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O namoro Cristão
Princípios Bíblicos
de Namoro Cristão
“Portanto,
quer comais quer bebais, o façais outra qualquer coisa,
fazer tudo
para a glória de Deus.” - I Cor. 10:3
Introdução
Não estamos no tempo da bíblia, quando, desde cedo, o
futuro parceiro era geralmente conhecido. A escolha dos pais
era fundamental e a independência do casal era limitada.
Também não estamos no tempo do século passado no Brasil.
Neste época realizaram longos encontros familiares que eram
primordiais antes que qualquer seriedade poderia ser contemplada
entre o casal. O acompanhamento dos pais nas decisões do namoro
era comum.
Estamos agora no terceiro milênio, e também estamos no
Brasil. Hoje temos a televisão com a influência dos filmes e das
novelas que promovem libertinagem e liberalidade. Temos a
migração dos jovens para grandes centros, uma prática que veio a
facilitar uma independência maior de ambos os sexos. Temos
agora carros e vários meios de transporte público que promovem a
mobilidade. Também estamos num país niilisto que não ajuda
ninguém a definir parâmetros para relacionamento qualquer. A
modernidade e o avanço tecnológico têm contribuídos muito para
liberalizar e confundir a sociedade ao ponto de não saber mais
quais são os papéis fundamentais do namoro.
Mas, o Criador que criou o céus e a terra, junto com o
homem e a mulher, também trouxe a mulher ao homem e instituiu o
casamento (Gên. 1:26; 2:18-24). Se o Senhor Deus olha até às
aves do céu, Ele tem interesse no relacionamento íntimo dos que
Ele criou na Sua imagem. O namoro, e tudo que sai deste
relacionamento, pode ter as bênçãos do Senhor. Este Criador
sábio, compreensivo e compassivo estabeleceu limitações pelas
quais o relacionamento e entre o homem a mulher pode desfrutar o
alvo e ter as bênçãos pelo qual Ele o instituiu. Pelo fato de
necessitar um período de desenvolvimento e amadurecimento nos
participantes do casamento, existe o que chamamos “o namoro”.
O criador da nova natureza por Cristo fez que ela zela por
princípios que produzem as boas obras que alegram o Senhor em
tudo (Romanos 8:14,15). Os participantes que estão se
preparando para o casamento instituído pelo Criador querem se
preparar saudavelmente para a glória de Deus. O que eles
desejam é um namoro Cristão.
Deus não tem ficado ocioso ou negligente para cumprir o
desejo da nova natureza que Ele mesmo criou por Cristo. Ele tem
dado o manual que inclui os parâmetros de vida que O agrada.
Esse manual é a bíblia. A bíblia, que é proveitosa para toda a
boa obra, é o único meio pelo qual Deus instrua o seu povo (II
Tim 3:16,17; João 15:3, “Vós e já estais limpos, pela palavra
que vos tenho falado”). As instruções que ela possa dar sobre o
assunto de namoro crista chamaremos: princípios bíblicos.
Através de um estudo bíblico podemos achar princípios
bíblicos para dirigir o namoro Cristão. Pela Palavra de Deus
podemos ter todas as ferramentas que dirigem nossas ações, sejam
sozinhas ou na companhia de um outro, seja por pouco tempo ou
nos compromissos permanentes.
Os princípios
bíblicos para namoro Cristão que queremos estudar são:
1.
A Primazia -
O Senhor em primeiro lugar
2.
A Instrução
dos Pais - A Honra aos Experientes
3.
O Jugo Igual
- Um Olhar ao Futuro
4.
O Procurar -
O Papel de Cada Um
5.
A Amizade - O
Primeiro Relacionamento
6.
A Pureza - As
Paixões do Coração
7.
O Contato - A
Natureza Explosiva do Físico
8.
A Submissão -
O Elemento Chave no Relacionamento
Com estes oito princípios bíblicos, o namoro Cristão pode
ser dirigido para cumprir o desejo dAquele que instituiu o
matrimônio e amor (I João 4:8). Se pelo menos estes oito
princípios são implantados no relacionamento do namoro pelos
cristãos, cada um saberá “possuir o seu vaso em santificação e
honra” (I Tess 4:4).
Estabelecendo princípios bíblicos podemos dispensar uma
lista comprida do que se pode ou não se pode fazer. As nossas
ações devem ser dirigidas por verdades bíblicas e não por regras
que o homem ou uma igreja possa delinear.
A Primazia -
O Senhor em Primeiro Lugar
O relacionamento que queremos desenvolver, mesmo sendo
diante e entre os homens, é primeiramente diante de Deus.
Devemos enfatizar em primeiro lugar que tudo foi criado para a
glória de Deus (Romanos 11:36; Apoc 4:11). O casamento, e os
relacionamentos que precedem deste compromisso, foram criados
por Deus, não pelos homens. Sendo criados por Deus, os
relacionamentos que precedem o casamento, são para redundar para
a Sua glória (Gên. 2:7, 18-25; I Cor. 10:31, “fazer tudo para a
glória de Deus”). É o desejo de Deus que tudo aquilo que
simboliza o Seu relacionamento com os salvos seja “em nome do
Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (Col. 3:17, 23,
“e tudo quanto fizerdes, fazer ou de todo o coração, como o ao
Senhor, e não aos homens”). Deus tem o direito de ser honrado
pela sua criação em todos os seus relacionamentos.
A Glória de Deus é o Alvo
O Namoro é a Semente
O Casamento é a Planta
O Lar é o Fruto
Se o homem foi feito por Deus e se a mulher foi feita para
o homem (Gên. 2:18, “Far-lhe-ei uma ajudara idônea para ele”),
e, se Deus instituiu o casamento, as emoções de uma homem para
uma mulher são criadas por Deus também. O desejo para ter um
parceiro idôneo com qual alguém pode realizar o desejo de
companheirismo, é de Deus também e pode desfrutar para a Sua
glória. Deus não só criou a instituição de casamento como
também desenvolveu no homem o desejo de desfrutar alegremente de
tal instituição. Deus tem direito de ser honrado pelas emoções
que ele criou no homem e na mulher.
O pecado no homem é o que desequilibra o nosso desempenho
em agradar o Senhor em tudo. Em vez de glorificar o Senhor em
tudo, o pecado em nós procura nos influenciar a vivermos contra
os desejos de Deus (Romanos 8:7, “a inclinação da carne é a e
inimizade contra Deus, pois não é sujeita a lei de Deus, nem, em
verdade, o pode ser”). O problema primordial não é o nosso
ambiente, o nosso poder aquisitivo, a nossa personalidade, a
nossa linhagem familiar ou a nossa ignorância. O problema
principal nosso é no nosso coração (Mat. 15:19, “Porque do
coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios,
prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”; Jer.
17:9; Romanos 8:8, “os que estão na carne não podem agradar a
Deus”). O coração do homem natural não quer dar a Deus os seus
direitos.
Pela graça de Deus, a salvação por Cristo é implantada no
coração do homem pecador. Essa salvação evidencia-se pelo
arrependimento dos pecados e a fé em Cristo Jesus como o único e
suficiente Salvador. Por Cristo, a nova natureza é conhecida (I
Cor. 5:17, “eis que tudo se fez novo”). Por Cristo, os desejos
de agradar a Deus em qualquer tipo de relacionamento podem ser
realizados (Fil. 4:13, “Posso todas as coisas em Cristo que me
fortalece”). Pela nova natureza os direitos de Deus são
desejados pelo homem novo.
A luta cristã é árdua e constante podendo ser vencida
somente por uma morte constante à carne e pela obediência
crescente da Palavra de Deus (Col. 3:1-14; II Pedro 3:18,
“crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador,
Jesus Cristo”).
O que vamos ser casados,
somos no namoro.
O namoro Cristão é possível, mas, somente pelos cristãos.
Somente os cristãos tenham a nova natureza que não pode pecar (I
João 5:18, “todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o
que de Deus regenerado conserva se a si mesmo, e o maligno não
lhe toca”). Somente os cristãos tem o homem interior que tem
“prazer na lei de Deus” (Romanos 7:22). Mesmo que os princípios
bíblicos para namoro Cristão pode ser benéficos para os que não
são cristãos, os únicos que podem cumpri-los com prazer, são os
cristãos.
O fato que o Senhor é o nosso Criador deve nos instruir que
devemos a primazia a Ele em tudo. O namoro que procura por Deus
em Seu devido lugar vigiará da conversa quando estão juntos.
Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm,
farão parte dos seus diálogos. “Não vos enganeis: as más
conversações corrompem os bons costumes”, (I Cor. 15:33). Para
estimular um bom namoro com conversa sadia seria sábio, no seu
tempo oportuno, conversar sobre a vida passada de cada
participante para criar um conhecimento maior de um com o
outro. Sabendo que a vida casada é uma vida dividida com um
outro, convém que seja conversada a família e as experiências
que Deus usou para formar a personalidade de cada um. As
esperanças de cada um poderia formar o assunto de conversa
também. Sabendo que o casamento é a união de dois, convém saber
se os dois têm sonhos e esperanças que podem ser
compartilhadas. As opiniões políticas, crenças doutrinárias,
métodos de criar filhos, o papel no lar de cada participante -
essas são algumas sugestões de assuntos a serem conversados
durante o namoro para os que querem colocar o Senhor em primeiro
lugar.
O namoro que procura dar a primazia escolherá bem os amigos
que o acompanharam. Os melhores amigos para um relacionamento
salutar ser desenvolvido são os que operem com os mesmos
princípios do namoro Cristão. A figueira não pode produzir
azeitonas, nem a videira figos e nem uma fonte dar água salgada
e doce (Tiago 3:12; Mat. 5:18, “Não pode a árvore boa dar maus
frutos; nem a árvore má dar frutos bons”). Os maus amigos não
nos ajudam viver para a glória de Deus, mas, os que querem
servir o Senhor são muito úteis em desenvolver um relacionamento
salutar (Amós 3:3, “Porventura andarão dois juntos, se não
estiverem de acordo?”). Não seria desrespeitoso a admitir aos
alguns amigos nossos que não convém para nós termos muita
amizade com eles pois queremos dar ao Senhor a primazia.
O namoro que procura por Deus em Seu devido lugar vigiará
dos pensamentos particulares. O que é concebido em nosso
coração e alimentado em nossa mente logo dará à luz à ação
(Tiago 1:13-16). Se podemos guardar o nosso coração, a nossa
vida será preservada. O coração é fonte de todos os
procedimentos da vida (Prov. 4:23).
Do namoro Cristão que coloca o Senhor em
primeiro lugar em tudo, nascerá um casamento
Cristão que, por sua vez, criará um lar Cristão.
Entendendo que o Senhor criou no Cristão uma nova natureza
por Cristo estes devem a Ele a superioridade em tudo. O namoro
que prioriza o Senhor dará importância à Sua obra. A leitura
bíblica fará parte deste namoro. A oração particular e conjunta
será participação constante do casal que quer usar o namoro para
a glória do Senhor. A freqüência fiel nos cultos da igreja será
uma atividade séria dos que querem um namoro Cristão. A
participação na obra do Senhor pelas visitas evangélicas, as
ofertas, as orações, os cultos especiais e uma santidade
particular será o anseio dos que querem ter um saudável namoro
Cristão. Enfim, tudo que pode ser útil em conformar-nos a
imagem de Cristo é válido.
A Instrução
dos Pais - A Honra aos Experientes
Talvez muitos têm a idéia que o namoro é assunto de somente
dois. A sociedade pode dar o entender que a independência
completa é o alvo da vida de dois. Pode aparecer sábio que um
relacionamento limitado aos conselhos, aos desejos, as
experiências e as sugestões de somente dois é desejável. Porém,
a bíblia não nos dá margem a aceitarmos essas idéias imaturas e
nocivas ao namoro Cristão.
O princípio que a bíblia nos ensina é: “O filho sábio
atende à instrução do pai; mas o escarnecedor não ouve a
repreensão” (Prov. 13:1). O conselho da lei é: “O que
ferir a seu pai, ou a sua mãe, certamente será morto. E quem
amaldiçoará a seu pai ou a sua mãe, certamente será morto” (Êx.
21:15,17). O princípio eterno de Deus escrito na lei de Deus
para o seu povo é que o filho honre a teu pai e a tua mãe (Êx.
20:12; Deut 5:16).
A obediência a esse princípio divino entregue ao seu povo
no Velho testamento e repetido aos cristãos no Novo testamento (Efés.
6:1-3; Col. 3:20, “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais,
porque isto é agradável ao Senhor.”) é acompanhada com gloriosas
bênçãos (“para que se prolonguem os teus dias, e para que te vá
bem na terra que te dá o SENHOR teu Deus”, Deut 5:16; “Para que
te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”, Efés. 6:3; Prov.
3:1,2). Um filho que ouve bem à instrução do pai e está atento
para conhecer a prudência da doutrina que ele lhe ensina, é o
filho que tem na sua cabeça um diadema de graça e ao redor da
sua vida uma coroa de glória (Prov. 4:1-9). O filho que não se
esqueça da lei do seu pai é o filho que acha graça e bom
entendimento aos olhos de Deus e do homem (Prov. 3:1-4). Pelas
bênçãos gloriosas que acompanham o namoro que dá ouvidos aos
pais, somos instruídos que o namoro Cristão não é melhor apenas
‘a dois’, mas tanto mais conselho dos pais melhor.
A desobediência a esse princípio divino entregue ao povo de
Deus no Velho testamento e repetido os cristãos no Novo
testamento é acompanhada com sérias maldições. Pela Lei de
Moisés, o filho contumaz (que tem grande teimosia - Dicionário
Aurélio Eletrônico) e rebelde, depois de ser castigado pelos
pais mas ainda não quer obedecer a voz de seu pai e a voz de sua
mãe, deve ser levado aos anciãos da cidade e apedrejado por
todos os homens da cidade (Deut 21:18-21). O filho que
desprezar a seu pai ou a sua mãe é maldito (Deut 27:16). Pela
citação dos exemplos da Lei de Moisés deve ser entendido que não
estamos procurando uma volta à observação da lei de Moisés em
nossas vidas hoje. Simplesmente queremos entender os princípios
e desejos eternos dAquele que não muda. A cerimônia da lei não
é procurada, mas, os princípios de Deus que foram estipulados na
lei. Estes podem ser de grande valia ao Seu povo ainda nos dias
de hoje. A sabedoria de Agur estipula o fim inglorioso do filho
que zomba do pai ou despreza a obediência à mãe (Prov. 30:17).
Um sinal dos últimos dias que são trabalhosos, ou dias difíceis,
é que os homens serão soberbos, blasfemos e desobedientes a pais
e mães (II Tim 3:1-5). Pela sérias maldições que acompanham o
namoro Cristão que não atende aos conselho dos pais somos
instruídos que o namoro Cristão não melhora ‘a dois’ pois, menor
quantidade de conselho dos pais, pior.
Entendendo o fim inglorioso daquele que despreza a
instrução do pai, e, reconhecendo as bênçãos gloriosas que
acompanham os que a honram seus pais podemos concluir que honrar
os pais é muito proveitoso. Talvez existem os que querem dizer
que a honra devido dos filhos aos pais é somente enquanto os
filhos são pequenos e não durante o tempo do namoro. Mesmo que
essas instruções divinas sejam mais vezes aplicadas às
criancinhas no lar, podem ser também aplicadas a honra dos
filhos crescidos aos pais.
A honra dos filhos aos pais é relacionada à obediência
deles. O amor e a obediência estão interrelacionados com a
honra devida (Mal 1:6-11). Jesus ensinou aos seus discípulos:
“Se me amais, guardai os meus mandamentos”, (João 14:15). Se o
filho realmente ama seus pais ao ponto de honrá-los, ele vai
levar o conselho dos pais ao ponto de não só considerá-lo, mas,
atendê-lo. Entendendo que o amor dos filhos aos pais deve durar
enquanto os pais vivem, concluímos que os palpites, sugestões,
conselhos e instruções que os pais dão são sabedoria e
entendimento para o filho.
Enquanto o filho está no lar há uma obrigação para o filho
obedecer aos pais, até nas questões de namoro. Quando o filho
não está mais no lar não há mais obrigação do pai sobre o filho
em corrigi-lo, mas há uma obrigação honrosa na parte do filho
atender à instrução do pai. A responsabilidade da decisão está
na mão do filho que está fora do lar, porém, a honra de atender
à instrução dos pais pelos filhos fora do lar continua até
depois da morte dos pais (Prov. 22:28, “Não removas os
antigos limites que teus pais fizeram”).
Alguém pode
perguntar: porquê é útil os conselhos dos pais? Podemos
responder essa pergunta em várias maneiras.
