| :: :: |
![]() |
|||||||||||
| Home | |||||||||||
|
Corpus
Christi II (A arte nos tapetes) Cristo é o nosso
Senhor e Deus. Ora, se
invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga
segundo as obras de cada um, portai-vos com temor durante o
tempo da vossa peregrinação,sabendo que não foi mediante coisas
corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso
fútil procedimento que vossos pais vos legaram,mas pelo precioso
sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de
Cristo,conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém
manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio
dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e
lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em
Deus.Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à
verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos,
de coração, uns aos outros ardentemente,pois fostes regenerados
não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a
palavra de Deus, a qual vive e é permanente (I Pedro 1. 17-23) Tradição católica Introdução A arte dos
Tapetes de Rua na festa de Corpus Christi
A confecção
de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular
que tem como origem a comemoração do Corpus Christi. Tapete para
receber a procissão de Corpus Christi na cidade de Ouro Fino -
MG - Foto de Dorival Junior Utilizando diversos tipos de
materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia
e alguns pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas, flores
e folhas, as pessoas montam, com grande arte, um tapete pelas
ruas, com dizeres e figuras relativas ao assunto. Por este
tapete passa a procissão, seguida pelas pessoas que participam
com fervor. A celebração
de Corpus Christi (Corpo de Cristo) surgiu na Idade Média e
consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo
Sacramento. Quarenta dias depois do Domingo de Páscoa é a
quinta-feira da Ascensão do Senhor. Dez dias depois temos o
Domingo de Pentecostes. O domingo seguinte é o da Santíssima
Trindade, e na quinta-feira é a celebração do Corpus Christi. É uma das
mais tradicionais festas católicas do Brasil e é comemorado no país desde
a chegada dos portugueses. A tradição de
fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos.
Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental,
onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde
chegaram seus imigrantes, como por exemplo Florianópolis.
O barroco
enriqueceu esta festa com todas as suas características de
pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco
português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com
uma profusão de cores, música expressões de grandeza. No Brasil, a
tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras
cidades, geralmente com voluntários que começam os preparativos
dias antes da solenidade e varam a noite trabalhando. Veja a
seguir algumas cidades onde é possível encontrar esse tipo de
arte popular. Matão-SP A Festa de
Corpus Christi é um dos eventos mais importantes da cidade e
proporcionam um espetáculo maravilhoso de arte e religiosidade.
São utilizadas dezenas de toneladas de materiais para a
ornamentação das ruas, como areia, vidro moído tingido,
serragem, entre outros, e seus tapetes coloridos atraem milhares
de pessoas. A 59ª edição
(2007) da Festa oferece diversas atrações no dia 7 de junho.
Além das ornamentações, que começam ainda pela madrugada, nas
proximidades da Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, no Centro,
uma ampla estrutura é montada para receber os visitantes, com
praça de alimentação explorada por entidades assistenciais,
passeio turístico, feira de artesanato, área de recreação,
exposições e espaço para artistas e músicos. Tapete na Av.
7 de Setembro - Matão-SP Av. 7 de Setembro
Caçapava-SP Centenas de
pessoas, dezenas de toneladas de areia e serragem, quilos de
corante e tubos de tinta spray são usados para confeccionar o
belíssimo tapete com cerca de 3 km de extensão usado na
procissão com o Santíssimo Sacramento.
