELE que foi manifestado na carne, foi justificado em
espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no
mundo, recebido na glória." Pela substituição da palavra "Deus" pela
pronome genérico "aquele" [aplicável se Cristo fosse mero homem], somos
roubados de um das mais claros testemunhos, em toda a Bíblia, da
divindade de Cristo, e somos deixados com uma referência sem sentido a
um ambíguo e não identificado 'aquele', 'que se manifestou em carne.'
Terrance Brown, respeitado ex-secretário da Trinitarian Bible Society,
faz este comentário: "Incontáveis milhões compondo o povo de Deus, desde
o alvorecer da era cristã até o presente dia, têm lido estas palavras
nas suas Bíblias precisamente como elas aparecem na nossa Versão
Autorizada [e na nossa Almeida CFiel], mas agora este poderoso
testemunho da divindade do nosso Salvador está para ser varrido para
fora das Escrituras e desaparecer sem deixar vestígios".
Ap 1:11 – "Que dizia:
EU SOU O ALFA E O OMEGA, O PRIMEIRO E O DERRADEIRO; e o que vês,
escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: ...."
(ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC OMITEM. "Eu sou o Alfa e o Omega, o primeiro e o
derradeiro".
[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "dizendo: O que vês, escreve em livro e
manda às sete igrejas: ..."]
Examinamos brevemente
15 passagens-chave em que o testemunho da divindade de Cristo tem sido
inteiramente removido ou tem sido criticamente enfraquecido, nas mais
novas versões da Bíblia. Há muito mais passagens que não consideramos. A
divindade de Cristo não tem sido removida completamente destas Bíblias,
mas, pelas mudanças nas palavras destas importantes passagens, o
testemunho global da doutrina da divindade de Cristo tem sido
enfraquecido. É esta realmente uma questão de pequenas conseqüências,
amigos, como muitos querem que acreditemos? Eu digo que não.
Mas isto não é tudo. Em
adição a estas principais omissões estão as seguintes omissões de nomes
e títulos pertencentes ao Senhor Jesus Cristo. Devemos esta lista a D.
K. Madden, em "A Critical Examination of the New American Standard Bible":
SENHOR -- Omitido em Mt 13:51; Mc 9:24; At 9:6; 2 Co 4:10; Gl 6:17; 2 Tm
4:1; Tt. 1:4.
JESUS -- Omitido em Mt 8:29; 16:20; 2 Co 4:6; 5:18; Cl 1:28; Fm 6; 1 Pd
5:14.
CRISTO -- Omitido em Lc 4:41; João 4:42; At 16:31; Rm 1:16; 1 Co 16:23;
2 Co 11:31; Gl 3:17; 4:7; 1 Ts 2:19; 3:11; 3:13; 2 Ts 1:8; Hb 3:1; 1
João 1:7; Ap 12:17.
JESUS CRISTO -- Omitido em 1 Co 16:22; Gl 6:15; Ef 3:9; 2 Tm 4:22.
SENHOR JESUS CRISTO -- Omitido em Rm 16:24; Ef 3:14; Cl 1:2.
FILHO DE DEUS -- Omitido em João 9:35; João 6:69.
Do estudo acima, que não é exaustivo, pode ser visto que o texto de
Westcott-Hort e as modernas traduções fazem um definido ataque contra o
testemunho que as escrituras dão da divindade de Jesus Cristo. Este
fato, sozinho, é suficiente motivo para mantermos o Texto Recebido e as
traduções fiéis fundamentadas sobre ele, e põe o letreiro de mentira
sobre a idéia de que não há desvios doutrinários nas versões-TC.
AS
VERSÕES MODERNAS ENFRAQUECEM A DOUTRINA DA PROPICIAÇÃO. Considere os
seguintes exemplos:
Cl 1:14 – "Em quem
temos a redenção PELO SEU SANGUE, a saber, a remissão dos
pecados; " (ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC OMITEM a supremamente importante frase "PELO SEU SANGUE".
[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "No qual temos a redenção, a remissão dos
pecados."]
Hb 1:3 – "... havendo
feito POR SI MESMO a purificação dos nossos pecados, ..." (ACFiel
(e VRTiago)).
As versões-TC OMITEM as palavras "POR SI MESMO" deste verso.
A NIV [por exemplo] diz "... . Depois de ter realizado a purificação dos
pecados, ...". As três pequenas palavras omitidas nas versões-TC
seriamente enfraquecem o testemunho desta passagem quanto ao que Cristo
realizou sobre a cruz.
1 Pd 4:1 – "Ora,
pois, já que Cristo padeceu POR NÓS na carne, ..." (ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC OMITEM "POR NÓS".
[Veja um exemplo: a NVI diz "Portanto, uma vez que Cristo sofreu
corporalmente, armemo-nos..."]