Primeiramente, a lógica revela o proveito de dar ouvidos
aos conselhos dos pais. Os pais têm um cuidado objetivo e muito
mais intenso pelo filho do que o próprio filho pode ter por si
mesmo. Esse cuidado está sentido na declaração da mãe de
Lemuel, no assunto do relacionamento romântico que o filho
procurava, quando ela declara: “Como, filho meu? e como, filho
do meu ventre? e como, filho dos meus votos?”, (Prov. 31:2). Os
pais são muito mais experimentados na vida do que os próprios
filhos e por isso é o útil para os filhos dar ouvidos aos
conselhos dos seus pais. Eles percebem a influência positiva ou
negativa que um relacionamento pode impor no seu filho. Eles
têm observado o filho antes que o próprio filho tinha
consciência de si e conhecem-no melhor. Jamais os pais
buscariam algo nocivo para o seu lar ou para os lares dos seus
filhos. É lógico que é útil os filhos atenderem os conselhos
dos pais, até nos assuntos de relacionamentos amorosos, porque
Deus estipulou que é sabedoria para os filhos atenderem os
conselhos dos pais (Prov. 13:1).
Em segundo lugar, o proveito em dar ouvidos aos conselhos
dos pais é revelado biblicamente. Pureza sexual é um proveito
que granjeará o filho que aceita as palavras dos seus pais
(Prov. 2:1, 12, 16; 5:11). Paz, vida longa e dias abençoados
são as bênçãos bíblicas que o filho terá quando não esqueça das
palavras da lei dos seus pais (Prov. 3:1,2; 7:1-5). O filho que
guarda o mandamento do teu pai e não deixa a lei da tua mãe terá
um guia quando caminha, um guarda quando deita, e um companheiro
constante quando acorda (Prov. 6:20-24). Esses conselhos
bíblicos foram dados pela inspiração divina para o Cristão em
geral mas são relatados a nós como conselhos de um pai para os
seus filhos. Seria estupidez tremenda para um filho pensar, por
já estar na idade de namoro, que ele é isento de uma
responsabilidade séria de ouvir os conselhos dos seus pais.
Seria ignorância aberta para qualquer filho de qualquer idade
pensar que não há mais proveito em atender à instrução dos pais.
A bíblia nos dá uns exemplos positivos que mostram filhos
atendendo aos conselhos dos seus pais no assunto de namoro. Um
exemplo para um filho ouvir a instrução dos seus pais é Jacó. A
Rebeca moveu a Isaque, seu marido, a enviar Jacó, seu filho, à
família dos seus parentes com instruções sérias sobre o namoro
(Gên. 27:41-28:4). Pelo que a bíblia indica, Jacó atendeu aos
conselhos dos seus pais e tomou a Rachel, filha de Labão, irmão
da Rebeca, como esposa (Gên. 29:10-18). A sua situação foi
abençoada. Um exemplo para uma filha ouvir a instrução de quem
tinha autoridade sobre ela é Rute. Mesmo sendo adulta e uma
viúva, Rute submeteu-se à autoridade do lar da sua sogra Noemi
(Rute 1:17,18). Mesmo sendo experimentada na vida, a Rute
procurou a permissão de Noemi antes de sair de casa (Rute 2:2).
As notícias do seu dia foram relatadas fielmente a sua sogra
(Rute 2:19). Os conselhos de Noemi para achar um namorado bom
para Rute foram seguidos cuidadosamente em amor (Rute 3:3-5).
Pelo que a bíblia indica, Rute foi grandiosamente abençoada. Se
queremos o fim abençoado que esses tinham, podemos seguir os
exemplos, conselhos, sugestões e instruções que os nossos pais
nos dão sobre toda parte da nossa vida, inclusive o namoro.
A bíblia nos dá um exemplo negativo que mostra o fim de um
filho que não atendeu aos conselhos dos seus pais no assunto de
namoro. Este exemplo é Sansão. O Sansão quis seguir o
conselho do seu próprio coração que era movido pela sua paixão
carnal. Apesar dos conselhos dos pais, ele insistiu no seu
próprio desejo (Juízes 14:1-3). É verdade que a rebeldia de
Sansão foi usada para a glória de Deus, mas, o próprio Sansão
não foi abençoado. Examinando a vida de Sansão entendemos que
fisicamente ele foi muito forte, mas moralmente foi
fraquíssimo. Seria melhor para ele se tivesse atendido
cuidadosamente os conselhos dos seus pais. Se não queremos o
fim inglorioso de Sansão devemos atender aos conselhos daqueles
que nos amam mais do que qualquer outra pessoa no mundo.
Os namorados que atendem à instrução dos seus pais relativo
ao namoro Cristão precisarão de deixar de lado a idéia da
independência completa. Pensando melhor, se a independência
completa é a liberdade de fazer o que bem quer, a bíblia não
ensina tal independência para ninguém a não ser Deus. Devemos
todos sermos sujeitos uns aos outros de uma forma ou outra (I
Pedro 5:5). A liberdade verdadeira não é aquela sensação de não
ter nenhum limite. A liberdade verdadeira é o poder de tomar
voluntariosamente o jugo de Deus ou melhor, por vontade própria,
se submeter à Sua vontade.
O Jugo Igual
- Um Olhar ao Futuro
A lei da ceifa é muito importante lembrar até no namoro. A
lei da ceifa diz que ceifaremos o que plantamos, “Tudo o que o
homem semear, isso também ceifará” (Gal. 6:7,8; Romanos
2:6-10). A lei da ceifa diz que ceifamos depois que plantamos,
“o que semeia na sua carne, da carne ceifará” (Gal. 6:8; Romanos
2:6-10). A lei da ceifa diz que ceifaremos muito mais abundante
além do que plantamos, “o que semeia na sua carne, da carne
ceifará a corrupção” (Gal. 6:8); “E outra caiu em boa terra, e
deu fruto: com a sem, o outra sessenta e outra a trinta” (Mat.
13:8; Prov. 1:31). Sem dúvida alguma, existem sérias
conseqüências futuras das decisões e ações feitas hoje. É sabedoria
olhar antes ao que é necessário para completar os nossos alvos.
Não queremos que ninguém olha ao nosso casamento e família e,
com desdém, dizer: “este homem começou e não pude acabar. Este
pôs os alicerces mas não pude terminar.” (Luc. 14:29,30).
Espero que todos que estudem o que a Bíblia ensina sobre namoro
nunca chegarão a não terminar com êxito o que começou para a
glória de Deus. Para não
ceifar frutos amargosos, e, para não fazer o papel de um tolo,
convém que olhamos ao futuro dos nossos relacionamentos atuais.
O nosso olhar deveria incluir a pessoa com quem pretendemos nos
casar. Devemos olhar bem além da paixão do momento e considerar
as conseqüências futuras das nossas decisões e ações de hoje.
Se olharmos bem, e, se consideramos seriamente, podemos comer do
trabalho das nossas mãos com uma mulher abençoada ao nosso lado,
com filhos tementes a Deus à roda da nossa mesa e a expectativa
abençoada de ver os filhos dos nossos filhos (Sal. 118:1-6). Devemos
considerar qual é a vontade de Deus para as nossas associações,
quer sejam sociais, religiosas, familiares políticas ou
amorosos. Devemos lembrar que o Senhor Deus deseja ser
glorificado em todas as coisas (Romanos 11:36; I Cor. 1:31).
Então, devemos considerar Seus princípios para estas interações
sociais que têm pretensões românticos. O namoro
Cristão que respeita o princípio de velar para um jugo igual,
preocupará na fé da pessoa com quem quer namorar. Mesmo
que a fé é algo pessoal e individual, o namoro Cristão quer o
amadurecimento da sua fé pelo relacionamento que leva para o
casamento.
•
Nunca deve
ser contemplado por um Cristão a namorar alguém que não é
Cristão fiel. O desejo e mandamento de Deus para a separação é
claro. Por isso Ele pergunta, através do seu profeta Amós, ao
seu povo de Israel: “Porventura andarão dois juntos, se não
estiverem de acordo?” (Amós 3:3). Por isso Paulo, pela
inspiração do Espírito Santo, pergunta aos irmãos em Corinto:
“que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem
a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial?
Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o
templo de Deus com os ídolos?” (II Cor. 6:14-16). Por isso
Paulo, em amor pela verdade, instruiu a igreja em Roma: “noteis
os que promovem dissensões de escândalos contra a doutrina que
arrependestes; desviai-vos deles” (Romanos 16:17). Para o
Cristão fiel ser ao seu Senhor, ele vai odiar as trevas em vez
de namora-las.
•
Um bom
testemunho de Cristo pede separação do mundo. Por isso Isaías
escreve: “Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa
imunda; saí do meio dela, purificai-vos, os que levais os vasos
do SENHOR” (Isaías 52:11). Paulo escreva a mesma coisa a igreja
em Éfeso: “não sejais seus companheiros” “E não comuniques com
as obras infrutuosos das trevas, mas antes condenai-as” (Efés.
5:9,11). Naturalmente
não queremos chamar algo que desejamos e admiramos de ímpio.