Florianópolis-SC Confeccionar
os tapetes com areia e serragem é uma tradição em Florianópolis,
capital do estado de Santa Catarina. A procissão de Corpus
Christi ocorre em torno da área central da cidade, entre as
praças 15 de Novembro e Pereira Oliveira. Grupos de moradores,
congregações religiosas, entidades beneficentes e movimentos
ligados à Igreja Católica dividem a tarefa de enfeitar as ruas,
cada grupo responsável por uma pequena parte do trajeto de 1,5
Km. A maior parte
do tapete é confeccionada com areia, serragem colorida e alguns
pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas e folhas. Mas a
criatividade é a marca de muitos grupos que trabalham para
enfeitar o caminho por onde passou mais tarde a procissão com o
Santíssimo Sacramento, levado pelo arcebispo. A Irmandade do
Divino Espírito Santo costuma fazer sua parte do tapete apenas
com plantas. Ramos de cedrinho, obtidos durante a poda das
árvores na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), flores
vermelhas e rosas brancas são os principais componentes usados. Santana de
Parnaíba-SP É uma das
maiores do estado de São Paulo, que reúne milhares de fiéis de
diversos municípios próximos, atraídos pelo famoso tapete
artesanal. Com extensão de cerca de 850 metros, ele cobre as
principais ruas do Centro Histórico. Ouro Preto
–MG Em Ouro
Preto, as paróquias de Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora
do Pilar, Santa Efigênia e Cristo Rei se unem na celebração com
ruas forradas com formoso tapete de flores e serragem. A cidade
atrai muitos turistas pela oportunidade de se conhecer melhor o
período colonial brasileiro graças à arquitetura preservada da
cidade, que é patrimônio histórico da humanidade. Castelo-ES Em Castelo,
no sul do Estado do Espírito Santo, as comemorações da festa de
Corpus Christi atraem mais de 60 mil pessoas, e cerca de 500
voluntários ficam envolvidos na confecção de uma tapete de 1,2
mil metros de comprimento composto por quadros e passadeiras,
cada um deles com uma mensagem ao visitante, como o amor, a
doação, o sangue, o cordeiro, Jesus Cristo e a solidariedade. Cabo
Frio-RJ Os moradores
montam nas ruas da cidade um imenso tapete de sal para a
passagem da procissão de Corpus Christi, que sempre atrai muitos
turistas por causa de sua beleza. Atibaia-SP Trata-se de
uma festa já tradicional na região. O povo da cidade inicia na
madrugada desse feriado religioso, o difícil trabalho de forrar
e formar nas ruas do centro da cidade um enorme tapete com
desenhos compostos por serragem (pintada em diversas cores) e
pó. São José
do Rio Preto-SP Seguindo a
tradição brasileira herdada de Portugal, muitas cidades da
região e diversas paróquias de Rio Preto, enfeitaram o trajeto
das procissões transformando as ruas num grande tapete
multicolorido com símbolos eucarísticos e mensagens religiosas
com enfoque em temas atuais.
Potirendaba – SP A cidade se
destaca na decoração das ruas, produzindo verdadeiras obras de
arte com os mais variados tipos de materiais, trabalhados por
artistas plásticos da comunidade. Bálsamo-SP É uma das
mais populares na região. A decoração envolve crianças, jovens e
adultos. Os 850 metros de ruas são enfeitados com serragem
tingida, pó de café, tampinhas de refrigerantes encapadas com
papel laminado, casca de ovo moída, tecidos, rendas e flores.
Mirassol-SP Diferente das
demais cidades, Mirassol enfeita as ruas em volta da matriz de
São Pedro Apóstolo com bordados. É um trabalho realizado por
senhoras católicas que perdura durante o ano inteiro. As peças
usadas durante a procissão, entre tapetes, toalhas de mesa e
banho, jogos de cozinha e colchas são vendidas, com renda
revertida para as obras sociais da comunidade. Búzios-RJ Búzios é uma
cidade que oferece lazer para todos os gostos. Na praia de
Manguinhos também é montado um tapete de sal que é imperdível. Rodeio-SC A festa é
realizada no município há cerca de 100 anos, desde a chegada dos
primeiros imigrantes italianos católicos que colonizaram a
região. É uma das mais tradicionais do Médio Vale por causa do
tapete de serragem, flores, pó de café, isopor e outros
materiais, caprichosamente feito pelos fiéis para a ocasião. A
arte de fazer o tapete passa de pai para filho, em Rodeio. Na
maior parte são jovens que deixam a cama no meio da madrugada
para os preparativos.
Solidariedade A festa
religiosa é uma oportunidade para a prática da solidariedade.