1 Co 5:7 – :"... Porque
Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS." (ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC também OMITEM "POR NÓS" neste verso.
[Exemplo: a ARAtlz diz "... Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal,
foi imolado."]
AS VERSÕES MODERNAS ENFRAQUECEM A DOUTRINA DO JEJUM.
O Texto Crítico em
grego e as versões modernas [nele baseadas] fazem um estranho ataque
contra os ensinos do Novo Testamento sobre o jejum. Embora algumas
referências a jejum permaneçam, são removidas várias referências muito
significativas.
Mt 17:21 – " MAS
ESTA CASTA DE DEMÔNIOS NÃO SE EXPULSA SENÃO PELA ORAÇÃO E PELO JEJUM."
(ACFiel (e VRTiago)).
Todo este verso é OMITIDO nas NASV, RSV, NIV, New English Bible,
Jerusalem Bible, e Phillips. A TEV coloca o verso entre colchetes.
[As ARAtlz, ARMelh, NVI, BViva, BLHoje e outras Bíblias-TC em português
destroem o verso por meio de colchetes ou nota de rodapé, que implicam
que o verso é uma falsificação].
Mc 9:29 – " E
disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com
oração E JEJUM." (ACFiel (e VRTiago)).
O texto em grego, de Westcott-Hort, e as novas versões baseadas neste
texto, OMITEM a frase "E JEJUM", que também é omitida das NIV, NASV, RSV,
LB, Phillips, NEB, e Jerusalem Bible.
[As AECont, ARAtlz, ARMelh, NVI, BViva, BLHoje e outras Bíblias-TC em
português destroem a frase por meio de colchetes ou nota de rodapé, que
implicam que "e jejum" é uma falsificação].
Estes dois versos
sobre jejum não são as únicas referências a esta doutrina nas
Escrituras, mas são as duas únicas referências que específica e
diretamente ensinam a importância de jejuar como um aspecto do guerrear
espiritual. Aqueles que têm lutado batalhas espirituais contra os
poderes das trevas sabem por experiência a preciosa verdade da qual
Jesus está falando nestas passagens. Oração é um poderoso recurso
espiritual, mas HÁ fortificações demoníacas que não podem ser quebradas
somente por oração sem jejum. Este é um fato, e ele faz parte da Bíblia!
Remover da Bíblia estas referências é loucura e é malévolo. É igual a,
antes de enviarmos um soldado à batalha, retirarmos do seu equipamento
parte do armamento que lhe é essencial.
At 10:30-31 –"E disse
Cornélio: Há quatro dias estava eu EM JEJUM até esta hora, orando
em minha casa à hora nona. E eis que ..." (ACFiel, VRTiago, e a maioria
das tradicionais traduções protestantes nas várias linguagens).
As novas versões, seguindo o texto em grego, de Westcott-Hort, OMITEM a
expressão "EM JEJUM".
[Veja o exemplo da ARAtlz: "Respondeu-lhe Cornélio: Faz hoje quatro dias
que, por volta desta hora, estava eu observando em minha casa a hora
nona de oração, e eis que ..."]
1 Co 7:5 –" Não vos
priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para
vos aplicardes AO JEJUM E à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para
que Satanás não vos tente pela vossa incontinência." (ACFiel (e VRTiago)).
Aqui, rejeitando a maioria dos testemunhos textuais, as novas versões
OMITEM "AO JEJUM E" desta importante passagem.
[A ARAtlz, por exemplo, diz "Não vos priveis um ao outro, salvo talvez
por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e
novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da
incontinência."]
2 Co 6:5 – "Nos
açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos
JEJUNS," (ACFiel (e VRTiago)).
A palavra "jejum" foi MUDADA em algumas das novas versões para "FOME".
[A BViva, por exemplo, diz "estivemos sem ter o que comer"].
Obviamente fome e jejum são duas coisas diferentes. Em 2 Co 11:27, onde
o apóstolo Paulo dá uma lista similar de alguns aspectos do seu
ministério, ele menciona ambos: fome E jejum. Portanto, o
Espírito Santo não está usando estes termos como sinônimos: Este é um
outro ataque sobre a doutrina bíblica dos benefícios espirituais do
jejuar.
2 Co 11:27 – "Em
trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, EM
JEJUM muitas vezes, em frio e nudez." (ACFiel (e VRTiago)).
"Em jejum" foi MUDADA, em algumas das novas versões, para "PASSANDO
FOME".
[A BViva, por exemplo, diz "ESTIVEMOS SEM TER O QUE COMER"].