Dizem que o amor é cego mas a verdade é: o nosso coração é
enganoso, mais do que todas as coisas. É mais do que isso. O
coração nosso também é perverso. É ainda pior. Não conseguimos
nem conhecer o limite da perversidade do nosso próprio coração (Jer.
17:9; Mat. 15:19). Por isso a Bíblia nos diz que o homem que
confia no seu próprio coração é insensato (Prov. 28:26). O
homem sábio é aquele que teme ao Senhor e anda na sabedoria da
Palavra de Deus. Mesmo que o nosso coração quer aceitar o mal
pelo bem, a Palavra de Deus nos diz: “Não vos enganeis: as más
conversações corrompem os bons costumes” (I Cor. 15:33). Com a
bíblia na nossa mão e o seus princípios escritos em nosso
coração não podemos andar ignorantes ao respeito qual é a
vontade de Deus neste assunto. A lógica
porque um jugo igual, ou melhor, uma fé igual é tão importante
no namoro Cristão. Se consideramos algumas coisas básicas creio
que não vai ser difícil entender porque Deus quer que o teu povo
se relaciona no namoro com uma só fé.
•
Não devemos
entrar em um laço desigual pois isso nos impedirá de amar o
Senhor como Ele quer que nós o amemos. Deus não se alegra com
um coração dividido. Ele pede que O amemos de todo nosso
coração, e de toda a nossa alma, e de todo o nosso entendimento,
e de todas as nossas forças (Mar 12:30). Deus sabe que se nós
tivéssemos amizades do mundo, chegaremos a odiar Ele quem deve
receber todo o nosso amor (Mat. 6:24, “Ninguém pode servir a
dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se
dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e
a Mamom.”). Talvez achamo-nos vacinados à essa realidade, mas o
tempo mostrará que os princípios de Deus são tão imutáveis
quanto Ele (Mal 3:6; Tiago 1:17).
•
Não devemos
entrar em um laço desigual pois isso impedirá a nós termos a paz
verdadeira. A paz verdadeira é fruto do Espírito Santo (Gal.
5:22) e não fruto de intenções sinceras, manipulações emocionais
e nem de filosofias bem articuladas. O que é da carne se
corromperá (Mat. 7:18; Gal. 6:7). A paz verdadeira vem por
exercícios espirituais (Fil. 6:6-9). Um jogo desigual impediria
a prática desses exercícios espirituais e, portanto, impedirá a
realização da paz verdadeira.
•
Não devemos
entrar em um laço desigual pois isso impedirá o casal de ser
completamente um. Num casamento tudo o que uma pessoa é,
influenciará o seu relacionamento com o outro. A conversação, a
comunhão, as atividades, a vestimenta, os costumes, a
alimentação desejada, as férias, a adoração ... Tudo isso é
influenciado pelo que somos (Gên. 2:24). A união desigual fará
que a conversação terá rumos não iguais, costumes irregulares,
objetivos inconstantes, etc. A união que um casal tem é
refletida pelas palavras do apóstolo Paulo à igreja em Corinto:
sociedade, união, concórdia, parte, consenso (II Cor. 6:14-16).
Aquela união desigual será impedida de ter concórdia, consenso,
união e parte nos assuntos de maior importe, ou seja, aquilo que
é eterno. Uma união de um jugo desigual pode ser comparado a
prostituição espiritual pois aquilo que pertence a Deus está
sendo usado numa união não espiritual (I Cor. 6:15-20). Um
segredo para ter paz e harmonia no lar é fazer tudo juntos.
Porém, se não existe união no assunto da fé, como pode atingir a
harmonia desejada nos assuntos que transcendem o presente?
•
Não devemos
entrar em um laço desigual pois isso nos impedirá de obedecer a
bíblia. A bíblia pede que os pais instruem os filhos na doutrina
e admoestação do Senhor (Efés. 6:4; Deut 6:5-9). Uma união
desigual fará que os nossos alvos de treinar os filhos no que
diz a bíblia sejam bloqueados e desanimados. Deus, em
misericórdia, pode trazer bem do mal, mas não devemos tentar a
Deus em desobedece-lo e pedir as Suas bênçãos sobre a nossa
desobediência.
•
Não devemos
entrar em um laço desigual pois isso afetará as futuras gerações
nossas. No casamento o casal ajunta-se com as famílias dos
seus cônjuges para o resto das suas vidas. As tradições não
cristãs da família do não convertido serão assimiladas na
família do Cristão. Essas tradições afetam todas as áreas da
vida do casal (férias, aniversários, programas de televisão,
revistas de leitura, maneiras de disciplinar os filhos, o uso do
dinheiro no lar, a importância de adoração correta, etc.) Para
entender o efeito que uma esposa ou esposo não Cristão possa ter
no casal dar uma lida na passagem que explica o porquê Salomão
foi levado à idolatria (I Reis 11:1-7). Os exemplos
bíblicos para ter um jugo igual na fé é tocado, não só pelos
referências já vistas acima que incluíram a separação cristã,
mas também pelos conselhos dados as viúvas que quiseram se casar
novamente. Se falecer o marido de uma mulher cristã ela fica
livre para casar com quem quiser, “contanto que seja no Senhor”
(I Cor. 7:39). A lei, que revela os princípios eternos de Deus,
instrui o povo de Israel de não dar as suas filhas aos filhos
dos que não eram judeus e nem deveriam tomar as filhos dos
outros para casarem com os teus filhos. A razão de não ter esses
filhos o filhas de quem não eram cristãos era declaradamente:
“pois fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a
outros deusas; e a ira do SENHOR se acenderia contra a vós, e
depressa vos consumiria” (Deut 7:1-4). Não somos judeus e,
sendo cristãos, não somos mais debaixo a Lei de Moisés, porém,
se queremos nos separar a Deus e servi-lO como um povo peculiar
e especial dEle, vigiaremos com cuidado e temor tudo o que pode
agradar a Ele melhor. Que este temor nos levará a não ter um
jugo desigual na fé. O namoro
Cristão respeitando o princípio de velar para um jugo igual
poderia preocupará na raça da pessoa com quem quer
namorar. Por causa de casamento ser um desafio no melhor dos
casos, tudo o que fará o casamento melhor e mais fácil convém a
pensar. A bíblia conta exemplos de raças mistas no casamento que
eram abençoados e também amaldiçoados. Portanto não podemos
estabelecer uma lei nessa área de pensamentos como podemos
enfatizar na área da fé. Mas quando falamos de um jugo desigual
pode entrar na questão da raça também. Abraão fez
questão que a esposa do Isaque fosse da sua terra e da sua
parentela (Gên. 24:1-4). Em tempo, Isaque chamou seu filho Jacó
e mandou que ele voltasse a terra do pai da tua mãe e tomar de
lá uma mulher das filhas dos seus parentes (Gên. 28:1-2). As
primeiras esposas de Esaú eram filhas de heteus (Gên. 26:34).
Por serem de raça e fé diferentes, isso foi uma amargura de
espírito aos seus pais (Gên. 26:35). Depois Esaú pegou filhas
do seus avós para consertar o mal feito (Gên. 28:8,9). De certa
a razão de ter um casamento da mesma parentela e do mesmo povo
era por causa que estes eram da mesma fé. Mas a bíblia
não mostra somente casamentos abençoados entre a mesma raça.
José, do Velho Testamento, foi dado uma filha do sacerdote em
Egito . É evidente que este foi um casamento político, mas foi
um casamento de raça desigual da mesma forma (Gên. 41:45). A
Rute e Boaz eram da mesma fé mas não da mesma raça (Rute 1:4;
4:9,10). Timóteo tinha uma mãe judia e um pai grego (Atos 16:1)
e isso não impedia que ele fosse usado no serviço do Senhor. Entendemos
que não existe um mandamento geral na bíblia para nós nos casar
com a nossa própria raça. Mas é sabedoria considerar a cultura e
outros aspectos da raça de quem casamos para ver se haja
possibilidades viáveis a ajuntar os dois em uma vida idônea ao
Senhor.
Podemos concluir enfaticamente que uma fé igual no namoro
Cristão é mandada e exemplificada. Podemos resumir dizendo que
as conseqüências de longo tempo precisam ser consideradas antes
de fazer uma decisão ou ação no tempo presente. A mesma fé e a
mesma raça poderiam significar os mesmos alvos, objetivos, os
costumes, e, assim, resultará em paz no relacionamento
prolongado.
O Procurar -
O Papel de Cada Um
No namoro o homem e a mulher estão embarcando num
relacionamento que antes não conheciam. Pode ser que os dois
precisam uma instrução em saber qual é o papel de cada um no
namoro Cristão. A pretendente pode iniciar o relacionamento? O
namorado precisa abrir as portas do carro pela namorada? As
posições do namorado e da namorada são iguais?