Neste dia, os fiéis têm costume de fazer doações, depois
revertidas para as famílias necessitadas ou obras sociais
mantidas pela Igreja. Durante a
missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a
outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia
permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de
Cristo vivo no coração de sua Igreja. [2] História
da Solenidade de Corpus Christi No final do
século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico
cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo
Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes
eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do
Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na
Missa e a festa do Corpus Christi. Santa Juliana
de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada
de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines
perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi
educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando
cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora
de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das
monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers. Desde jovem,
Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo
Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial
em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão
que teve da Igreja sob a aparência de lua cheia com uma mancha
negra, que significada a ausência dessa solenidade. Juliana
comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então
bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde
cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa
época arquidiácolo de Lieja, mais tarde o Papa Urbano IV. O bispo
Roberto ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham
o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um
sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano
seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome
João escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está
preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com
algumas partes do ofício. Dom Roberto
não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em
16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira
vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa da
Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu os
costume e a o estendeu por toda a atual Alemanha. O Papa Urbano
IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte
de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263
ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que
celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse
algo real. No momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela
sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A
venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho
de 1264. Hoje se conservam os corporais - onde se apóia o cálice
e a patena durante a Missa- em Orvieto, e também se pode ver a
pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue. O Padre
movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que
se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da
bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a
quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas
indulgências a todos que assistirem a Santa Missa e o ofício. Em seguida,
segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício
- a liturgia das horas- a São Boa-ventura e a Santo Tomás de
Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício
feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em
pedaços. A morte do
Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da
publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa
Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de
Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317
é promulgada uma recopilação de leis -por João XXII- e assim a
festa é estendida a toda a Igreja. Nenhum dos
decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da
celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências
pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante
comuns a partir do século XIV. A festa foi
aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em
Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica
entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a
solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da
Santíssima Trindade. Na Igreja
grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos
sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia,
Calábria e Sicília. Finalmente, o
Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente
foi introduzido na Igreja de Deus (segundo os católicos) o costume, que todos os anos,
determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável
sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e
honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares
públicos. Nisto os cristãos católicos expressam sua gratidão e memória por
tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se
faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte
e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A celebração da festa de "CORPUS
CHRISTI" no Vaticano Em Roma começou-se, desde o século XV, com
o Papa Nicolau XV (1447-1455) a celebrar a festa de "Corpus
Christi", com a procissão de São João de Latrão até Santa Maria
Maior. A atual Via Merulana, no entanto, só pôde ser percorrida
a partir de 1575, quando foram terminadas as obras para
construir o retilíneo, sob o pontificado de Gregório XIII. Durante três séculos, manteve-se o costume
de fazer a procissão eucarística guiada pelos Papas. Depois, a
partir de 1870, ano da "tomada de Roma", o costume caiu em
desuso, sendo retomado pelo Papa João Paulo II, em 1979. História da festa de "CORPUS CHRISTI" no
Brasil A festa foi trazida para o Brasil pelos
portugueses. No Brasil, numa carta de 9 de agosto de 1549, o
Padre Manuel da Nóbrega, da Bahia, informava: “Outra procissão
se fez dia de Corpus Christi, mui solene, em que jogou toda a
artilharia, que estava na cerca, as ruas muito enramadas, houve
danças e invenções à maneira de Portugal”. (Cartas do Brasil,
86, Rio de Janeiro, 1931). As procissões portuguesas eram
esplendorosas: tropas, fidalgos, cavaleiros, andores, danças e
cantos. A imagem de São Jorge, padroeiro de Portugal, seguia a
procissão montada em um cavalo, rodeada de oficiais de gala. [5] A tradição de enfeitar as ruas surgiu em
Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais. A "infiorata" na Itália Há dois séculos, todos os anos, por ocasião
da Festa de Corpus Christi, na cidadezinha de Genzano de Genzano
de Roma realiza-se a procissão da "infiorata", um imenso tapete
de flores composto por 13 quadros que se estende por cerca de 2
mil metros quadrados pela central via Italo Belardi que sobe até
a igreja de Santa Maria della Cima, de onde parte o Sacramento
em honra do qual se faz este singular enfeite sobre as ruas. Com legítimo orgulho os cidadãos explicam
como são realizados estes quadros: com a seleção dos esboços
cujo esquema será desenhado sobre o calçamento e confiado aos
“infioratori” que trabalham com as flores. Há a paciente coleta
de 350 mil flores (além das essências vegetais) que são
conservadas nas grutas da pequena cidade com um minucioso
trabalho de separação de pétalas das corolas. Friso meu:Contudo como diz o apostolo
Paulo em 1 coríntios 11. 16b...Contudo,
se alguém quer ser contencioso, saiba que nós não temos tal
costume, nem as igrejas de Deus. Veja também a
tabela de festas pagãs clic aqui
Fontes :
Sites
católicos
Pr. Adelcio
Ferreira | |||||||||||
|
|
|||||||||||