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Pesquisa revela que a Bíblia é pouco conhecida
(PORTAS ABERTAS) A Bíblia, apesar de ser o livro mais
difundido e traduzido no mundo, com versões em 2.454 idiomas,
seu conteúdo continua quase desconhecido em muitos países de
maioria cristã, segundo pesquisa apresentada ontem, no Vaticano,
realizada entre católicos, protestantes e ortodoxos.
Participaram da pesquisa encomendada pela Federação Bíblica
Católica 13 mil pessoas de nove países: Estados Unidos,
Grã-Bretanha, Holanda, França, Alemanha, Itália, Espanha,
Polônia e Rússia. Foram levadas em conta as diversas tradições
cristãs para alcançar uma referência concreta da relação dos
cristãos com a Bíblia.
Somente 14% dos italianos entrevistados deram respostas
corretas a perguntas básicas de conhecimento sobre a Bíblia,
tais como: "Os evangelhos são parte da Bíblia?", "Jesus escreveu
livros da Bíblia?" e "Quem, entre Moisés e Paulo, era um
personagem do Antigo Testamento?".
Os resultados não foram muito melhores nos outros países:
somente 17% souberam as respostas nos Estados Unidos, e na
Inglaterra, 15% na Alemanha, 11% na França e 8% na Espanha. Os
povos mais bem classificados foram os poloneses, com 20% de
respostas corretas, e os piores foram os russos, com 7% de
acertos.
Apesar disso, 75% dos norte-americanos afirmaram ter lido
passagens da Bíblia nos últimos 12 meses, sendo que somente 27%
dos italianos disseram o mesmo. França e Espanha tiveram
respectivamente 21% e 20% de leitores da Bíblia.
Desafio é suscitar o entusiasmo pela Bíblia
O bispo italiano de Terni, Dom Vincenzo Paglia, que
apresentou a pesquisa na Sala de Imprensa da Santa Sé, comentou
que a pesquisa revela uma atitude positiva para com as Sagradas
Escrituras, mas também a dificuldade para encarná-la na vida
cotidiana.
"Temos de, antes de tudo, transformar a leitura bíblica em
oração, porque são ainda minoria os cristãos que oram com a
Bíblia", disse Dom Vincenzo Paglia. E ele conclui: "Devemos
suscitar em todo o mundo cristão, do católico ao ortodoxo e
protestante, um novo entusiasmo pela Bíblia".
Quanto ao costume de freqüêntar a igreja, 32% dos italianos
disseram fazê-lo, contra 55% dos poloneses e 45% dos
norte-americanos. Entre os católicos ortodoxos russos, somente
6% vão à missa a cada domingo.
A maioria dos entrevistados afirmou ter a sensação de
contar com a proteção de Deus: 86% de norte-americanos, 79% de
poloneses e italianos, 78% de russos e 65% de espanhóis, sendo
que a França registrou o menor número, com somente 47%.
Para 34% dos poloneses, 27% dos norte-americanos, 23% dos
italianos e 21% dos russos, os textos bíblicos devem ser
considerados a "palavra de Deus" e, portanto, devem ser
interpretados ao pé da letra e não de maneira crítica.
Fonte: www.portasabertas.org.br www.ultimato.com.br
Pr. Adelcio Ferreira | |||||||||||
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