A oração dos cristãos judeus para os seus filhos era: “Para
que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade;
para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas
à moda de palácio;” (Sal. 144:12). Este pedido representa que
os moços sejam diferente do que as moças e que cada com tem uma
posição determinada para serem abençoados. As “plantas
crescidas” mostram força, robustez, utilidade e beleza. As
“pedras de esquina lavradas” representam as características de
beleza e o utilidade que é resultado de uma preparação prévia.
As posições no namoro são iguais em que existe uma séria
responsabilidade para os dois praticarem respeito um para com
outro em particular e diante da sociedade em geral.
Mesmo que os dois têm a mesma responsabilidade de viver
vidas santas para com o Senhor e vidas úteis para com a
sociedade, os dois têm posições diferentes que prepara-os para
posições importantes no futuro. Falo da posição no lar de esposo
e de esposa. Os princípios das responsabilidades de cada um no
namoro são iguais às posições que o casal terá no lar.
O papel do homem no lar é para ser o cabeça do
relacionamento. É estipulado claramente que “o homem é a cabeça
da mulher” (I Cor. 11:3; Efés. 5:23). Pelo homem ser o cabeça
da mulher, sobre os seus ombros cai a necessidade de ele ser o
primeiro responsável, o líder e o exemplo para o namoro. O
namoro já é um relacionamento sério em qual o namorado deve
exercitar a posição que terá permanentemente no lar. No lar ele
será o provedor principal, o protetor e aquele que inicia os
projetos do lar. O namoro, em toda a pureza, é uma boa
oportunidade para o homem mostrar-se capaz nessas posições.
I Tim 4:12, “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o
exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no Espírito,
na fé, na pureza.”
O papel da mulher no lar é ser uma ajudadora idônea ao
marido (Gên. 2:18). A mulher tem o papel importante de ajudar o
homem realizar-se para a glória de Deus. Essa ajuda pode ser
dada em várias maneiras quais como: companheirismo, conselhos e
sugestões, amparo etc. A posição de ser uma ajudadora implica
uma posição secundária ao cabeça no lar. A sua posição se
resume na palavra “submissão”. Essa é uma posição de honra. A
mulher é identificada na posição que a igreja tem para com
Cristo (Efés. 5:22,23). Quando a mulher no lar é submissa, o
relacionamento, que o Senhor designou para o lar, é atingido.
Quando não existe a submissão existe uma competição não saudável
e uma frustração de planos e de sonhos. Essa submissão no
namoro somente deve ser ao ponto que o respeito e a submissão
aos pais não sejam comprometidos. Nessa posição de ajudadora do
homem a namorada expressa-se nas ações de uma virtuosa e
prudente serva.
I Pedro 3:3-6, “O enfeite delas não seja o exterior ...
Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um
espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque
assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que
esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos;
como Sara obedecia Abraão, chamando-lhe Senhor; da qual vós sois
filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto.”
Um exemplo bíblico das posições existentes no namoro se vê
no namoro de Jacó e Raquel (Gên. 29:1-30). Quando Jacó quis
entrar no relacionamento de namoro com Raquel ele preencheu as
mesmas posições no namoro que ele tinha depois no lar. Jacó
exercitou liderança no relacionamento (Gên. 29:10, “revolveu a
pedra de sobre a boca do poço e deu de beber as ovelhas de Labão,
irmão de sua mãe”, v. 11, “E Jacó beijou a Raquel”). Foi o Jacó
que fez o trabalho manual necessário para poder ter a sua
namorada como esposa, exercitando também as qualidades de
paciência e a temperança no relacionamento, pois, esperou 14
anos para poder ter a sua amada (Gên. 29:18,30). O Rachel na
sua parte no relacionamento esperou com paciência enquanto seu
namorado fez o necessário para ganhar ela. Deste relacionamento
entendemos o papel de cada um no relacionamento do namoro
Cristão.
Um outro exemplo bíblico que temos das posições existentes
no namoro está no exemplo de Boaz e a Rute. O Boaz tomou a
iniciativa para com a Rute (Rute 2:1-16), decidiu sobre o
andamento do relacionamento (Rute 3:9-13) de foi diante dos
autoridades para cuidar dos detalhes do casamento (Rute 4:1-12).
A Rute seguiu os conselhos da sua sogra Noemi (Rute 3:1-7) e
esperou pacientemente para o seu namorado cumprir a sua parte no
relacionamento. Mesmo que os costumes do povo judeu na época da
Rute são diferente do povo brasileiro temos princípios saudáveis
para o papel de cada um no relacionamento de namoro Cristão de
hoje.
Um outro exemplo bíblico que temos das posições existentes
no namoro está no exemplo de José e a Maria. O José, como o
primeiro responsável pelo relacionamento tomou a iniciativa de
proteger o caráter da sua namorada. Isso, ele fez quando soube
que Maria estava grávida, algo, neste caso excepcionalmente,
for permitido para cumprir as Escrituras para com o nascimento
de Cristo (Mat. 1:19). Entendemos que José sustentou e protegeu
a sua namorada, junto com a qualidade de submissão a Deus, no
relacionamento de namoro, uma qualidade que ele continuou
exercitando no próprio casamento (Mat. 1:25; 2:13,14).
Atividades que podem ser praticadas durante o período do
namoro, para reforçar as posições que cada um tem, seria
propício. Por exemplo, um período de leitura bíblica e oração é
muito proveitoso. Quando o homem toma essa iniciativa, quando o
casal estiver junto, tal atividade reforça a sua posição de
líder no relacionamento de namoro. Se esse hábito saudável
começa durante o namoro é muito provável que seguirá no
casamento. A adoração pública na igreja dará uma oportunidade
de crescer nos papéis que cada participante no namoro tem
também. Adicionalmente, as horas que os namorados estão se
visitando podem ser bem aproveitadas jogando jogos de mesa. A
namorada pode também preparar uma refeição para o namorado e a
sua família ou a dela. Com certeza isso ajudaria ela a se
preparar para a posição que ela terá no lar. Se a situação
permite os namorados poderiam também convidar os seus amigos
e/ou membros da família para participar de uma refeição
especial. Estas atividades podem ser feitas para que o casal
cresça nas posições que cada um tem.
Resumindo
este ponto lembramo-nos:
as virtudes
das posições do relacionamento permanente do casamento
devem ser
evidentes anteriormente no relacionamento social de namoro
A Amizade - O
Primeiro Relacionamento, e, A Pureza - As Paixões do Coração
Temos estudado os pontos que são sabedoria para estabelecer
ANTES de começar um relacionamento. Agora queremos pensar nos
pontos que podem nos ajudar a começar o próprio namoro Cristão.
Quando consideramos o primeiro namoro é importante avaliar
a piedade e personalidade da pessoa pretendida de uma distancia
antes de fazer uma séria aproximação. Gastando um tempo em
pensar bem deste ‘pretendido’ pode ser um tempo bem utilizado.
Considere este pontos: se você está querendo colocar o Senhor em
primeiro lugar é natural que desejará um companheiro que faça o
mesmo; se você está dando honra à experiência dos seus pais,
será importante que o companheiro o faça também; se você acha
bíblico os papéis distintos no relacionamento, será justo que o
companheiro concorda distes também; se você quer alguém da mesma
fé e cultura exigirá que o companheiro seja assim como quer.
Todas essas considerações podem ser vistas já pela
observação no âmbito de amizade. Não precisa de um namoro
sério para observar a personalidade e caracter de alguém. Jesus
disse que pelos frutos conhecerá a árvore (Mat. 7:17,18).
Devemos ser honestos e concordar com a Palavra de Deus nessas
observações que fazemos. Devemos entender que uma pessoa
insensata não é uma escolha sábia. Devemos entender que uma
pessoa insensata vai ser um companheiro insensato. Devemos já
ser convictos que os únicos namorados bons são aqueles que vivem
corretamente para com Deus e a Palavra de Deus. Porventura
deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água
amargosa? (Tiago 3:11,12).
E vale a
observação:
Se não
fizermos amizades ou sociedades de confiança com o mundo,
não
começaremos a gostar um indivíduo do mundo.
Devemos ser preceptivos da vida, da conversa, da roupa, dos
hábitos pessoais e públicos, das maneiras, dos amigos, da ética
e da espiritualidade daqueles que fazem parte da nossa vida
familiar, escolar, profissional e eclesiástica. Se uma criança
se dará conhecer pela suas ações, se a sua obra for pura e reta
tanto mais saberemos dos jovens e dos adultos pela suas ações
(Prov. 20:11)!
Na procura de um companheiro tenha o cuidado de não forçar
o assunto. Continua buscando o Senhor em primeiro lugar (Mat.