Alguém pode ter fome e continuar sem comer sem que isto seja conectado
com a vida espiritual e o batalhar espiritual. Na VRTiago (e na ACFiel),
uma clara distinção é feita entre a fome que Paulo freqüentemente
suportava e seus freqüentes períodos de jejuar [sob o controle] do
Espírito. Se nestas duas passagens [2 Co 6:5 e 11:27] o Espírito Santo
está se referindo às batalhas espirituais do Apóstolo, ao jejuar sob o
controle do Espírito, interpretação que é a mais provável uma vez que
foi feita uma tal distinção [entre jejum e fome], então os modernos
tradutores fizeram um grande mal ao removerem este ensino.
Quando os escritos
destes seis versos são tomados juntos, aparece nos novos textos em grego
e suas traduções um padrão definido de ataques contra a doutrina do
jejum como sendo uma arma espiritual. Isto é ainda mais sério à luz do
fato de que somos advertidos nas Escrituras que o guerrear espiritual
crescerá em intensidade à medida que o tempo do retorno de Cristo se
aproximar. "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos
trabalhosos. ... Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior,
enganando e sendo enganados." (2 Tm. 3:1,13). Não se deixe ser enganado
e levado, caro crente amigo, a aceitar uma versão da Bíblia que remova
da sua vida esta importante arma espiritual [o jejum].
De modo algum são estas
todas as doutrinas atacadas nas versões-TC. Mas, destes exemplos, o
resultado global [já] pode ser [claramente] percebido. Admitimos que as
doutrinas acima não foram inteiramente removidas, mas não há dúvidas de
que um definido enfraquecimento de doutrina tem tomado lugar.
12. ERROS NAS VERSÕES MODERNAS
As versões-TC não
somente enfraquecem importantes doutrinas, mas contêm erros grosseiros
[isto é, graves contradições das versões-TC consigo próprias]. Sl 12:6
diz "As palavras do SENHOR são palavras PURAS, ..." Mas as novas versões
não são puras. Eu darei oito exemplos de erros nas versões-TC:
Mt 27:34 – "Deram-lhe
a beber VINAGRE misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis
beber." (ACFiel (e VRTiago)).
Mt 5:22 -- "Eu,
porém, vos digo que qualquer que, SEM MOTIVO, se encolerizar
contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão:
Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu
do fogo do inferno." (ACFiel (e VRTiago)).
As versões-TC omitem as palavras "sem motivo".
A NVI [por exemplo] diz "Mas eu lhes digo que qualquer que ficar irado
contra seu irmão estará sujeito a julgamento. ..." Esta "pequena"
omissão cria um SÉRIO ERRO, PORQUE CRISTO ELE PRÓPRIO FICOU
OCASIONALMENTE IRADO. Mc 3:5 diz "E, olhando para eles em redor com
indignação ..." Irar-se não é necessariamente um pecado, é irar-se "sem
motivo" que o é.
Mc 1:2-3 – "Como está
escrito NOS PROFETAS: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua
face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Voz do que clama no
deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas." (ACFiel
(e VRTiago)).
As versões-TC dizem que Cristo está citando "o profeta Isaías". Isto
cria um ERRO, PORQUE É ÓBVIO QUE MARCOS NÃO ESTÁ CITANDO SOMENTE ISAÍAS:
ele está citando Ml 1:3 como também Is 40:3; ele estava citando "os
profetas", exatamente como a VRTiago [e a ACFiel] o dizem.
[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "Conforme está escrito na profecia de
Isaías: ...".]
1 Co 7:1 – "Ora,
quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não
TOCASSE em mulher;" (ACFiel (e VRTiago)).
A New International Version [e a BViva, etc.] dizem "... É bom para um
homem não CASAR com uma mulher." Estas versões ESTÃO ERRADAS: A BÍBLIA
CLARAMENTE DIZ QUE O CASAMENTO É BOM (1 Co 7:38; Pr. 18:22; Hb 13:4).
João 7:8 – "... eu
não subo AINDA a esta festa, ...." (ACFiel (e VRTiago)).
No verso 10, vemos claramente que JESUS REALMENTE FOI À FESTA, MAIS
TARDE. A maioria das versões-TC [em inglês] apresenta Jesus como
mentindo, no verso 8. A NASV, por exemplo, diz: "... eu não subirei a
esta festa ..." [Em português, tomemos o exemplo de] a NVI: ela tem uma
nota de rodapé que diz "vários manuscritos dizem: 'eu não subirei' ". O
fato é que apenas alguns manuscritos flagrante e descaradamente
corrompidos, que atacam [nosso Senhor] Jesus Cristo, omitem esta palavra
crucial ["ainda"]. As versões-TC criam um sério erro com as palavras que
lhes faltam.
Lc 2:33 – "E JOSÉ,
e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam." (ACFiel (e
VRTiago)).
As versões-TC mudam "José" para "O PAI DO MENINO", assim criando um
blasfemo erro e dando SUPORTE ÀS MENTIRAS DOS MODERNISTAS QUE NEGAM O
NASCIMENTO VIRGINAL DE CRISTO.
