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Barraco ideológico Militância
gay exigiu a prisão de um cristão que distribuía folhetos
durante uma passeata. Ela parecia reivindicar: “Liberdade de
expressão apenas para os que sejam pró-minha causa”. O governo
brasileiro promove uma cartilha anti-homofobia, que deve ser
usada nas escolas do país. O efeito da cartilha poderá ser a
homossexualização precoce de nossas crianças. Sobrarão
pouquíssimos heterossexuais nas próximas gerações. Não ser homo
será homofobicamente perigoso e deselegante. No Rio, uma
deputada federal usou força policial para impedir o arcebispo de
divulgar o principal projeto dela no Congresso: a
descriminalização do aborto. Católicos foram impedidos de saber
que sua política de defesa da mulher vai permitir a legalização
da morte intra-uterina de milhares de meninas. A divulgação do
projeto de lei assinado por ela foi considerada pela polícia
crime eleitoral! Pare o mundo que eu quero descer. Quantos
discursos vazios! O discurso vazio do meio ambiente, da
liberdade, da proteção dos direitos da mulher. O discurso vazio
da anti-homofobia, que implanta no país um fascismo moral às
avessas. Estamos mergulhados na cosmovisão pós-moderna que
corrói como um ácido tudo o que sabemos ser absoluto. Outro dia
vi-me envergonhada de me posicionar contra o aborto. De repente
ouvi a minha própria voz num discurso anti-abortista e me senti
traindo a “causa” das mulheres, como se fosse uma direitista
americana. De onde me veio essa vergonha? Ela nasceu da
associação do discurso moral a tudo o que não é moral na
religião cristã. Tornei-me vítima da pós-modernisse onipresente.
Ao associar o discurso de defesa da vida ao nojo que me causa a
indiferença da classe média aos problemas sociais, perdi a
capacidade de focalizar o bem como bem e o mal como mal. O mal
moral do assassinato de vidas intra-uterinas se relativiza
diante da miséria daqueles que puderam viver. O mal começa a ter
um leve cheiro de solução, a morte de bebês se doura de cores
revolucionárias. O bebê se torna tecido; a morte, uma moeda
social. Nada me mostra a eugenia cínica dessa medida, nada me
mostra o horror de Deus diante da institucionalização do crime.
Crianças pardas e pobres serão retiradas do útero morno de suas
mães; arrancadas ou aspiradas aos pedaços, serão jogadas numa
lata de lixo juntamente com outros pedaços ou cadáveres inteiros
de bebês. Tudo com o meu consentimento eleitoral, tudo pago pelo
meu dinheiro. Crianças serão xiitamente homossexualizadas na
escola, sem que os pais possam ensiná-las o “certo e errado” em
sexualidade (afinal, numa sociedade hedonista, quem pode dizer
que o prazer, em qualquer forma, não é certo?). Mas eu serei uma
cristã antenada com as “causas” humanistas, estarei na moda, e
poderei dizer ao Bush que nada tenho dele em mim... É fato que a
pseudo-moral humanista nos confundiu. Cristãos erraram,
confundiram rigidez moralista com moralidade, confundiram amor a
Deus com preconceito. Deus ama, e o amor nos nivela por cima,
sejam quais forem nossos multissexos, nossos multiassassinatos
em multiformas. Mas nem por isso ele deixa de ser o Legislador,
autor do manual de uso, e que não abre mão de ser Deus. Seu amor
estabelece o bem e o mal, o certo e o errado, e por isso é amor.
E, hoje em dia, este amor acaba tendo ares de reacionário e a
proposta bíblica de vida causa um barraco ideológico, sem a
elegância do politicamente correto. Graças a
Deus. Bráulia
Ribeiro é missionária em Porto Velho, RO, e presidente da JOCUM
Jovens com
Uma Missão. braulia_ribeiro@yahoo.com Fonte: www.ultimato.com
Adaptado: Pr. Adélcio Ferreira
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