6:33). Deus tinha uma maneira especial para trazer a Eva para o
Adão (Gên. 2:21,22), a Rachel para o Jacó (Gên. 29:9), e a Rute
para o Boaz (o Livro de Rute). Certamente Ele cuidará das
necessidades dos fiéis em respeito ao matrimônio hoje também.
Toma Prov. 3:5,6 e Prov. 16:3 como guias para o preenchimento
das suas necessidades.
•
Provérbios
3:5,6, “Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te
estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os
teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.”
•
Provérbios
16:3, “Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamento serão
estabelecidos.”
No tempo em que espera para Deus providenciar o seu
namorado, procure de ser puro de coração. É necessário cuidar
dos nossos corações. Todas as nossas ações são determinadas
pelo nosso coração (Mat. 15:19, “Porque do coração procedem os
maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição e, furtos,
falsos testemunhos e blasfêmias.”; Tiago 1:14, “Mas cada um é
tentado o, quando atraído e engodado pela sua própria
concupiscência.”). Tempo gasto no exame de nós mesmos com a
palavra de Deus é tempo gasto proveitosamente e ;pode nos
determinar melhor nosso futuro companheiro permanente. Devemos
entender que as intenções do coração influenciam tudo o que
fazemos. Por isso devemos pensar “nas coisas que são de cima, e
não nas que são da terra” (Col. 3:1,2).
No cuidar do nosso coração, seria importante determinar
primeiramente o porquê que queremos namorar. Pode ser que você
estranha deste indagação mas existem muitas razões para namorar
entre o povo. Será que o seu egoísmo leva você a querer namorar
uma determinada pessoa? Será que você sente pressão da sua
família ou dos seus amigos para sair e namorar? Será que alguém
está querendo ser independente e precisa namorar para mostrar
isso a todo mundo? Alguns talvez querem namorar para mostrar a
sua virilidade. Será que você está querendo namorar para agradar
ao Senhor? Por que você quer namorar? Essa razão é valida
comparando-a com a Palavra de Deus?
Se cuidaremos dos pensamentos, cuidaremos
automaticamente das ações do corpo.
Para colocar o coração no lugar correto, falo como aos
cristãos, teme ao Senhor Deus (Ecl. 12:13) que é de odiar todo
caminho falso (Jó 28:28; Sal. 77:10; 119:104). Se estamos
meditando na palavra de Deus o nosso caminho será próspero e com
virtude (Sal. 1:2-3; Fil. 4:6-8). Com toda essa consideração dos
nossos corações e do nosso ‘pretendido’, não devemos nos
esquecer que ceifaremos o que semeamos (Gal. 6:9).
Para ajudar o namoro ser mesmo cristão, e a nossa amizade
ser melhor, abstenha-se de pensamentos e ações não puras; gasta
tempo conversando de coisas de boa fama; adore a Deus juntos em
público e não procurem ser sozinhos por tempo prolongado.
Existem na bíblia exemplos de pureza e a falta de pureza de
coração nos relacionamentos íntimos. José no Egito recusou a
insistência da impura mulher do seu senhor. Ele até deixou-se
ser maltratado pelo bem, mas a sua insistência de fazer o que
estava correto trouxe-lhe honra e as bênçãos de uma boa
testemunha (Gên. 39:7-21). Quando apareceu as paixões imundas
no coração do Davi, ele não reprimiu-as, mas se entregou a
elas. Este pequeno momento de descuido trouxe-lhe morte,
maldição e perda de muitas bênçãos na sua vida e na vida dos
seus filhos (II Sam 11-12). A Rute esperou no Senhor para Ele
cuidar das suas necessidades íntimas. Ela manteve-se em
companhia mista em pública e não deu oportunidade de escândalo
nenhum. Deus a abençoou ricamente (O livro de Rute).
Cuide tão bem
das suas amizades quanto os seus pensamentos e verá que um
companheiro digno aparecerá em tempo oportuno
O Contato - A
Natureza Explosiva do Físico
Na carne habita o pecado (Romanos 7:17-23) e o pecado é
iniqüidade (I João 3:4; 5:17). Iniqüidade é tudo aquilo que é
contra a lei de Deus.
O homem e a mulher que viverão para a glória de Deus nos
seus relacionamentos procurarão a separar-se do pecado. O pecado
é cometido quando, pela tentação, a nossa concupiscência é
excitada. Uma vez que a concupiscência é ativada, logo vem o
próprio pecado. E com o próprio pecado, o fim do pecado vem. O
fim do pecado é a morte (Tiago 1:14,15). A morte é mais do que
o fim da vida pois pode ser a morte de uma boa consciência, de
boas maneiras, de bons relacionamentos, do casamento e da
própria presença eterna com Deus.
Pela obra de Deus, pelo Espírito Santo testificar de Cristo
pelas Escrituras, o homem pecador vem ao arrependimento e a fé.
Assim o pecador convertido é feito santo diante de Deus. Sendo
feito uma nova criatura, tudo se fez novo e agora, salvo, tem
prazer na lei de Deus (Romanos 7:23; II Cor. 5:17).
Mesmo que o cristão tem a nova natureza espiritual, que não
peca (I João 5:18), ele continua com uma velha natureza
integrada na sua carne (Romanos 7:23). Essa natureza pecaminosa
é influenciada por tudo o que o homem vê, toca, escuta, cheira,
saboreia e imagina.
Por causa da natureza pecaminosa em nós, e pelo namoro
apresentar pessoas do sexo oposto em situações de proximidade
intima, convém considerar o poder da carne em nosso vestir e em
nosso tocar.
Porque usamos
roupas?
Pode aparecer infantil propor tal pergunta, mas convém
racionar um pouco do propósito de roupa. As pessoas que crêem
que seres humanos são primatas complexas dirão que usamos roupas
apenas para proteger-nos dos elementos, o sol, frio, chuva etc.
Outras pessoas podem pensar que usamos roupas mais para mostrar
a individualidade da pessoa do que qualquer outra razão.
Mesmo que as roupas protegem-nos dos elementos adversos e
também verdadeiramente declaram a nossa individualidade, a
primeira razão do uso de roupas é tratada no jardim de Éden. A
Adão e Eva eram sem roupa nenhuma antes do pecado mesmo que eram
pessoas individuais (Gên. 2:25). Depois do pecado, ainda sem uma
clima adversa, sentiram o uso de roupas convenientes. Tudo isso
nos diz uma coisa: usavam roupas por causa da presença do pecado
e a consciência da santidade de Deus.
A natureza do pecado é contra a santidade de Deus. Eles
estando sem roupa como pecadores, tinham medo e vergonha que os
aventais ajudaram aliviar (Gên. 3:7). Mesmo sem outras pessoas
presentes, a consciência ofendida ditava que Deus em santidade
era presente e a roupa, por isso era necessária. A presença do
pecado neles e a consciência da santidade de Deus pediram o uso
de roupa.
Menos a admissão da iniqüidade do pecado, e menos a
consciência da santidade de Deus
menor entendimento da necessidade da roupa
e menor a apreciação da modéstia.
Mais reconhecimento da iniqüidade do pecado
e mais a consciência da santidade de Deus
maior o entendimento da necessidade da roupa
e maior o valor da modéstia
(Jó 28:28;Prov. 1:7)
Deus, agindo com a sua graça misericórdia para como Adão e
Eva, não dispensou o uso de roupas. Ele até fez as roupas serem
mais modestas e úteis pois Ele fez túnicas de pele por eles e os
vestiu (Gên. 3:21). O uso de roupas continua enquanto continua a
presença do pecado e a consciência da santidade de Deus.
Por Deus vestir o homem pecador com túnicas, ele mostrou o
seu desejo que o homem estivesse coberto em público. A carne,
porém, quer se exibir (I João 2:16; Êx. 32:6,25; Atos 19:16). A
carne cobiça contra o Espírito e o espírito contra a carne (Gal.
5:17). A carne sempre, por natureza normal, age oposto do
Espírito (Romanos 7:19-23).
Por causa da natureza pecaminosa existir no Cristão, é
necessário ele cuidar do seu olhar em roupa provocadora tanto
quanto o seu próprio uso consciente de roupa decente. O homem no
jardim do Éden, seguido seu raciocínio e era satisfeito usando
somente aventais. Porém Deus pensou diferente e vestiu-os com
túnicas, um vestimenta mais completa e sábia.
Não pode ser descartada a verdade que a roupa declara uma
mensagem definida. Por isso os policiais usem uniformes e por
isso o cristão deve andar com modéstia.