[Por exemplo, a
AECont diz "O pai e a mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se
diziam".]
Lc 2:43 – "... ficou
o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube JOSÉ, NEM SUA MÃE." (ACFiel
(e VRTiago)).
As versões-TC mudam "José, nem sua mãe" para "seus pais", assim criando
o mesmo problema acima [SUPORTE ÀS MENTIRAS DOS MODERNISTAS E
BLASFEMADORES QUE NEGAM O NASCIMENTO VIRGINAL DE CRISTO. Ver nota de
rodapé do comentário acima].
[Veja, por exemplo, a AECont: "Ao regressarem, terminados aqueles dias,
ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais."]
João 1:14 (...glória
do uniGÊNITO do Pai...); 1:18 (...O Filho uniGÊNITO, que
está no seio do Pai...); 3:16 (...deu o seu Filho uniGÊNITO...);
3:18 (...não crê no nome do uniGÊNITO Filho de Deus.) (ACFiel (e
VRTiago)).
Removendo destes versos a supremamente importante palavra "gênito" [isto
é, mudando "unigênito" para "único"], muitas versões-TC, como a NIV,
criam um FANTÁSTICO ERRO. [Em português, este erro ainda está nas notas
de rodapé da NVI, mas já se instalou no texto principal da BViva]. O
problema, como já temos visto, é que Cristo não é o filho único de Deus:
Adão é chamado filho de Deus (Lc 3:38); anjos são chamados filhos de
Deus (Jó 1:6); e crentes são chamados filhos de Deus (Fp 2:15). CRISTO
NÃO É O ÚNICO FILHO DE DEUS, MAS ELE É O ÚNICO-FILHO-GERADO DE DEUS,
exatamente como o TR, a VRTiago [e a ACFiel] corretamente ensinam.
13. CONCLUSÃO
As versões-TC são
baseadas em um texto (em grego) corrompido que foi introduzido no mundo
por homens que eram apóstatas da Fé. Este texto, e as versões nele
baseadas, enfraquecem doutrinas chave da fé cristã e introduzem erros na
Palavra de Deus. Milhares de palavras inspiradas são omitidas. O
resultado da multiplicação dessas traduções tem sido o enfraquecimento
da autoridade da Bíblia no coração de milhões [de pessoas]. Um claro e
dogmático "assim diz o Senhor" tem sido substituído por um anêmico
"[Bem,] alguns manuscritos dizem ..."
Os proponentes das novas versões contendem que as Bíblias da Reforma se
basearam em um texto inferior. Eles contendem que os mais puros
manuscritos das Escrituras não se tornaram disponíveis até a última
parte do século XIX, quando foram descobertos por Tischendorf e outros.
Eles contendem que a Bíblia que foi levada até às extremidades da terra
durante a Reforma e a grande era missionária dos séculos XVII até XX,
necessitava ser purificada pelos modernos críticos do texto bíblico.
Nós rejeitamos este pensar. Sabemos que Deus não permitiria que Suas
Santas Escrituras fossem corrompidas. O Sl 12:6-7 traz a promessa: "As
palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha
de barro, purificada sete vezes. Tu AS guardarás, SENHOR; desta geração
AS livrarás para sempre."
É NECESSÁRIA A LUTA PELA VRTiago
[e pelas Almeidas-TR,
isto é, ARCorr e ACFiel]
O que se segue deve-se ao Pastor Gary Freeman:
"Um escritor, que estava se desesperando por causa do debate em relação
às versões da Bíblia, escreveu recentemente '[Será que] preciosas
energias e talentos têm de ser desperdiçados em querelas de picuínha
entre soldados que deveriam estar concentrando seus melhores esforços
para combater os inimigos reais do cristianismo bíblico?' [Note o
desesperado ou reprobatório tom desse escritor]. Está certo este pensar?
[Não, de modo algum, pois] cremos que soldados que lutam juntos devem
debater uma questão quando ela envolve a integridade e confiabilidade da
mais importante peça de armamento com a qual esperamos combater o
inimigo. Como podemos nós não dizer nada a nossos companheiros quando
alguém sabotou nossa artilharia? Como esperarmos ganhar a batalha quando
vamos para a luta com nossa principal arma tomada de nós e trocada por
uma substituta defeituosa e inconfiável?
"A luta pela VRTiago [e pelas Almeidas RCorr e CFiel] é
necessária. Nós, que estamos batalhando na linha de fogo em defesa da
posição "VRTiago-somente" [e pela posição TRADUÇÕES-TR-SOMENTE],
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Estudos
Fonte
autorizada
( Hélio de Menezes Silva – 8/9/79)
(de SolaScripturaTT / SoteriologiaESantificacao)
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