O que devemos dizer sobre aquela roupa que destaca o
formato do corpo? Devemos dizer que ela não incita a
sensualidade da carne? Se observamos a mídia veremos a
importância da roupa para estimular certos fins. As novelas que
fatalmente falam do triângulo amoroso, tem uma ou outra que está
procurando atrair a atenção de um homem, e essa usa aquela roupa
que revela o seu corpo. Nada melhor para estimular a
libertinagem ou a rebelião. Nos comerciais de cerveja os atores
usem a roupa que estima a sensualidade para declarar liberdade e
independência e alegria carnal. Contrariamente, os políticos
que estão procurando a vender uma posição de ética e
responsabilidade, usem uma roupa modesta. Como então deve ser a
roupa do povo que quer declarar retidão, seriedade com a Palavra
de Deus e ser uma luz nas trevas? A roupa, por não ser neutra,
deve ser empregada para glorificar Deus juntamente com a boca e
as ações.
Resumimos: O namoro que quer ser cristão zelará pela roupa
decente, modesta e moderada para cuidar dos intenções do seu
coração e portanto as ações no namoro.
Tudo o que estimula a concupiscência da carne
dos olhos e a soberba da vida não é de Deus mas
do mundo
(I João 2:16).
Quem tem o
direito a tocar? E intimidade é para quem?
Se obedecemos a influência da sociedade que é exercitada
sobre nós pela televisão nos seus programas e comerciais, a
pressão dos nossos amigos e a inclinação dos nossos desejos
naturais responderemos que o direito de trocar sensualmente é
simplesmente com aquele que nós nos amamos. Porém, o nosso
assunto é namoro cristão e não o namoro moderno. Se vamos
glorificar a Deus com tudo que fazemos, o nosso namoro tem que
dobrar-se aos princípios bíblicos. A bíblia não é muda ao
respeito a quem temos direito a tocar. A bíblia não é silenciosa
a mostrar detalhadamente quem é livre para praticar a
intimidade.
Hebreus 13:4 diz: “Venerado seja entre todos o
matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à
prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.”
Este versículo nos ensina que aquele tocar, abraçar,
acariciar, beijar, apertar, sim, tudo o que é incluído com a
intimidade, deve ser praticado somente no relacionamento do
matrimônio. Envolver-se com intimidade, fora das limites do
matrimônio, é considerado prostituição ou adultério. É aberto o
debate aquele ponto em qual o tocar, a abraçar, o acariciar, o
beijar e o apertar tornem-se ações de intimidade, mas, deve ser
estipulado quando aquele ponto é superado, existe naquele
momento a intimidade reservada somente para o matrimônio.A carne
inflama-se até por uma palavra (Tiago 3:5, “Assim também a
língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede
quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é
um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posto entre os
nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da
natureza, e é inflamada pelo inferno.”). São “os lábios da
mulher estranha” que “destilam favos de mel” quais os homens
sábios devem-se guardar para não cair no seu poder (Prov. 5:3;
6:24). Se a carne inflama-se até por uma palavra, quanto mais
inflamar-se-á por um contato com desejos apaixonados? A nossa
carne é tentada quando a concupiscência é atraída pelo tocar
sensual. Uma vez que a concupiscência é concebida, o pecado
nasce, e logo vem a morte de tudo que é e agradável a Deus
(Tiago 1:13-16). Do coração procedem os maus pensamentos e a
prostituição (Mat. 15:19). Portanto os que guardam os seus
corações, guardam-se dos maus pensamentos e da prostituição.
Portanto o conselho é: Não erreis, meus amados irmãos. Reserva
o seu tocar sensual para o casamento.Por causa da forte
possibilidade da prostituição, o cristão não casado, é
aconselhado, quando tenha desejos de paixão, ou a distanciar-se
desses desejos (Prov. 4:14,15, Evita-o; não passes por ele;
desvia-te dele e passa de largo”; II Tim 2:22, “Foge também das
paixões da mocidade”; veja o exemplo de José - Gên. 39:11,12),
ou, a casar-se. Biblicamente, é no âmbito do casamento que o
abraçar, o beijar, o acariciar e o apertar se acham expressão e
não no âmbito do namoro (I Cor. 7:1,2,9, “se não podem
conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abraçar-se”).
Se a sua virgindade é tratada com indignamente, ou se for
necessário, procure o casamento. Eis a solução bíblica da
paixão (I Cor. 7:36). Não use o namoro para isso.Pode o
namorado dizer: “Mas, eu sou o namorado dela”. Pode o noivo
dizer: “Mas, eu sou o noivo dela”. Porém, a bíblia nos estipula
o poder sobre o corpo do outro não é do namorado ou do noivo,
mas do marido (I Cor. 7:4, “A mulher não tem poder sobre o seu
próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o
marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a
mulher”). Não devemos nos iludir em supor que o namoro ou o
noivado nos dá os mesmos direitos do casamento. O direito de
tocar, apertar, beijar, ou acariciar sensualmente pertence
somente com aquele com qual somos já casados (Gên. 20:6).A
piedade pessoal no namoro é um escudo forte contra as paixões da
concupiscência (I Tess 4:1-7). Convém que apresentamos os nossos
corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos
12:1). O corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor,
e o Senhor para o corpo (I Cor. 6:13). O relacionamento com
piedade no trato, em lugares saudáveis, com os amigos e/ou
parentes responsáveis, vestindo-se de roupa adequada, fará um
namoro da qual ninguém se arrependa. O tempo para restringir o
tocar íntimo é curto em comparação ao tempo longo esperado que
rogamos que Deus nos dê no casamento. Convém nos guardar o
relacionamento em santificação.
A Submissão -
O Elemento Chave no Relacionamento
Mat. 26:39,
“Meu Pai, se é
possível,
passa de
me este
cálice; todavia,
não seja
como eu
quero,
mas como
tu queres.”
Definida
Para falar de
um assunto, devemos entender o que significa a palavra usada
para descrever tal assunto. Por isso queremos entender o que
significa a palavra submissão tanto na Palavra de Deus quanto em
nosso dicionário de linguagem portuguesa. Uma palavra grega
usada umas 38 vezes no Novo Testamento e traduzida sujeitar-se,
submeter e subordinar no Novo Testamento significa: subordinar
em obediência (#5293, Strong’s). No Dicionário Aurélio
Eletrônico, submeter significa: V. t. d. 1. Reduzir à
obediência, à dependência; sujeitar, subjugar. 2. Dominar,
vencer. V. p. 6. Sujeitar-se, entregar-se, render-se. 7.
Obedecer às ordens e vontade de outrem. Sinônimos
seriam os verbos:
deferir-se,
consentir-se,
resignar, não
resistir, e os
adjetivos: brando,
gentileza,
humildade.Mas como mostra o
nosso versículo
chave, a
submissão não
quer implicar
que a pessoa
submissa não
tem opinião
própria, ou se tenha, não pode expressai-la.
Se não
existisse uma
opinião própria,
em verdade
não teria
nada a
submeter.
Por isso, a
atitude suprema
de submissão
é espelhada
na vida
de Cristo. I
Pedro 2:21-25 revela
a submissão
puro.
Cristo tinha
uma opinião
sobre o
sofrimento dele,
e expressou-a: “Meu Pai, se é possível, passa de me este
cálice”. Todavia,
ele submeteu a
sua opinião à
vontade do
seu pai, “não
seja como eu quero, mas como tu queres.” (Mat. 26:39).
Nisso podemos
saber que
a submissão
tem opinião,
e pode
expressa-la, mas,
é pronto a
render-se à a
atitude do
outro em
completa obediência.
A Sua
Importância
É fácil perceber
a importância
de submissão.
No contexto
da igreja é
importante que
tenha a
união entre
os membros. A
igreja, como a família, é uma união
que necessita
submissão entre os
membros. Nem todo
mundo é
o olho,
ou o
ouvido, o olfato,
o pé, etc. porém Deus
colocou os
membros diferentes
no corpo
para ter
ordem.
Para ter
essa ordem
os membros
diferentes sujeitem-se
um ao
outro (I Cor. 12:14-19, “se
todos fossem
um só
membro,
onde estaria
o corpo?”;
Hebreus 13:17, “Obedecei a vossos
pastores,
e sujeitai-vos
a eles”; I
Pedro 5:5, “sede
todos sujeitos
uns aos
outros”)
Alguém
comparou a
importância da
submissão
comparando-a
em várias
maneiras. A
submissão é tão importante quanto o
fermento que faz crescer a massa, o tempero que dá sabor a toda
a comida, o prego que fixa a construção, o óleo que lubrifica e
preserva a máquina, o talento que harmoniza a peça musical e a
cola que faz as peças variadas aderem um ao outro para completar
o projeto. Quer dizer, sem a submissão, nada funciona bem,
inclusive o namoro.
A atitude e a prática de submissão no namoro, e depois no
lar, é o que afasta qualquer competição não saudável entre as
posições. A submissão coloca, no lugar da competitividade, um
ambiente de amor e bem estar.
A
submissão traz
a imagem
de Cristo
no relacionamento
do namoro.
Cristo, “sendo
em forma
de Deus,
não teve
por usurpação
ser igual
a Deus,
mas se
esvaziou-se
a si
mesmo,
tomando a
forma de
servo,
fazendo-se
semelhante aos
homens;” (Fil. 2:6-8) e
por essa obra
de obediência,
podemos conhecer
a salvação
eterna das
nossas almas.
O relacionamento
que procura
ter a qualidade
de submissão
é o
relacionamento que
prega a
Cristo, assim ocupando-se em grandes
obras.
A
importância da
submissão é
entendida também
quando se
estuda o
assunto de
adoração.
Adoração envolvem
as ações
de servir,
prostrar-se, e
temor com
reverência. Essa
ação de
servir e
prostrar-se é
observada na
atitude da
esposa piedosa
diante do seu
marido. Também
é observada
na ação
de amor
do homem
piedoso para
com a
sua esposa (I
Pedro 3:5-7).
Alguém
perguntou se
pode se submeter
em exagero.
Quando a
submissão traz
um compromisso
de princípios
piedosos e
padrões morais,
ou cria
uma consideração
excessiva à uma pessoa, uma
submissão mal
colocada é
criada. A
nossos submissão
não nos
deve levar à em
escravidão do
imoral. Isso séria de
substituir a
nossa prioridade
a submeter
nos somente a
Deus em uma
submissão a um
homem, uma idéia, uma emoção ou a uma
ação. Seria
igual a servir
outros deusas.
Um relacionamento
saudável e
constante com
a Palavra de Deus fará
que a
nosso submissão
fique equilibrada
e pura
Quem Deve
Praticar A Submissão?
A idéia de submissão é entendida quando comparada a quem
deve executá-la. Veja os seguintes casos:
·
Crianças aos
pais: Luc. 2:51, Cristo, “era-lhes sujeito.”; Efés. 6:1,
“filhos, sede obedientes a ... pais”
·
Jovens aos
anciãos: I Ped. 5:5, “vós jovens, sede sujeitos aos anciãos”
·
Servos aos
Chefes: I Ped. 2:18; Tito 2:9, “Exorta os servos a que se
sujeitem a seus senhores”
·
Cidadãos aos
principados: Tito 3:1, “Admoesta-os a que se sujeitem aos
principados e potestades”
·
Cidadãos às
leis humanas: I Ped. 2:18, “Sujeitai-vos, pois a toda a
ordenação humana”
·
Crentes a
Deus: Tiago 4:7, “Sujeitai-vos, pois, a Deus”
·
Todos uns aos
outros: Efés. 5:21; I Ped. 5:5, “e sede todos sujeitos uns aos
outros”
·
A criação ao
homem: Heb. 2:8, “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos
pés.”
·
A igreja a
Cristo: Efés. 5:24, “como a igreja está sujeita a Cristo”
·
A mulher na
igreja: I Cor 14:34; I Tim 2:11, “A mulher aprenda em silêncio,
com toda a sujeição.”
·
Todas as
coisas a Cristo: I Cor 15:27,28, “Porque todas as coisas
sujeitou debaixo de seus pés”
·
Cristo a Deus
Pai: I Cor 15:28, “o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas
as coisas lhe sujeitou
Podemos resumir
então que a
submissão é
um elemento
importante a
ser exercitado
por todos
em todos
as classes
da sociedade,
e por isso, não deve ser esquecida no relacionamento do namoro.
Porém, deve ser
lembrado que
no namoro,
antes do
casamento, a
mulher é
submissa
primeiramente não ao namorado,
mas a
seu pai.
De pouco
em pouco,
aquela submissão
que ela
tenha para
seu pai
é transferida
ao seu
marido depois
do casamento.
No namoro,
a namorada
sujeita-se ao
namorado ao
ponto que
ela não
fere os
princípios do
seu pai
ou os de Deus.
Os Efeitos da
Insubordinaçã
Como
obediência é
um sinônimo
de submissão,
rebeldia é
um sinônimo
da falta
de submissão. O
apóstolo Paulo
resistia a
responsabilidade de obedecer
à chamada
exterior pela
natureza (Romanos
1:19) e a chamada
interior pela
lei
no seu
coração (Romanos 2:14,15). Essa
falta de
subordinação é
descrita como
recalcitrar
contra aguilhões (Romanos 9:5).
Tal ação
não trouxe
as bênçãos
de Deus mas
era uma
ação dura
na vida
de Paulo,
“duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões”. Um efeito da
rebeldia é sempre a falta de paz. Quando
Moisés feriu a
rocha em
vez de
falar a
ela, ele
não praticou a
submissão. Deus categorizou
o problema
como incredulidade
e a
falta de
santificar o
nome do
Senhor
publicamente (Núm. 20:11,12). A
sua ação
trouxe um
duro
castigo, “por
isso não
introduzireis
esta congregação
na terra
que lhes
tenho dado.”
O efeito negativo da insubordinação pode ser de longa duração
A falta de
submissão trouxe
destruição e
vergonha para Sansão (Juízes
14:1-3; 16:30); problemas, repreensão e
estresse para
Jonas (Jonas 1:1-17); arrependimento
para os que não quiseram ouvir conselhos divinos (Prov. 5:12)
junto com a destruição
de vida (Prov.
1:24-33), e a
destruição do
lar para a
mulher tola
(Prov. 14:1).
A obediência, sem
um espírito
de submissão,
também não é
aconselhável. Zípora,
a esposa
de Moisés,
não quis
submeter à
ordenança da
circuncisão para
com seu
filho. Uma
esposa pode
impedir as
bênçãos de
Deus no seu lar. Deus
quase matou
Moisés pela
falta da
obediência da
sua esposa
neste assunto (Êx. 4:18-26). No
fim, Zípora
obedeceu a
palavra do
Senhor, mas
não como uma
espírito de
submissão, e
disso é
o que
nós lembramos
dela
Uns Exemplos
de Submissão
Sara
mostrou submissão
em seu
relacionamento com
Abraão (I Pedro 3:6, “Como Sara obedecia
a Abraão,
chamando-lhe senhor”; Essa senhoria de
Abraão é entendida em que Sara fazia o que ele pediu dela, Gên.
12:12,13; 18:6). Rute, em
submissão à
Noemi, sua
sogra, trouxe
alívio financeiro
para sua
casa e
uma bênção
para sua
progenitura (Rute 2:2;3:1-5; 4:13-17).
Ester, em
submissão ao seu tio Mardoqueu, depois
de se casar
com o rei
Assurero, pleiteou em
favor dos
judeus (Ester 5:1-3).
Essa submissão
mostrava o
respeito que
ela tinha
pela sua
família e
foi usada
para ser
um instrumento
poderoso na
mão do
judeus sobre
seus inimigos
(Ester 8:7-11). Essa
bênção que
veio através
da submissão
é relembrada ainda
hoje entre
judeus pela
festa de Purim (Ester 9:21,28).
Poderemos ainda
pensar de
Rebeca e Maria, mãe de Jesus, cada
uma mostrando
submissão a
Deus, seus pais,
e seus
maridos.
Podemos aprender
que as
bênçãos vieram
sobre as vidas
dessas mulheres, e
as vidas de
todos que foram
relacionados com
elas, na
medida que
elas exercitaram-se
em submissão
verdadeira
Talvez
entendemos melhor agora como a oração de Cristo é um ótimo
exemplo de submissão. Mat. 26:39, “Meu Pai, se é possível,
passa de me este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas
como tu queres.”
Conclusão
Resumindo,
podemos dizer
que a
submissão é
um elemento
chave no
relacionamento do
namoro.
O namorado
e a
namorada que
praticam primeiramente
a sua
submissão a
Deus pela
obediência à Palavra de Deus na
fase das
suas vidas
chamado namoro,
terão as
bênçãos de
Deus sobre o
seu relacionamento
no que
se faz no
casamento. O
casamento então
trará um
ambiente para
continuar
crescendo neste
virtude.
Bibliografia
Bíblia
Sagrada, Sociedade Bíblica Trinitariana da Bíblia, São Paulo,
1994.
Hidden Wisdom
Magazine, Vol. 40, March-April 2001, Laurel, Abigail Paul,
Editress
Dicionário
Aurélio Eletrônico, Junho 1996
CATE, Rodney
M., Sally A. Courtship, citado no artigo The Dating Delemma - A
Brief History of Dating, Internet.
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